terça-feira, 27 de abril de 2010
Os 10 Mandamentos
Salve, Salve, FLAleluia!
Enquanto aguardamos a decisiva Missa desta quarta-feira, com direito ao santo sacrifício de gaviões por parte de urubus, repasso algumas aulas do catecismo rubro-negro.
Atendendo a pedidos, transcrevo aqui os 10 mandamentos da Igreja Flamenguista do Reino Rubro-Negro, que costumo postar no twitter periodicamente. São eles:
1) Amar ao FLAMENGO sobre todas as coisas
“Amarás o Senhor Rubro-Negro e o Flamengo com toda sua força, sua alma e seu coração” (RN 10,1);
2) Repetir o santo nome do FLAMENGO sempre e em qualquer ocasião
“O Flamengo é nossa religião, quão poderoso é teu nome em todo o reino rubro-negro , por isto, deve ser sempre aclamado” (RN 10,2);
3) Guardar domingos e dias de jogos
“Guardarás o dia de domingo para santifica-lo e honrarás os dias de missa festiva” (RN 10,3);
4) Honrar a torcida e a instituição FLAMENGO
“Jogadores dêem toda a sua garra e entreguem-se por completo durante os jogos, pois é isto que se espera de quem veste o manto sagrado; este é o sacrifício para o qual foram chamados e assim serão felizes e eternamentes lembrados” (RN 10,4);
5) Ajudar ao Flamengo a sacrificar seus os adversários em nosso Templo Sagrado: o Maracanã
“O Senhor Rubro-Negro se fará presente com toda a sua plenitude ao ouvir o Flamengo ser louvado e glorificado durante os cultos e, assim, sacrificará os mascotes adversários oferecendo suas carniças aos urubus” (RN 10,5);
6) Não ter outro time e nem virar casaca
“Não pecar contra o próprio manto, usando ou glorificando o de outrem” (RN 10,6);
7) Ganhar de forma limpa, só com a força da nação, mas mandar o juiz ladrão direto para o inferno
“Não roubarás! Não há necessidade! O Flamengo poderá ser sempre superior contando apenas com a força de seus devotos; mas esses, também, não deverão aceitar mansamente a atuação de árbitros mal-intencionados, é preciso exigir justiça, sem entretanto apelar para qualquer violência” (RN 10,7)
8)Falar mal de qualquer outro time e nunca do Flamengo
“Jamais testemunhar a favor de outro clube, exceto quando a vitória de qualquer um deles beneficiar o Flamengo.” (RN 10,8);
9) Respeitar um irmão Rubro-negro como a ti mesmo
“Não levantarás falso testemunho contra um Flamenguista e respeitarás um outro rubro-negro como a ti mesmo” (RN 10,9);
10) Não cobiçar os títulos alheios – afinal teremos sempre os mais significativos
“Bem-aventurados aqueles que sabem compreender que por vezes alguns campeonatos podem ser entregues a outros para que possamos compreender pela derrota a importância da vitória e, entendendo esse mistério, saberão que os principais títulos estarão sempre do lado rubro-negro” (RN 10,10);
Acima de Tudo e de Todos, Flamengo.
FLAmém!
Fonte
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A Verdadeira História de 87
Em tempos de desmoralização do futebol brasileiro e de sua entidade principal no país, a CBF, uma reflexão me vem à tona: como será que ficam aqueles torcedores anti-flamenguistas que dizem que o título brasileiro de 1987 não foi ganho pelo Flamengo, pelo simples motivo que a CBF não o reconhece? Para esses, o campeão é o Sport Recife. Por inveja ou ignorância, insistem na tese de que a conquista do referido ano é pernambucana. Pois bem, de uma vez por todas, e por uma questão de justiça, já que o brasileiro notadamente não possui memória, vamos relembrar o contexto do futebol brasileiro da época.
Em 1987, a Confederação Brasileira de Futebol, tal como hoje, estava falida financeira e moralmente falando, graças ao descrédito em que havia mergulhado. O público estava exausto da baderna que sempre imperou na entidade, estava cansado dos campeonatos com duzentos, trezentos times. Ninguém mais se dispunha a investir em um campeonato realizado sob esses moldes amadores. Havia o risco, bastante real, de não ser realizado o campeonato nacional daquele ano por inexistência de recursos.
Diante de tal ameaça, os treze maiores clubes do Brasil, liderados por Carlos Miguel Aidar, então presidente do São Paulo, correram atrás de patrocínio e organizaram o seu próprio campeonato, a Copa União. Chegaram ao consenso de que o número ideal de participantes seria de dezesseis equipes, de modo que convidaram mais três para se juntar a eles. A CBF, cujas más administrações era a única responsável pela situação, não se opôs a que o campeonato dos dezesseis substituísse a antiga fórmula do Campeonato Brasileiro. Começava ali a maior revolução da história de nosso futebol. Começava ali um campeonato muito mais racional, em que todos jogavam contra todos, e não eram divididos em infinitos grupos, como vinha se fazendo até então. Tudo muito limpo, tudo muito organizado... até a CBF resolver deturpar a idéia.
Ocorre que a entidade regente de nosso futebol era comandada pela dupla Otávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid, de longe os mais impopulares dirigentes da CBF em todos os tempos. Perto deles Ricardo Teixeira é fichinha. Ambos se mantinham no poder graças à estratégia de se apoiar nos clubes pequenos. Alguma semelhança com as Federações estaduais de hoje? Não é mera coincidência, podem crer.
Eram os clubes de pouca expressão os que os sustentavam no comando, e a esses mesmos clubes parecia acintosa a idéia de se realizar um campeonato só com as grandes forças. Otávio e Nabi, por sua vez, tremiam de medo diante da possibilidade de os clubes constatarem que não precisavam da CBF para nada. Bastaria uma exploração racional de sua popularidade para que eles próprios pudessem gerir o campeonato nacional, organizando uma liga, como ocorre nos principais países europeus, como Inglaterra, a Itália e a Alemanha. Para a CBF, urgia "cortar as asas" dos grandes clubes. Logo surgiu a lamentável idéia de fazer com que o título fosse decidido entre os campeões do torneio dos times grandes, o Módulo Verde e o dos pequenos, o Amarelo, popular Segundona.
Uma idéia que repugna à lógica, no melhor estilo das criações geniais de nossa cartolagem. A primeira questão que devemos enfrentar é: a CBF tinha a legitimidade de se meter na regulamentação de um campeonato em cuja organização ela não ajudou em nada? A CBF, responsável pelo estado quase falimentar de nosso futebol, poderia inventar regras para um campeonato concebido justamente para que a bagunça e a politicagem da entidade fossem enterradas de uma vez por todas?
É claro, é evidente que não! Pois bem: a CBF fez das suas e inventou a tal regra que previa a disputa do título nacional pelos campeões dos dois torneios, ou melhor, dos dois módulos. Diga-se de passagem, com o campeonato já em andamento. Timidamente, inconscientes de sua própria força, os grandes clubes, por meio de coação, acabaram aceitando a idéia, mas, posteriormente, quando perceberam o sucesso de sua concepção de um campeonato racional, resolveram peitar a CBF e não se submeter aos seus caprichos.
Para os grandes clubes - e, portanto, para a maioria esmagadora da torcida brasileira - campeão brasileiro seria o campeão do Módulo Verde e fim de papo. Como todos sabemos, o Flamengo, com um time inesquecível - o último timaço da história de nosso futebol - após algumas partidas memoráveis, após espetáculos de Zico, Bebeto, Leandro e, sobretudo, Renato Gaúcho, após um show rubro-negro, o clube da Gávea se sagrou campeão do Módulo Verde. Foi o melhor do torneio entre os melhores. Em qualquer país sério deste mundo, isso bastaria para que fosse considerado o campeão nacional. Mas não no Brasil. Ou, pelo menos, não naquele Brasil de Sarney e de Otávio e Nabi. Para estes dois, era indispensável que o Flamengo disputasse o título com o vencedor do Módulo Amarelo.
E enquanto o Flamengo conquistava com brilho o Módulo Verde, o que acontecia no tal Módulo Amarelo? Na primeira partida da decisão da Segundona, perdão, do Módulo Amarelo, o Guarani venceu o Sport em Campinas por 2 x 0. Na partida de volta, longe, muito longe dos olhos e do coração do torcedor brasileiro, o Sport venceu por 3 x 0, o que não bastava para levantar a taça. O regulamento previa desempate por pênaltis, e lá se foram os dois times, sem que a torcida brasileira tomasse conhecimento disso, decidir nos pênaltis. Cada um bateu onze, e o placar continuava empatado. Diante da suprema falta de importância do resultado - afinal de contas, ambos os times já tinham garantido o acesso à primeira divisão do ano seguinte, Sport e Guarani resolveram dividir o título, como se tratasse de um torneio de várzea.
NÃO houve campeão do Módulo Amarelo de 1987. Chegamos a um ponto crucial. Segundo a CBF, o título nacional haveria de ser disputado pelos campeões dos módulos Verde e Amarelo. Campeão do Módulo Verde quem era? O Flamengo. E o campeão do Amarelo? Não houve. Como, não houve? Não houve. O Sport e o Guarani dividiram o título. Qual seria a solução para o impasse? Fazer o Flamengo disputar uma partida contra um combinado de Sport e Guarani? Claro que não.
É óbvio, é claro que o título deveria ser conferido, de uma vez por todas, ao Flamengo. E com muita justiça, afinal, o Flamengo fora o melhor entre os melhores. Acontece que as coisas não funcionam assim para a CBF. Consciente de sua força, o Flamengo, representando todos os clubes de grande torcida do Brasil, se recusou a decidir o que quer que fosse contra Sport ou Guarani. Não havia campeão do Módulo Amarelo, o Flamengo não tinha mesmo porque botar em jogo o seu título. E mais: disputar essa patética final seria se curvar à CBF de Otávio e Nabi. Seria um retrocesso para o futebol nacional. E o Flamengo, como um cruzado da mais nobre das causas, enfrentou a CBF.
No final das contas, no ano seguinte, a CBF tratou de dar um jeitinho de Sport e Guarani terminarem aquela disputa de pênaltis interrompida pela indiferença de ambos. No ano seguinte, o Sport venceu o Guarani nos pênaltis. No ano seguinte, quando o Flamengo nem se lembrava da celeuma, quando o Flamengo não tinha mais o mesmo time, quando o Flamengo não vivia mais a mesma boa fase. É óbvio que o Flamengo se recusou, de novo, a jogar com quem quer que fosse.
Foi a deixa para que a CBF entregasse o título de mãos beijadas ao vencedor da Segundona. Aliás, a um vencedor que conquistou o título da segundona de um modo não muito transparente. Eis aí a base histórica para qualquer argumentação. É absurdo, ou simplesmente idiota, que alguém negue o título do Flamengo em 1987 sem conhecer tais fatos, baseando-se apenas no pronunciamento da CBF sobre o assunto. Baseando-se apenas no fato de que, em algum lugar nos empoeirados arquivos da CBF, há um livrinho em que consta que o Sport foi campeão daquele ano, após essa vergonhosa história que ele - o que nega o título do Flamengo - desconhece.
Creio que isso é o bastante para que qualquer indivíduo com um mínimo de juízo dê razão à torcida do Flamengo quando grita, convicta de seus méritos, "Pentacampeão". Pois o Flamengo conquistou aquele título na base da raça, do suor, do amor à camisa. E só não o botou à prova contra quem quer que fosse por uma questão política: naquele momento, o Flamengo representava os anseios dele, do Corinthians, do São Paulo, do Vasco, do Inter, do Atlético Mineiro... de 95% da torcida brasileira, contra a cartolagem que reinava na CBF.
Podem acreditar, se o Flamengo tivesse ignorado a questão política, e tivesse jogado contra o Sport, teria massacrado o timinho pernambucano. Do elenco carioca, dez jogadores passaram pela Seleção Brasileira. Dos pernambucanos, nem um único e escasso jogador teve esse privilégio. Mas, pesando as suas prioridades, o Flamengo entendeu por bem se contentar com o reconhecimento do povo, e ignorar solenemente a opinião de Otávio e Nabi sobre o assunto. E, convenhamos, o Flamengo estava coberto de razão. Pois ser campeão não significa - nunca significou - ter o seu nome inscrito num empoeirado livrinho, roído por traças e coberto por teias de aranha. Ser campeão é ter alma de campeão, é sentir-se como tal. É saber que venceu a tudo e a todos quando foi necessário. Em suma, é campeão quem comemorou o título. E a torcida do Flamengo comemorou como ninguém.
O país parou para ver a final entre Flamengo e Internacional, para ver 95 mil pessoas comparecerem ao Maracanã a despeito do dilúvio que inundara o Rio de Janeiro naquele 13 de dezembro de 1987. O país parou e a torcida do Flamengo deixou o Maracanã com a íntima convicção de que era a campeã brasileira. Por outro lado, eu me pergunto quem viu o jogo entre Sport e Guarani. Alguém viu? Alguém largou o que estava fazendo para ver pela televisão os dois times dividirem o título da segundona? Aliás, nem passou na TV... O país parou para ver o Sport campeão do Módulo Amarelo? Não. Mas, se a CBF teima em considerar campeão um time que conquistou seu dúbio título longe dos olhos de todos, azar o dela. Sinal de que ela não entende nada de futebol. E a torcida do Flamengo, a maior da Terra, pode continuar enchendo a boca para gritar "HEXACAMPEÃO"!!!
Obs: vc é anti-flamenguista? então vá tomar no olho do seu cu !!!
domingo, 4 de abril de 2010
Torcer para time pequeno é..
* Nunca tem a porcaria da camisa do teu time pra comprar em loja nenhuma. Geralmente, você tem que ir vinte e duas vezes no clube e ver quando é que vai chegar um lote para vender para os torcedores;
* Quando te perguntam “Para que time você torce?” e você responde, ninguém acredita ou então perguntam: “De onde é esse time?”;
* A porra do Playstation tem time até da terceira divisão turca, menos o seu time... (Que se foda! Nem gosto de vídeo-game);
* Em jogos contra times grandes, mesmo que teu time esteja na frente na pontuação, vão sempre gritar “ão, ão, ão, segunda divisão!”… Você vai ficar puto, vai pedir para os seus amigos responderem aos gritos junto com você.. Daí, você se dá conta que cinco pessoas não gritam tão alto quanto três mil…;
* Em pleno século XXI, você fica lá, colado no radinho de pilha, comendo a unha até à cutícula, ouvindo aqueles narradores se esgoalarem até em tiro de meta, enquanto você quase enfarta do outro lado, imaginando que o teu time não vai segurar aquele zero a zero fora de casa… Tv a cabo? Torcedor de time pequeno não sabe o que é isso.
* Você aprende a rir da desgraça que é a vida quando, a grande contratação alardeada pela diretoria do seu clube, um garoto revelação do futebol alagoano de 1 metro e 30 cm, tropeça na bola pela sexta vez em vinte minutos e cai dentro do vestiário de cabeça..;
* O tio da cerveja não tem troco pra dez reais porque “a freguesia tá fraca hoje, fio”. Daí, você bebe os dez reais em cerveja pra não perder o troco, chega em casa meio passado e escuta a “muié” falando: “Foi encher o cu de cachaça ou assistir ao jogo?”
2).. é uma beleza:
* Você aprende a comemorar e valorizar as grandes goleadas de 1×0 em casa;
* Ganhar fora de casa te deixa tão extasiado, que você fica com a cara mais esticada de alegria do que a do Coringa do Batman. A “muié”, aproveitando da situação, encosta e pede o cartão de crédito para você porque precisa fazer umas comprinhas. Você empresta sem dó;
* Como o estádio do teu time está geralmente vazio, seu xingamento fatalmente será ouvido pela vítima dentro de campo. O cuidado que você tem que ter é se o cabra não é um negão de 2 m de altura e o portão que dá acesso ao gramado não está destrancado. Verifique antes, em caso de dúvidas..;
* O estádio é só seu. A arquibancada é só sua. Se quiser ir para o campo de bermuda e sem cueca com as bolas vazando pra fora, sem problemas.. Se a cerveja estava meio quente, que se dane: solte as bufas à vontade. O máximo que vai acontecer é o gandula gritar “Tá feio, hein tio?” . Manda ele tomar no meio do olho do cu, ir estudar e arrumar um emprego de verdade…
* Não tem camelô, cambista, etc.. Não tem nem flanelinha fora do estádio. Uma tranquilidade só...
sábado, 19 de dezembro de 2009
Sai do chão, sai do chão! O Brasil é do Mengão!
Quando entrei no avião pra voltar, pensei em tudo que eu poderia escrever sobre hoje. Em exaltar a torcida, falar do Andrade, do Maracã, do penta ou hexa, do Bruno, do sofrimento… Mas não.
Eu fico com as palavras da torcida do Mengão, que aos 45 do segundo tempo cantou em coro que “com palavras, não sei dizer…”.
Não tem explicação.
Eu fui a 700 jogos na minha vida, 650 na arquibancada. Diversos times, diversos estádios. Vi finais e mais finais.
Eu nunca vi uma torcida comemorar tanto um gol.
Eu nunca vi uma festa tão bonita.
Eu nunca vi um estádio tão bonito lotado.
Eu nunca vi um time ter tanto medo de ser campeão.
Eu nunca vi uma torcida ter tanto medo do fiasco.
Eu nunca vi um drama tão desnecessário.
Eu nunca vi nada do que eu vi hoje.
Eu nunca vi um gol tão bonito quanto feito.
Eu nunca vi um time jogar tão mal uma decisão.
Eu nunca vi um time ser tão querido por uma nação.
Eu nunca vi uma nação inteira vestida com a mesma roupa.
Eu nunca vi tanta gente feliz junta.
Eu nunca vi tanta paixão num só lugar.
Eu nunca tinha visto.
Hoje eu vi.
Aprendi, ao vivo, a cores e dentro da arquibancada, em pé, passando aperto pra entrar, e no meio da nação, o que é ser Flamenguista.
Eu achava que sabia. Mas não sabia.
Não, eles não são melhores do que os outros. Mas também não são iguais.
Eles são únicos.
Eles amam aquela coisa de uma forma inexplicavel.
E quando eles dizem “sai do chão, sai do chão!”, não é uma musica, é uma ordem.
E se você não sair, eles te tiram.
E se você conseguir, no meio deles, ficar livre de qualquer envolvimento, você é um ET.
Não existe torcida mais bonita.
Não existe relação mais incrível como Flamengo x Rio de Janeiro.
Nunca vi uma cidade vestida com a mesma roupa desde as 8 da manhã de um domingo.
Nunca vi nada parecido com o que eu vi hoje.
Nunca vi tanta gente merecer tanto um título.
Não, não me refiro aos 30 jogadores do elenco. Me refiro aos 35 milhões de eternos jogadores do elenco.
Nação… me desculpem. Eu sei que esperavam um belo texto hoje.
Mas… nada do que eu escreva vai ser mais bonito do que aquilo que vi.
Parabens! Vocês merecem.
Não entendeu? Eu desenho…
Autor: Rica Perrone, que torce pro SPFC..ou torcia..
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
REGRAS PARA A COPA DO MUNDO
Queridas esposas, noivas, namoradas. E também parceiras, amantes, comcubinas, filhas, sobrinhas, amigas, colegas ou qualquer criatura do sexo feminino:
Divulgamos aqui, no meu blog, com 6 meses de antecedência as 13 regras para a Copa de 2010 para que vocês leiam com calma, entendam e não encham nossos sacos.
1. Durante a Copa, a televisão é minha. 100% minha, o tempo todo. Sem exceção nem discussão. Estarei cagando e andando se for o último capítulo da novela das 8, onde Helena, a mocinha, comete suícidio introduzindo um ferro em brasa na vagina. Se você dirigir o olhar ao controle remoto, uma vez sequer, você perderá... Perderá os olhos!
2. De 9 de junho a 9 de julho de 2010, você deverá ler a seção de esportes do jornal de modo a se manter a par do que se passa com respeito à Copa do Mundo, o que lhe permitirá participar das conversas. Caso não proceda desta maneira, você será olhada com maus olhos, ou mesmo ignorada por completo. Neste caso, não reclame por não receber nenhuma atenção.
3. Se você precisar passar em frente à TV durante um jogo, eu não me importarei, contanto que o faça rastejando e sem me distrair. Se você decidir se exibir nua diante de mim à frente da TV, esteja certa de vestir-se imediatamente em seguida pois, se pegar um resfriado, não terei tempo de levá-la ao médico nem de lhe dar assistência durante o mês da Copa.
4. Durante os jogos eu estarei cego, surdo e mudo, exceto nos casos em que eu solicite que me encha o copo de cerveja, ou peça a você a gentileza de me trazer algo para comer. Você estará fora de si se achar que irei ouví-la, abrir a porta, atender o telefone ou pegar nosso bebê que possa ter caído no chão... não vai acontecer.
5. É uma boa idéia manter pelo menos 2 caixas de cerveja na geladeira o tempo todo, bem como razoável variedade de tira-gostos e belisquetes. E por favor não faça cara feia para meus amigos quando eles vierem assistir jogo aqui em casa comigo. Como recompensa, você estará autorizada a transar comigo e assistir TV entre meia-noite e seis da manhã, a menos, é claro, que neste período haja a reprise de algum jogo que eu tenha perdido durante o dia.
6. Por favor, por favor, por favor! Se me vir contrariado por algum time de meu interesse estar perdendo, NÃO DIGA coisas como "Ah, deixa isso pra lá, é só um jogo..." ou "Não se preocupe, eles vão ganhar da próxima vez..." Se disser coisas desse tipo, só me deixará com mais raiva e vou amá-la menos. Lembre-se, você jamais saberá mais sobre futebol do que eu e suas supostas "palavras de encorajamento" apenas nos levarão à separação ou ao divórcio.
7. Você será bem-vinda a sentar-se comigo para assistir um jogo e poderá me dirigir a palavra no intervalo entre o primeiro e o segundo tempos, mas apenas durante os comerciais e (importante) APENAS se o placar do primeiro tempo tiver sido do meu agrado. Favor notar também que especifiquei UM jogo, ou seja, não use a Copa do Mundo como pretexto mimoso para aquela coisa de "passarmos tempo juntos".
8. Os repetecos dos gols são muito importantes. Não importa se já vi o gol ou não, eu quero ver novamente. Muitas vezes.
9. Não incomode a mim ou meus amigos perguntando sobre as regras do futebol. Olhe o jogo e finja que está entendendo. Pule e grite quando eu pular e gritar. Nunca, jamais pergunte como funciona a regra do IMPEDIMENTO. Você não tem capacidade intelectual para entender.
10. Avise suas amigas para no mês da Copa não darem à luz nenhum neném, ou mesmo promover qualquer festa de criança ou eventos de qualquer natureza que exijam minha presença, porque:
a) Eu não vou;
b) Eu não vou, e
c) Eu não vou.
11. No entanto, se um amigo meu nos convidar para ir à casa dele num domingo para assistir um jogo, iremos de imediato.
12. As resenhas e debates esportivos da Copa toda noite na TV são tão importantes quanto os jogos propriamente ditos. Que nem lhe passe pela cabeça dizer coisas como "Mas você já viu isso tudo... porque não muda para um canal que todos possamos assistir?" Se disser algo assim, saiba desde já que a resposta será: "Veja a regra nº 1 dessa lista".
13. E, finalizando, por favor poupe-me de expressões como "Graças a Deus que só tem Copa do Mundo de quatro em quatro anos". Estou imune a manifestações ridículas dessa natureza, pois após a Copa vêm a Liga dos Campeões, a Sub20, o campeonato italiano, o espanhol, o alemão, o brasileirão, o cariocão, o paulistão, o mineirão, etc.
Grato por sua cooperação,
Assinado:
Todos os Homens do Mundo
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
PELO FIM DO FAIR PLAY: QUERO PORRADA NOS GRAMADOS
Assisti ao jogo pela televisão e depois escutei as resenhas das mesas redondas. Ouvi dezenas de comentários sobre o absurdo que foi o arranca-rabo: Um péssimo exemplo, mancha o futebol, é uma mácula no jogo limpo e quejandos.
Não sei não, mas quando eu era moleque, e não havia essa frescura politicamente correta, a torcida adorava quando o pau quebrava entre os jogadores dos dois times. Era só começar o qüiproquó que as arquibancadas gritavam:
- Porrada! Porrada!
E digo mais, no tempo em que os jogadores saiam com mais freqüência na porrada dentro de campo eram raríssimas as brigas nas arquibancadas. Alguém há de concordar comigo: A violência nas arquibancadas cresceu na medida oposta ao afrescalhamento do jogo nas quatro linhas. Quem quiser que explique as razões e faça suas sociologias; eu só constato isso.
Jogo de futebol não é espetáculo de ópera ou coisa parecida. É drama, epopéia, catarse coletiva e o escambau. Arquibancada é o melhor divã do mundo. Eu, se fosse dar um conselho a algum psicanalista, diria com absoluta convicção:
- Queres conhecer o inconsciente do fulano de tal ? Observe o comportamento dele numa arquibancada. A arquibancada é o único espaço do mundo que não comporta mentiras - o sujeito mostra efetivamente o que é. E o psicanalista, que no campo de futebol provavelmente deve se sentir tão confortável quanto um judeu ortodoxo na Faixa de Gaza, há de zombar da irrefutável verdade.
Sou, por isso, a favor de uma campanha contra o fair play da dona FIFA. Acho que precisamos incentivar a volta do conflito generalizado em campo - melhor estratégia para acalmar as coisas na arquibancada. Um gol escandalosamente ilegal como o da França contra a Irlanda na última quarta feira é muito mais nocivo ao jogo e incitador de violência que o telecatch Montilla que Flu e Cerro protagonizaram no fim da peleja - que aos olhos da garotada, podem crer, pareceu mais um espetáculo de circo.
Fiz essas observações todas para, na verdade, confessar algo que só pretendia depois de morto, a uma médium de mesa branca durante sessão de psicografia: Nunca esqueci a sensação de euforia - e alegria genuína - que experimentei ao assistir a uma pancadaria entre os jogadores de Brasil e Uruguai em um jogo pela Taça do Atlântico, disputado no Maracanã em 1976.
Estava no maraca, eu e meus oito anos, com o avô e o pai. Ganhamos dos grigos de 2 X1 , mas não me lembro dos gols. Jamais me esqueci, porém, das cenas de pugilato envolvendo jogadores, comissões técnicas, imprensa, gândulas, funcionários da SUDERJ e o diabo.
No auge da confusão, o lateral uruguaio Ramirez - que já tinha caçado Zico em campo - saiu correndo feito touro bravo em direção a Rivelino, que em desabalada carreira deu um elástico sem a bola no gringo e acabou descendo de bunda a escadaria de acesso ao vestiário, num dos maiores tombos da história do futebol. Eu aplaudi com o mesmo vigor com que aplaudia as fanfarronices do palhaço Carequinha. Meu pai e meu avô imediatamente entraram no coro de porrada que a massa, afinadíssima, começou a entoar. E eu, delirante, também comecei a gritar porrada - feliz como pinto no lixo [apud Jamelão] .
A nossa dupla Jairo [goleiro] e Orlando Lelé [lateral direito] estava possuída - os dois devem ter batido mais em uruguaios do que todo o exército brasileiro na malfadada Guerra da Cisplatina. Jairo, aos meus olhos de menino, parecia o King Kong em fúria dando sopapos em aviões no alto do Empire State; virou meu herói imediato.
Um ano depois dessa quizumba, o Ramirez foi contratado pelo Flamengo. Muitíssimo bem recebido na Gávea, jogou ao lado do Zico, brincou com o Rivelino e deu a lição: A briga foi só dentro de campo - depois fica tudo em paz, como deve ser.
Ouso afirmar categoricamente o seguinte: Naquele noite, ao assistir a confusão generalizada que o escrete canarinho e a celeste olímpica protagonizaram no Mário Filho, me tornei uma criança absolutamente pacífica - naqueles gritos de porrada descarreguei oito anos de agressividade e meus avós e pais economizaram fortunas em psicólogos. Sou hoje um professor de história que não vê graça nenhuma em estudar ou falar de guerras e nunca saí no tapa com ninguém.
Descobri em um estádio de futebol, e nisso acredito até hoje, que só há dignidade e honra nas pancadarias travadas dentro das quatro linhas. Fora dali, vira coisa de otário ou bandido.
Assistam abaixo a um compacto do jogo, nas imagens inesquecíveis do Canal 100, e reparem o furdunço nos segundos finais. O mais bonito: O texto do Canal 100, ao contrário do discurso desses carolas de hoje que ficam achando que gramado é sacristia, diz apenas o seguinte: Brasil dois, Uruguai um; com mais uma briguinha, para manter a tradição!
Retirado do Blog do Simas
O mesmo assunto de sempre…
Mas, em relação ao conteúdo do e-mail, que é comum na minha caixa postal, responderei.
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Caro RicaPerrone,
Na condição de jornalista respeitável e conhecedor de futebol que é, tendo até como marca registrada a imparcialidade, não consigo entender porque você cita o Flamengo como pentacampeão e fala do título de 87 como se fosse legítimo.
Sou de Recife, conselheiro do Sport e conheço a história de perto. Talvez você seja um dos jornalistas do sudeste que a ignorem em troca de ibope, mas não acredito nisso por ser seu leitor há algum tempo.
Confiando no seu bom senso, espero que faça um post se retratando do equivoco que cometeu dizendo ser o Flamengo o legítimo campeão de 1987.
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Caro amigo,
Essa discussão é aquela que toda vez que alguém começa surge outro pra dizer: “Porra, de novo?!”.
Porque ela já deixou de ser uma discussão lógica e passou a ser uma discussão sustentada por paixão, não por razão. Até porque, por razão, outros tantos envolvidos sairiam manchados também, inclusive o meu time de coração, o São Paulo.
Mas, a verdade é a verdade. Não precisamos nos esquivar dela a troco de um rótulo da CBF ou da FIFA. São apenas entidades que oficializam papeis, mas não a emoção e a legitimidade de uma conquista.
Em 1987 os clubes brasileiros fizeram tudo aquilo que sonhamos até hoje que façam: Se uniram, mandaram a CBF passear, arrecadaram mais dinheiro e fizeram sua liga, igual fazem na Europa e em qualquer país de melhor nível profissional que o nosso.
Mas, para agradar esse ou aquele, a CBF resolveu se meter e assumiu o controle do que seria a segundona, módulo amarelo, como queiram. Inventaram um cruzamento dos campeões da série A com os da série B, o que não faz o menor sentido.
Dirão: Mas que absurdo os não rebaixados de 86 estarem na serie B!
Sim, tão absurdo quanto dezenas de campeonatos brasileiros que contaram com mudanças de formulas e não rebaixaram os times do ano anterior, ou quando mudavam de 4 pra 8 classificados faltando 10 rodadas, entre outros. Ou seja, o argumento é valido, mas anula a legitimidade de 70% dos campeonatos já disputados aqui.
Com um argumento: Era a criação de uma liga, e portanto não havia ligação com a última disputa de Brasileiro. Era por convite, e pra se iniciar um novo projeto, uma nova liga, convida quem pode, obedece quem tem juizo. Afinal, hipocrisia as favas, sem os 12 (mais Bahia) clubes que organizaram isso o futebol brasileiro não existe. Inclusive o Sport.
Se é bonito ou não, não sei. Mas a vida é assim. Quando algo começa, quem começou é quem dita as regras. E quem organizou aquilo tudo foram os 12 clubes (mais Bahia) capazes de bater de frente com a CBF. Como se amanhã a F-1 perder 3 equipes e fundarem uma nova categoria, a Ferrari vai ditar as regras e não a Force India, porque quem dá importancia pra aquele novo projeto é a Ferrari.
Enfim, vamos facilitar o basicão.
Se os clubes da série A (modulo verde) se recusaram a jogar com o da série B fizeram bem. Seria patético uma decisão de titulo entre duas divisões, sejam elas criadas pelo criterio que foram. Se o Sport e Guarani acharam tão absurdo assim, deviam ter feito o chororô antes de começar, não depois.
Os 13 clubes disseram que não jogariam com os times do modulo amarelo, portanto a decisão não foi do Flamengo ou do Inter, mas sim dos clubes que a enorme maioria do país torce. Eles optaram por isso e avisaram que não fariam jogo extra com ninguém. Diga-se de passagem, decisão maravilhosa a de bancar o que foi feito no começo e não mudar DURANTE o campeonato pra agradar dirigentes de clubes que votam na CBF. É exatamente aquilo que pede o torcedor e a mídia: Coerencia.
O Sport foi considerado campeão e muita gente argumenta dizendo que foi o legítimo, que não teve “asterisco”, etc.
Ok, mas então, algumas perguntas:
É mais correto dar o titulo ao vencedor da série A, que cumpriu o que os clubes parceiros decidiram, ou ao time que NÃO VENCEU A SERIE B?
Porque omitem a noticia de que o Sport nÃO VENCEU O GUARANI nos penaltis na final do módulo amarelo? Ficou 11×11, e acabou empatado.
Aí, a CBF ignorou o “acordo” dos dois clubes, absolutamente anti-ético e fora de qualquer regra do futebol, e o título foi pro Sport na decisão do quadrangular.
É legitimo?
Porque o Flamengo, pelo menos, venceu a decisão do seu modulo. E o Sport?
Sejamos razoaveis. Aquele campeonato foi um passo fantastico pro futebol brasilero crescer, mas a CBF e clubes menores não aceitaram, deu no que deu. Somado a isso a covardia de alguns grandes, que abriram as pernas por outros interesses e deixaram a CBF ser co-organizadora do torneio.
O Sport é um grande time, tem uma grande torcida e não precisa de um papel pra ser campeão brasileiro. Até porque, sabe que não é. Pois se o Flamengo é questionado por não ter encarado o campeão da série B naquele ano, o que dirá do time que não venceu a série B ser campeão brasileiro sem enfrentar nenhum dos 16 maiores clubes do país naquele ano?
Quem tem o caneco mais contestavel?
Acho que o não campeão da B, que não jogou contra nenhum time da A, que nem sequer venceu o seu módulo, poderia e deveria ser bem mais questionado do que o titulo daquele que cumpriu o acordo entre os clubes, que se recusou a fazer o que a CBF queria e que manteve o combinado.
Some isso ao lamentavel erro do meu SPFC em 2007, quando fez uma camisa “Penta Unico” e desmereceu um titulo de um rival pra vender camisa. Ignorou o que assinou, ignorou o campeonato que ajudou a criar, e passou por cima de um documento assinado pelo proprio Juvenal em 87, em nome do SPFC, dizendo que legitimava o Flamengo campeao de 87.
O que é verdade tem que ser dito. Eu reconheço que o meu clube fez algo bem feio e anti-ético, não tem problema.
MAs acho que tá na hora do torcedor do Sport e dos anti-rubro-negros espalhados por ai buscarem argumentos mais solidos e menos incoerentes.
Porque a coisa mais comum que existe nesse pais é contestar a CBF e pedir que os clubes controlem o futebol.
Quando fazem… não vale. E aí os mesmos que pedem por isso, enchem o peito e dizem: “O Sport foi o legitimo campeão”.
Desculpa irmao. Eu agradeço seu email e espero não passar por mal educado. Mas ao meu ver, se tem alguem que tem uma taça e não foi campeão em 87 é o Sport, que sequer bateu o Guarani na final do seu módulo.
Blog do Rica
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
OS MAIORES ÍDOLOS DO FLAMENGO DE TODOS OS TEMPOS
No dia 9 de março de 2007, o Flamengo ganhou uma data comemorativa no calendário carioca. O dia 17 de novembro, data de fundação do clube, passa a ser também o Dia do Flamengo. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, sancionou a Lei Estadual 4.998/2007 criando o Dia do Flamengo. (Fonte)
Então, em homenagem ao dia do mais querido do mundo, fiz uma compilação dos 14 maiores ídolos (imho) rubro-negros neste 114 anos de história.
01) Zico: O galinho de Quintino fez 568 gols nos 732 jogos que atuou pelo Flamengo, o que o torna o artilheiro absoluto do time em toda história. Arthur Antunes Coimbra foi um dos maiores atacantes de futebol do Brasil. Se notabilizou mundialmente a partir da conquista da Taça Libertadores da América e do Campeonato Mundial de Clubes do Flamengo, bem como por suas participações pela seleção brasileira nas Copas de 1982 (Espanha) e 1986 (México).
02) Júnior: Leovegildo Lins da Gama é o recordista em jogos pelo Flamengo, com 865 jogos. Tendo atuado como lateral esquerdo, meia, volante e lateral direito, Júnior foi um dos mais completos jogadores de todos os tempos. Após uma passagem pela Itália, voltou a defender o rubro-negro aos 35 anos a pedido de seu filho, que nunca o vira jogar pelo time. Sorte do Flamengo, pois o “vovô garoto” voltou endiabrado para a Gávea, e aos 38 anos ajudou o time a conquistar seu último Brasileiro, em 1992.
03) Romário: Polêmico, desbocado, preguiçoso, goleador, gênio. Apenas alguns adjetivos do Baixinho, que fez 204 gols nos 240 jogos que atuou pelo Mengão, com uma ótima média de 0,85 gol por jogo.
04) Sávio: É meio arriscado colocá-lo tão perto do Romário na mesma lista, porque as picuinhas entre ambos acabaram sendo os principais motivos de sua ida ao Real Madrid. Mas eu não tinha como deixar de destacar um dos últimos craques prata-da-casa autênticos que jogaram pelo Flamengo. Ponta-esquerda, rápido, habilidoso e franzino, chegou a ser comparado com Zico no início da carreira, e algumas de suas jogadas realmente faziam por merecer a comparação.
05) Nunes: Fez parte da geração mais vitoriosa do Flamengo, que entre 1980 e 1983, conquistou três Brasileiros, a Libertadores e o Mundial. Se não possuía a mesma técnica e habilidade de seus companheiros, compensava com muita raça e oportunismo. Ganhou o apelido de Artilheiro das Decisões, em virtude de sua impressionante vocação de marcar gols em decisões de campeonatos, entre elas o Brasileiro de 1980 e o Mundial de 1981.
06) Júlio César: Se hoje em dia a nobreza rubro-negra está no ataque, há alguns anos o Flamengo tinha também lá atrás uma muralha com nome de Imperador. Numa época de vacas magras e defesas-peneira, o marido da Suzana Werner operava verdadeiros milagres debaixo das traves, e muitas vezes foi o responsável por alguns empates heróicos que garantiram tantos não-rebaixamentos do time da Gávea…
07) Raul Plassmann: Foi o goleiro mais sortudo de todos os tempos, porque atuar atrás de uma zaga que tinha Leandro, Marinho, Mozer e Júnior é o sonho de qualquer guarda-redes. Mesmo assim, foi o pilar de segurança debaixo das traves na maravilhosa campanha do Carioca + Libertadores + Mundial de 1981.
Passado e presente
08) Carpeggiani: Apesar de ter defendido as cores rubro-negras como jogador de 1977 até 1980, Paulo César Carpeggiani virou ídolo no Flamengo quando encerrou a carreira e começou a atuar fora das quatro linhas. Afinal, que outro treinador pode colocar no currículo conquistas de Libertadores e Mundial Interclubes logo no seu primeiro ano como “profissional”?
Vai lá e dá um murro no Mário Sotto
09) Bebeto: Revelado no Vitória, atuou pelo Flamengo em 81 jogos no período de 1983 a 1989, onde anotou 31 gols. Assim como Sávio, chegou a ser apontado como sucessor de Zico, até que protagonizou o tal do “desgosto profundo” ao qual o hino do Flamengo se refere, virando a casaca e indo vestir a camisa do arqui-rival Vice Vasco da Gama. Mesmo assim, protagonizou alguns bons momentos com o manto rubro-negro, o que justifica a sua presença aqui na lista.
Nossa, que saudades da Lubrax
10) Andrade: Apesar de atuar como volante, Andrade era um jogador de muita técnica, dotado de excelente visão de jogo e capaz de realizar lançamentos de longa distância com extrema perfeição. Participou da fase áurea do Flamengo, tendo sido campeão da Libertadores, Mundial e tetra Brasileiro. É o técnico atual do rubro-negro, e vem caminhando a passos largos para se firmar como ídolo também nesta função.
11) Adílio: Criado no Flamengo, clube que defendeu por grande parte de sua carreira, Adílio atuou ao lado de Zico e Andrade, formando um dos melhores meio-campos da história do time. Era um jogador de rara habilidade e criatividade, dono de um passe perfeito e adepto a um estilo de jogo clássico. Adílio atuou no Flamengo entre 1975 e 1987, quando teve a oportunidade de vestir a camisa rubro-negra em 615 partidas, o que faz dele o terceiro jogador com maior número de jogos disputados pelo Flamengo.
12) Leonardo: Leonardo foi formado nas divisões de base do Flamengo e, em 1987, quando tinha apenas 17 anos, foi lançado no time principal durante a Copa União. Jogando ao lado de velhos ídolos rubro-negros como Zico, Leandro e Andrade, Leonardo juntou-se à nova safra de craques da Gávea, que incluíam nomes como Jorginho, Bebeto e Zinho.
Senna cover
13) Adriano: Apesar de não ter se destacado muito na primeira passagem pelo Flamengo e ter retornado há pouco tempo, chegar na antepenúltima rodada do campeonato disputando a artilharia e dando a milhões de torcedores uma esperança real de conquistar o hexa credencia o Imperador a figurar na lista de grandes ídolos:
14) Petković: Esqueçam a brilhante passagem atual do sérvio pelo Flamengo. Pet entrou nessa por ter feito um dos poucos gols que eu me arrepio toda vez que revejo. E ponto final.
Essa foi a minha lista. E vocês, concordam, discordam, tem alguém a retirar ou acrescentar?
Todo mundo comentando, rumo ao hexa!
Fonte: verdadeabsoluta.net
sábado, 14 de novembro de 2009
Juca Kfouri sobre o Brasileirão de 87
VEJAM O QUE UM TORCEDOR DO SPORT POSTOU NO BLOG DO JUCA KFOURI
"O BRASILEIRÃO DE 1987
Em primeiro lugar, o país inteiro não comemorou aquela farsa do Flamengo. Você se esquece que a torcida do Sport comemorou sim o campeonato do leão. Está nos anais da CBF e da FIFA! Aquele engodo que você diz ter sido organizado pelo clube dos treze, foi na verdade organizado pela Rede Globo, que tinha na época você, Juca Kfouri, como comentarista e um dos integrantes da editoria de esportes. Assinaram o documento, todos os representantes das equipes que participaram da competição, e depois não cumpriram o que acordaram: O cruzamento com o módulo amarelo. A verdade é uma só: Tanto Flamengo quanto Inter, amarelaram, tremeram, e temeram perder posição para Guarani e Sport, ou o senhor não se lembra dos dois jogos finais entre Inter e Flamengo? Duas partidas fraquíssimas técnicamente, com dois times no bagaço.
Cesar Rosatti | carc2005@bol.com.br"
Resposta do Kfouri
RESPOSTA DO JUCA KFOURY EM RESPOSTA AO BLOGUEIRO CÉSAR ROSSATI SOBRE O TÍTULO BRASILEIRO DE 1987:
VOCÊ ERRA, NO MÍNIMO, 10 VEZES;
1. QUEM ORGANIZOU A COPA UNIÃO FOI O CLUBE DOS 13, COM APOIO DA GLOBO;
2. EU SÓ FUI PRA GLOBO EM 1988 E A COPA UNIÃO FOI EM 1987;
3. O CLUBE DOS 13 REJEITOU O CRUZAMENTO ASSIM QUE A CBF O ANUNCIOU, DEPOIS QUE O REGULAMENTO DA COPA UNIÃO JÁ ESTAVA PRONTO E ANUNCIADO;
4. O INTER NADA TERIA A PERDER EM DISPUTAR O CRUZAMENTO, JÁ QUE TINHA FICADO EM SEGUNDO LUGAR;
5. O PAÍS INTEIRO ACOMPANHOU A DECISÃO FLA X INTER, QUE FOI EM DEZEMBRO DE 1987, ENQUANTO A "DECISÃO" ENTRE SPORT E GUARANI SÓ ACONTECEU EM 1988;
6. A DECISÃO DO "MÓDULO AMARELO", ESSA EM 1987, FOI "REPARTIDA" ENTRE SPORT E GUARANI QUANDO AMBOS EMPATAVAM 11 A 11 NOS PÊNALTIS E "RESOLVERAM" PARAR DE BATÊ-LOS (!!!!!!!);
7. ERAM DA SELEÇÃO BRASILEIRA EM 1987 OS SEGUINTES JOGADORES DE FLA E INTER: JORGINHO, LEANDRO, EDINHO, LEONARDO, ANDRADE, ZICO, RENATO GAÚCHO E BEBETO, PELO FLAMENGO E TAFFAREL, LUIS CARLOS WINCK E PAULO ROBERTO, PELO INTER;
8. SABE QUANTOS DO SPORT?N E N H U M!!!!!!!!!!!
9. FINALMENTE, EM 1988, O CONSELHO NACIONAL DOS DESPORTOS RECONHCEU COMO LEGÍTIMA A CONQUISTA CARIOCA, ALGO QUE A CBF DE OTÁVIO PINTO GUIMARÃES E NABI ABI CHEDID NÃO ACATOU, TANTO QUE SPORT E GUARANI REPRESENTARAM O BRASIL NA LIBERTADORES.
10. EM RESUMO, O CAMPEÃO LEGÍTIMO É MESMO O FLAMENGO. O LEGAL ACABOU SENDO O SPORT.EM TEMPO: E NÃO ME VENHAM COM ESSA BOBAGEM QUE O TÍTULO DO SPORT NÃO É RESPEITADO PORQUE TRATA-SE DE UM TIME DO NORDESTE. PORQUE NINGUÉM CONTESTA A CONQUISTA DO BAHIA EM 1988.
Parabéns, Flamengo!
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A oposição não se conforma, mas não pode fazer nada: o Flamengo é um caso de amor entre milhões e o Brasil. Um dia, quando se mergulhar de verdade nos fatores que, historicamente, ajudaram a consolidar a integração nacional, o Flamengo terá de ser incluído. Durante todo o século XX, ele uniu gerações, raças e sotaques em torno de sua bandeira. Ao inspirar um rubro-negro do Guaporé a reagir como um rubro-negro do Leblon (com os mesmo gestos e expletivos, e no mesmo instante), o Flamengo ajudou a fazer do Brasil uma nação.
Mas o Flamengo não é uma abstração histórica. É um complexo de carne, ossos, tendões, músculos. Quando se fala nele, vêm à mente os heróis que, no decorrer das décadas, têm vestido sua camisa e formado times de sonho. Homens como Abelha; Bigu, Onça, Ronaldão e Tinteiro; Manteiga e Dendê; Sapatão, Foguete, Bujica e Beijoca. Epa! Desculpe, peguei a lista errada! Esse é o time do pesadelo. A lista
certa é: Raul; Leandro, Domingos da Guia, Reyes e Júnior; Carlinhos e Zizinho; Joel, Leônidas da Silva, Zico e Dida.
Falando sério, poucas instituições serão tão abrangentemente nacionais quanto o Flamengo - a Igreja Católica, sem dúvida, é uma delas, e, talvez, o Jogo do Bicho. E olhe que o Flamengo não promete a vida eterna nem o enriquecimento fácil. Ao contrário, às vezes mata de enfarte e, quase sempre, só dá despesa. Mas uma coisa ele tem em comum com a religião e o bicho: a fé. Esta é a matéria-prima de que as três instituições se alimentam. Mas com vantagem para o Flamengo, porque a igreja só paga dividendos depois da morte e o bicho tanto pode dar quanto não dar - já o Flamengo costuma pagar seus dividendos espirituais toda quarta e domingo. Em termos de alcance dos agentes dessa fé, então, não há comparação possível: o padre e o bicheiro são personagens locais, ao passo que os jogadores do Flamengo, via rádio ou TV, cobrem todo o território e são heróis (ou vilões) nacionais.
Daí ele ser onipresente. O Rio foi seu berço, mas sua casa é o Brasil. Sua camisa vermelha e preta viaja de canoa pelos igarapés; galopa pelas coxilhas; caminha pelos sertões; colore todas as praias; está nos barracos das favelas e nas coberturas tríplex. Suas cores vestem famosos e anônimos, bandidos e vítimas, corruptos e honestos, pobres e grã-finos, idosos e crianças, os muito feios e as muito bonitas. De repente, materializam-se nos lugares mais inesperados: já estiveram nas mãos de Frank Sinatra, no papamóvel de João Paulo II, nos peitos de Madonna. Mas, principalmente, tomam os estádios, em tantas tardes e noites quantas o Flamengo entrar em campo, não importa onde.
Donde talvez não seja cientificamente exata a frase que, de tão usada, logo se tornaria clichê: a de que "o Flamengo é uma nação" - frase criada pelo deputado federal cearense Walter Bezerra de Sá há mais de trinta anos. Mais exato, talvez, seria dizer que, ao contrário, a nação é que é Flamengo. Segundo pesquisas veiculadas por órgão insuspeitos, o Flamengo é o clube de maior torcida do Brasil por qualquer categoria que se queira estudar. Você escolhe: região, sexo, faixa de idade, nível de renda, cor da pele, plumagem política, grau de escolaridade, QI ou quantidade de dentes - é maioria entre os desdentados e os que nunca tiveram uma cárie. Sua presença no Rio é esmagadora: 42% dos cariocas são Flamengo. O restante se divide entre os que se repartem pelos outros clubes e os que, por esnobismo ou enmui, não se interessam por futebol.
Mas sua torcida não se espreme entre a montanha e o mar. Ao transbordar para todos os estados do Brasil, muitas vezes supera a dos próprios times locais.
No norte e no nordeste, é esmagadora. Em Brasília, é, proporcionalmente, maior até do que no Rio. Em SP, é mais numerosa do que a da tradicional Portuguesa. É forte até mesmo no sul, onde os times de fora não costumam ter vez. E existem quase cem clubes, profissionais ou amadores, de todos os estados do Brasil, chamados Flamengo.
Bolas, por que não dizer logo? É, disparado, a maior torcida de futebol do mundo. Quando se pensa que, na Espanha, o clube mais popular é o riquíssimo, sério e bem administrado Barcelona, tem-se vontade de chorar. A torcida do Flamengo não é apenas maior que a do Barcelona - é quase igual a toda a população da Espanha! E só por isso deveria ser sagrada para os indivíduos que uma minoria transforma em presidentes do clube.
"Flamengo, o vermelho e o negro" Ruy Castro - Ediouro - 2004
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O torcedor - Carlos Drummond de Andrade
Um conto onde o grande Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas da literaura brasileira, fala da emoção de ser Flamengo. Um reforço para os poemas e poesias que falam do Flamengo
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O torcedor
No jogo de decisão do campeonato, Eváglio torceu pelo Atlético Mineiro, não porque fosse atleticano ou mineiro, mas porque receava o carnaval nas ruas se o Flamengo vencesse. Visitava um amigo em bairro distante, nenhum dos dois tem carro, e ele previa que a volta seria problema.
O Flamengo triunfou, e Eváglio deixou de ser atleticano para detestar todos os clubes de futebol, que perturbam a vida urbana com suas vitórias. Saindo em busca de táxi inexistente, acabou se metendo num ônibus em que não cabia mais ninguém, e havia duas bandeiras rubro-negras para cada passageiro. E não eram bandeiras pequenas nem torcedores exaustos: estes pareciam terem guardado a capacidade de grito para depois da vitória.
Eváglio sentiu-se dentro do Maracanã, até mesmo dentro da bola chutada por 44 pés. A bola era ele, embora ninguém reparasse naquela esfera humana que ansiava por tornar a ser gente a caminho de casa.
Lembrando-se de que torcera pelo vencido, teve medo, para não dizer terror. Se lessem em seu íntimo o segredo, estava perdido. Mas todos cantavam, sambavam com alegria tão pura que ele próprio começou a sentir um pouco de flamengo dentro de si. Era o canto? Eram braços e pernas falando além da boca? A emanação de entusiasmo o contagiava e transformava. Marcou com a cabeça o acompanhamento da música. Abriu os lábios, simulando cantar. Cantou. Ao dar fé de si, disputava à morena frenética a posse de uma bandeira. Queria enrolar-se no pano para exteriorizar o ser partidário que pulava em suas entranhas. A moça, em vez de ceder o troféu, abraçou-se com Eváglio e beijou-o na boca. Estava batizado, crismado e ungido: uma vez Flamengo, sempre Flamengo.
O pessoal desceu na Gávea, empurrando Eváglio para descer também e continuar a festa, mas Eváglio mora em Ipanema, e já com o pé no estribo se lembrou. Loucura continuar flamengo a noite inteira à base de chope, caipirinha, batucada e o mais. Segurou firme na porta, gritou: "Eu volto, gente! Vou só trocar de roupa" e, não se sabe como, chegou intacto ao lar, já sem compromisso clubista.
(ANDRADE, Carlos Drummond. De conto em conto, v. 2. São Paulo: Ática, 2001.)
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
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É aí que eu moro, nesse dia houve uma grande festa na minha casa. Na verdade, pelo menos uma vez por semana tá rolando festão com a galera, vem gente que conheço, gente que nunca vi.
Nem sempre superlota, mas vazio nunca fica, o pessoal não deixa. Não deixa mesmo. Eles sempre trazem baterias, faixas, bandeiras, eles fazem um barulho ensurdecedor. Vem todo mundo vestido igualzinho, é impressionante, muito maneiro brother, você precisa ver! Engraçado é que toda vez que a festa começa eu acho que é a melhor de todas, chega na próxima semana eu percebo que estava enganado, eles se superam.
Quando me perguntam o melhor da festa, eu nem sei o que responder. Não sei se é a paixão, as cores ou uma espécie de manto que todos nós vestimos. Esse manto emana uma energia sinistrona. Uns dizem que os artistas são o melhor da festa… ah sim, esqueci de dizer, essa festa é repleta de artistas, rola um mínimo de 11. A real é que ultimamente o papel tá meio invertido, o pessoal do gramado vem pra dar show, mas acaba assistindo um outro que nós fazemos como ninguém e nem é prepotência não, é a mais pura realidade.
Acho que o carnaval e aquela festa gringa lá de Copa perdem feio pra gente e olha que com o dinheiro que eles gastam, seríamos capazes de fazer essa bagunça organizada pelo resto de nossas vidas.
Tá certo, tá certo. Alguns podem argumentar que outras galeras também enchem minha casa, isso é fato. E não me envergonho. Mas festa, festão mesmo, só a minha galera sabe fazer e isso ‘geral’ reconhece.
Te deixei boladão né? Faz o seguinte, fica registrado aqui o convite, o papo é esse, apareça lá em casa. Traje obrigatório: Camisa vermelha e preta, com 5 estrelas brancas e uma estrela amarela. Domingo passado eu encontrei dois ex-qualquer coisa, um era ex-três cores e uma era ex-série B (ficou confuso agora né?)
Pode vir tranquilão, aqui todo mundo é irmão, não rola discriminação. Não precisa saber a escalação, nem cantar o hino, isso você aprende depois (se é que já não sabe né?)
Basta chegar de humilde, tá ligado? Esqueça teu passado. Jogue fora todas as camisas que tú já vestiu, manto só tem um.
Toda vez que rola festa aqui em casa é a chance de mais alguém virar a casaca e começar uma nova era.
Aqui é assim mano. Toda semana rola festa no Complexo do Maraca. Toda semana rola festa na favela.
Por Fabio Justino
BÔNUS:
"Flamengo, clube do Brasil, do mundo, do frio, do calor, do litoral, da serra, da caatinga, do sertão, da Amazônia, da alegria, da pouca alegria, do choro, do sorriso, da emoção, da decepção, da raça, da sobrevivência, da riqueza, da pobreza, essa multietnia, de crenças, de raças, do catolicismo ao ubandismo, de Deus, de Buda, de portugueses, de italianos, sanseis, nisseis, da ajuda, da solidariedade, da superação, da vitória, da derrota, do sangue, da cura, da doença, da desigualdade, da compaixão. Flamengo do amor e do ódio, da guerra e da paz, Flamengo como nós, com defeitos, virtudes, feitos de pecados mas também de boas ações, no erro, no acerto, Flamengo imenso, Flamengo nação, Flamengo de todos, Flamengo do Brasil."
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O VINGADOR DO ESTÁDIO CENTENÁRIO

Moro nas imediações do estádio Mário Filho, às margens do Rio Maracanã, que forma ao lado do Amazonas e do São Francisco a trinca mais nobre dos rios que cruzam o Brasil. Vou ao estádio, portanto, até para assistir ao casados e solteiros que os garçons de uma churrascaria aqui perto de casa costumam promover no maraca no final do ano.
Ultimamente estava disposto a abandonar as arquibancadas. O motivo fundamental é, quero crer, mais do que justificado - a impossibilidade de tomar uma cerveja durante a partida. Assistir a esses jogos mixurucas do campeonato brasileiro sem o auxílio de umas geladas para rebater é chato pra burro.
Convencido, porém, pela minha mulher, acabei comparecendo ao Flamengo e Corinthians do último domingo. A Candida agora resolveu que vai a todos os jogos do Flamengo com o Edu Goldenberg. Como o Edu não conseguiu ir ao estádio, lá fui eu acompanhando a madame. Gosto de ir a jogos assim, sem torcer para nenhum dos times, com a tranquilidade dos que almejam apenas assistir a uma partida decente.
O jogo foi meio muquirana. O que chamou minha atenção, porém, aconteceu fora das quatro linhas. A torcida do Flamengo, assim como a do Botafogo faz com Nilton Santos e Garrincha, leva bandeiras em homenagem aos ídolos do passado. Bela iniciativa, também realizada pela torcida do Flu [que louva, de forma bacana, torcedores tricolores como Cartola e Chico Buarque]. Vi bandeiras reverenciando Zico, Andrade, Nunes, Rondinelli, Adílio, Lico, Raul, e por aí vai.
Eu sei que não tenho que meter meu bedelho nesse assunto de flamengos, mas como fã de futebol sou obrigado a dizer - a torcida deveria homenagear um ídolo que, no panteão do clube da Gávea, merece estar no mesmo patamar dos citados : Anselmo, o vingador do Estádio Centenário.
Nenhum jogador na história do futebol brasileiro cumpriu com tanta determinação uma função estabelecida por um técnico. Anselmo é daqueles casos raros de um cabra que deveria, pelos serviços prestados ao futebol, ser um patrimônio de todos os admiradores do esporte, como um Pelé, um Garrincha, um Zico, um Paulinho Criciúma ou um Rivellino.
O Flamengo disputava, em 1981, a final da Libertadores da América contra o time chileno do Cobreloa. Após a vitória por 2x1 no primeiro confronto, o urubu foi derrotado por 1x0 no jogo da volta, em Santiago do Chile.
A partida em território chileno foi das mais violentas da história do futebol. Em um campo cercado por carabineiros da ditadura chilena, um zagueiro do Cobreloa, Mário Soto, distribuiu pancadas de fazer corar até o general Pinochet. Dizem testemunhas e relatam jornais da época que Pinochet, nas tribunas, virou-se para um assecla e disse espantado:
- Não está exagerando, o nosso Mario Soto ?
Não satisfeito em praticar artes marciais no gramado, Soto resolveu disputar as jogadas com uma pedra na mão. O resultado: O maior número de supercílios abertos em todos os tempos dentro das quatro linhas. Adílio e Lico sangravam tanto que quase foram obrigados a fazer transfusão de sangue na beira do gramado. A vermelhidão chegou a ofuscar a brancura da cordilheira dos Andes.
A negra do confronto foi disputada em campo neutro - o Estádio Centenário, em Montevidéu. O Mengo definiu o título com dois gols do Galinho de Quintino, o que credenciou o time para disputar a Copa Toyota de 1981. Nada demais, apenas mais um jogo e um troféu, se não fosse pelo que ocorreu no final.
Faltando dois ou três minutos para acabar a partida, o técnico Paulo Cesar Carpegianni chamou Anselmo, o centroavante reserva, e deu a ele a instrução mais rápida da historia do esporte bretão :
- Nem aquece. Entra lá e dá uma porrada no cara.
Com impressionante disciplina tática, Anselmo fez exatamente isso trinta segundos após entrar em campo. O vingador rubro-negro deu um cruzado de direita em Mario Soto e levou o chileno à nocaute. Lembrou, pela técnica e precisão, o soco de Muhammad Ali que derrubou George Foreman na disputa pelo cinturão dos pesados em 1974.
Tenho sobre essa porrada uma tese irrefutável - ali, graças a Anselmo, as ditaduras latino-americanas que assombraram o continente durante a Guerra Fria começaram a desabar. O destino do próprio Pinochet foi selado naquele momento. Não é a toa que, em recente pesquisa publicada na Inglaterra, acadêmicos de renome consideraram que as três quedas mais impactantes da história foram a do Império Romano, a do Muro de Berlim e a de Mario Soto na final da Libertadores.
Anselmo restaurou, naquele golpe certeiro, a dimensão épica que o futebol, como metáfora da vida, deve ter. Relembrar a porrada em Mario Soto nos redime desses mauricinhos politicamente corretos, pastores evangélicos e festeiros infantis que ocupam hoje os gramados.
A diferença entre Anselmo e os Kakás e Ronaldos é a que separa os homens dos meninos. Enquanto o primeiro é um personagem digno de Ilíadas, Sertões e Odisséias, esses fracotes de hoje, quando muito, rendem apenas reportagens de quinta categoria na revista Caras.
Anselmo merece todas as loas.
Fonte: Blog do meu querido professor de história, Luiz Antônio Simas
"Luiz Antônio, o Botafogo é coadjuvante"
domingo, 12 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Flamengo, o inexplicável
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O Flamengo. Por que o Flamengo?
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Simples, quem não vai querer vestir a mesma camisa que Beckenbauer, Zico, Garrincha, Pelé e Romário já vestiram? Quem não vai querer jogar num clube que tem uma torcida gigantesca a seu favor?
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Flamengo tem uma mística, algo inexplicável. Mesmo não sendo o clube mais estruturado, mais rico e que não paga salários em dia, isso nada importa para esse jogador tanto quanto importaria em qualquer outro time
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Flamengo é uma escola preparatória. O jogador entra e se for bom mesmo terá seu nome gritado pela Nação gigantesca e sairá pronto para o que der e vier ou será vaiado mas superará as críticas, dará a volta por cima e sairá mais vitorioso ainda
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Se não for tão bom quanto pensa, será vaiado e sairá pela porta dos fundos
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Veja o exemplo de Romário, em 1995. Ele tinha tudo, estava no auge, não faria sentido ele abandonar tudo e voltar para o Brasil. Mas esse clube era o FLAMENGO
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Veja também o Luis Fabiano que já admitiu querer jogar no Flamengo, apesar de não torcer para o mesmo
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Jogadores como Davids, Seedorf, Maradona, Eto'o, Zenon, Roberto Dinamite, Bruno Alves, etc já admitiram que querem ou queriam, no seu tempo de jogador, vestir o Manto Sagrado
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O mais recente é o jogador Ernani, do Americano. Embora não seja muito conhecido, já estava praticamente certo com o Vasco e o Botafogo ainda estava na disputa, até o Flamengo entrar no negócio e ele ter admitido querer jogar no Flamengo, mesmo a proposta do Vasco sendo melhor
segunda-feira, 16 de março de 2009
Crise de Ética
A profana “eles fingem que pagam e eu finjo que jogo”, de Vampeta, até hoje é mandamento, para os boleiros.
Uma luva não paga, sequer, é pé a menos na dividida.
Jogador de futebol adora não receber salário.
Na surrealidade deles, acordar cedo para treinar; fazer trabalho físico; ser cobrado ao sair na noite; receber vaias… ganhando “apenas” 100/200 mil, é o pior emprego do mundo.
E pagamento atrasado, é a melhor alforria.
Se joga mal, era “a cabeça que estava preocupada com o extra-campo”.
Se chega atrasado, será perdoado, pois “estava resolvendo problemas pessoais”.
Se desacata algum colega, era o “stress ocasionado pelas contas de casa”.
Desculpinhas prontas, que saem para acobertar o mal rendimento.
Longe de mim, defender a falta de compromisso, dessa diretoria, que faz sumir dinheiro, como mágica. Salários atrasados são sim, um problema.
Mas a realidade é fria. A maioria dos trabalhadores mundiais, se não estão desempregados, convivem com a falta de dinheiro, trabalhando até redobrado, para não serem pegos pelo fantasma da crise.
Já passou da hora de pararem de acobertar os jogadores. No campo, você perde, quando joga mal. Ninguém pensa nos impostos, quando faz um cruzamento, ou no preço do dólar, quando tenta desarmar o adversário.
Criou-se um tabu. Se o time não recebe em dia, perde.
E contra o América, Atlético Mineiro, Goiás…? Os salários estavam em dia. Por que, então, aconteceram os mesmos erros da semifinal?
O Flamengo novamente perdeu para si próprio. Achou que poderia ganhar a qualquer momento e se enganou. Pela enésima vez.
E vai continuar perdendo, enquanto não parar de se esconder e admitir que está longe de ser perfeito.
A um ano, “temos um grupo qualificado, que cresce, na hora do ‘vamos ver’”.
A um ano, somos alvos de trocentos Maracanazos, graças à despedida do Joel, confusões do Marcinho, salários atrasados…
Nunca pela soberba, falta de comprometimento, ou deficiência técnica. Isso não existe na Gávea.
“Uma nação em crise não precisa de plano. Precisa de homens.” - Gudin
SRN
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
''Flamengo, por ti eu morrerei''
A mulher e filhos podiam passar fome, mas perder jogo do Flamengo... Nunca. Detalhe: fazia questão de pagar o ingresso: - é como posso ajudar o nosso mengão chefia... Sai da Raça e nunca mais o vi. Há dois anos atrás, véspera de embarcar pro Japão, fui ao Maracanã de cadeira azul, ver o FlaxFlu pelo "Caixão". De repente quem me aparece? Ele, bem velho, acabado, sem uma "perna", andando de muletas. - Chefia, chefia... que bom ver o senhor Chefia... Poxa, pensei que fosse morrer sem falar de novo com o senhor. Como tem passado chefia? Tá bonito, sempre forte. Que bom te ver chefia... (e começou a chorar...) - Calma, amigo, calma. Que legal também te ver. O que aconteceu cara? Como perdeu a perna? - Um acidente chefia. Ia pra labuta numa Vam que bateu. Perdi a perna. - Pena, irmão. E não dá pra colocar uma prótese? - E dinheiro chefia? Como vou colocar? - Toma meu cartão. Vamos resolver isso, ok;
- Poxa, chefia, sabia que no dia que encontrasse o senhor eu teria uma boa noticia; - E tua mulher, filhos, como estão? - Me separei chefia. Sabe como é: doente, duro e aleijado, todo mundo foge. Mas tô vivendo os melhores dias da minha vida chefia. - Como assim porra? Tu perdeu a perna, a mulher e os filhos e ainda vivendo os melhores dias da tua vida, caralho? - Chefia, agora num perco nenhum jogo do mengão. "Aleijado" entra de graça... - Ô seu filho da puta... Deixa ver se entendi? Tu tá feliz porque tá deficiente só por causa do mengão? - Isso mesmo chefia. Graças a Deus não morri e só perdi a perna. Agora posso vir ao Maraca sempre... Posso ver meu mengão sempre...
Me deu um nó na garganta. Deu vontade de chorar. Eu pensei que amava o Flamengo. Tem gente que ama muito mais... Ele me procurou. Banquei a prótese dele e dei dinheiro para ele voltar para o interior da Paraíba, onde tem parentes. Perdi o contato. Tomara que algum dia ele volte a me procurar. (Moraes um dos fundadores da Raça)
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Botafogo na justiça
O motivo, segundo os dirigentes o clube, é que a Microsoft estaria usando um slogan do time em aplicativos como o Word, PowerPoint e até mesmo o Excel.
Um dos advogados do clube explica:
"Sempre que um programa da Microsoft é inicializado, o nome do arquivo é "Sem título". O Botafogo se sente lesado ao ter um slogan tão seu, tão identificado com a história dele no futebol mundial, ser utilizado com fins lucrativos por uma empresa como a Microsoft".
"Vamos até as últimas conseqüências!" - Diz o representante alvinegro
Bill Gates não quis comentar o assunto
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Obrigado, Flamengo !
Comparecer ao Maracanã, vestindo a camisa Rubro-Negra, juntando-se a várias pessoas muitas vezes desconhecidas,mas unidas para entoar cânticos de amor eterno a este time, como guerreiros lado a lado em um campo de guerra.Gigante és pela sua história e suas conquistas.O orgulho de vestir o manto no peito no dia-a-dia, mostrando que esse amor, vai além da compreensão de quem não o conhece.Ser Flamenguista, é ser grande! É fazer parte da elite.
Sentir aquela emoção, aquela explosão a cada gol, a cada entrada do time em campo, a cada título conquistado, derramar lágrimas e enxugar na camisa, jurando amor eterno aquele time. Isso é indescritível. Saber que torce pelo maior ddo Brasil, e por outras vezes maior do Américas, ou do Mundo.
Saber que você é parte da grandiosa história desse time, e que tem reconhecimento por ser um torcedor Flamenguista.
Levar a camisa sagrada, pra todo local que for, e lá também ter orgulho de vesti-la, pois sabe que quando a veste, és considerado grande!
Ainda me lembro,quando pequeno, as primeiras vezes que fui ao Maracanã, ver o Flamengo jogar.
Aquele calor, aquela explosão de alegria em cada gol,vibrar ao lado de pessoas nunca antes vistas, aquela torcida a explodir as arquibancadas,a geral, as cadeiras, o Maracanã lotado, te toma de uma forma, que sabe que ali, começa uma história, que te acompanhará pelo resto de sua vida, até o dia que você der o último suspiro.
Vários momentos de felicidade, de tristeza, de dor, muitas vezes ficando sem dormir, após a conquista de um Brasileiro, uma Libertadores, ou ás vésperas de um jogo decisivo. Isso é também inexplicável. Só quem vive, sabe o que é.
É um amor sem igual, um fanatismo de coração, de alma, isso é ser Flamenguista. Disso, cito as palavras da música “quem conhece sua história, nunca mais te esquecerá”; nunca mais te esquecerá, nunca mais de abandonará, e para sempre estará ao seu lado, nas conquistas e nas derrotas, acima de tudo e de todos.
Agradeço ao pai do céu, por ter NASCIDO Flamenguista, por ter a honra de poder vestir o manto sagrado, de ter também a mesma honra de ter visto tantas conquistas, tantas vitórias, tantos guerreiros, em campo e nas arquibancadas, que juntos tornaram esse meu amado time, o maior do RJ e dentre os maiores do Mundo.
Expresso aqui meu sincero reconhecimento pela grandeza que é o Clube de Regatas Flamengo , e pela gratidão que tenho a este time, a esta torcida, e aos grandes momentos que vivi e presenciei. Da terra quando partir, sei que deixarei a eterna herança aos meus filhos, e aos meus netos, de poderem sentir na própria carne o que realmente é esse mesmo amor eterno pelo Flamengo, que passa de sangue para sangue.
Obrigado Flamengo por fazer parte de nossas vidas.
domingo, 28 de setembro de 2008
Quase me esqueci
37 do segundo tempo. Cá estou em frente ao computador escrevendo sobre Flamengo 0×1 Sport, como se não houvesse mais jogo.
Fazia criticas ao Caio Jr, ao time, ao arbitro que não deu um penalti pro Flamengo no primeiro tempo (deu falta dora da área), e comentava o “fim”do sonho do hexa, que me parecia fato com a derrota.
Eu assistia ao jogo bastante chateado, afinal, todos sabem… tenho lá minha torcida pelo Mengão. As vezes o time merece perder, as vezes o técnico, as vezes o rival foi melhor. Mas, em muitos casos a “dó” vem da torcida, que mete 40 mil pessoas no Maracanã com um dilúvio.
Eis que Juan, num raro lance inteligente do ataque do Flamengo, empata.
Eis que o Maracanã volta a jogar a favor.
Eis que a chuva piora muito.
O tempo passa, não tem mais jogo. É um rachão de varzea na base da raça e de tentar “empurrar” a bola pro gol. A torcida em pé, acreditando até o fim. O time nitidamente esgotado e nervoso. O Sport recuado, e o Flamengo kamikaze.
Mas como? O time jogou mal! O Caio não está fazendo mais um bom trabalho, a torcida estava brava, o Sport é um time bem armado… Como?
Aos 41, me lembrei: É o Flamengo. Parei o meu texto, porque era o Flamengo.
Aos 44, sob uma chuva incrível… Vandinho, pequenino, faz de cabeça. E a maior nação do mundo engole a corneta, pula de alegria e enxerga o hexa ali no fim do túnel novamente.
Porque sofrer tanto? Porque não citar, hoje, os erros?
Porque é Flamengo.
Pro Flamengo nunca pode ser facil. Se é de fato candidato ao título, tem que ser no último minuto. Tem que ser na chuva, na base do ataque cardiaco.
E eu quase cometi o absurdo de esquecer disso e dar o jogo como resolvido. Desculpa, Mengão. Por um momento te confundi com algum outro qualquer.
É o Flamengo. Não tem jeito…
abs,
RicaPerrone
sábado, 13 de setembro de 2008
História do Flamengo em 2008
Um garoto, que sempre acreditava, mesmo dependendo de tudo o que havia!
CARIOCA 08:
O FLA começa bem, é campeão da Taça Guanabara.
o Garoto chega no pai e diz:
- O Fla tá muito bom! vamos ganhar a Taça rio também!
o Pai, inteligente, e sempre sincero diz:
- Não concordo, bem veremos.
O Fla não ganha a taça rio, e o garoto irritado, diz:
- Já era pai, o Botafogo vai ser o campeão carioca.
o Pai, inteligente, e sempre sincero diz:
- Não concordo, bem veremos.
O Flamengo, é campeão carioca!!!
LIBERTADORES 208:
O Fla fica ameaçado de não passa da fase de grupos, o garoto triste, diz:
- Já era, vai ser uma decepção, o fla não passará da fase de grupos!
o Pai, inteligente, e sempre sincero diz:
- Não concordo, bem veremos.
O Fla passa da fase de grupos, o Garoto, intusiasmado, diz:
- O Fla será campeão da Libertadores! foi surpreendente!
o Pai, inteligente, e sempre sincero diz:
- Não concordo, bem veremos.
O Fla, é incrivelmente humilhado em pleno maraca, 0x3 pro américa!
o garoto, triste, diz:
- O Fla brigará para não cair, como sempre!
o Pai, inteligente, e sempre sincero diz:
- Não concordo, bem veremos.
O FLA começa o Brasileirão muito bem, o garoto, feliz com o time diz:
- O Fla vai liderar até o final pai!
o Pai, inteligente, e sempre sincero diz:
- Não concordo, bem veremos.
O FLA cai, vai pra SÉTIMA colocação.
O Flilho triste, diz, o FLA não será mais campeão Brasileiro.
o Pai, inteligente, e sempre sincero diz:
- Não concordo, bem veremos.
