quinta-feira, 19 de junho de 2008

Sobre

Eu sou um PREGO.

Por causa de um prego, a ferradura se perdeu...
Por causa de uma ferradura, o cavalo se perdeu...
Por causa de um cavalo, o cavaleiro se perdeu...
Por causa de um cavaleiro, a batalha se perdeu...
Por causa de uma batalha, o reino se perdeu...

... e tudo isso por causa do prego de uma ferradura.

terça-feira, 10 de junho de 2008

O divisor de águas

Cansado de viver os sentimentos rasos, mergulhou mais fundo. A esmo vagando no imenso azul, quase se afogou mas teve a sábia idéia de ir até o fundo (porque ainda se sabe pra onde ficam cima e baixo, mesmo no vazio completo) e pegar impulso com os pés - firmes como o resto de seu corpo calejado de tantos desencontros -, e subiu. Quando chegou lá em cima, olhou ao redor e não viu nada. Nem uma ilha, nem pássaros, nem poeira. Ficou boiando alguns meses, à deriva, alguns barcos vieram, outros foram e ele até resolveu entrar em alguns para, depois, se jogar ao mar no meio da noite, quando ninguém olhava. Admirou por mais 83 dias o azul do céu quando resolveu que queria mesmo era nadar: nem descer nem ficar por ali, só nadar.

20 dias depois percebeu que era hora de parar. Não acreditava ainda ter a capacidade de sentir aquilo, mas sentiu, e, então, pousou levemente as mãos voltadas para o céu contra o suave sobe e desce das ondas, deixou o corpo pesar um pouco e relaxou. Até dormiu. Quando acordou, sentiu aquele cheiro. O Cheiro. E soube que existia amor dentro de si ainda e dormiu novamente, em fim, em paz. Dormiu ali Tiago até quando não sabemos. Tiago, que estaria meio morto antes de 30 dias depois.

"A magia entre nós é perene"

... E pode anotar!! Confia em mim =)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Quem sabe... tudo acontece

Quem sabe, um dia iremos acordar, olhar para o céu, ver as nuvens mudando de lugar, as folhas do outono no chão da vida, o vento frio da insensatez não desmanchando nosso castelo de sonhos, e descobrir que tudo o que falamos, acreditamos e fizemos contribuiu para um lugar melhor, acrescentou melhoria nos que andaram ao nosso lado, somou para os que depositaram esperanças em nossas mãos, e assim tudo valeu a pena, tudo foi grandioso e merecedor, e por conta disso, todos os novos dias serão confortáveis e de mente tranquila, coração em paz, brilho nos olhos, pétalas de concórdia esparramadas em nossa estrada.

Um dia, quem sabe, iremos despertar desta realidade comodista, enxergar o horizonte da existência, vislumbrar um porto calmo e sereno, sentir o calor flamejante de uma paixão, e aprender que tudo o que refletimos, idealizamos e praticamos, foi preciso para aprender mais, aprender que nada somos quando sós, nada temos quando não repartimos, nada damos quando não ofertamos de nós próprios, nada cala na alma quando tudo é supérfluo, fugaz e efêmero, e por causa desta constatação nosso existir será iluminado e contemplativo.

Quem sabe, um dia... assim, sem mais nem menos, vamos acordar na noite da humanidade, sobressaltados e felizes por termos acordado, agradecidos por abrir os olhos e enxergar mais, gratos por tanto tempo de euforia, entusiasmados com o novo e prometido tempo, em que todos darão as mãos, corações se entrelaçarão, nossos sapatos andarão lado a lado, nossos cabelos se embaraçarão aos outros cabelos, olhos mirarão nos olhos, e aí quero ver o que você fará ao nos ver tão feliz...

O paradigma dos elogios

Falas como "Parabéns!!", "Nossa, você está linda hoje, hein!!", "você foi sensacional". São elogios. Frases feitas, clichês, composições cheias de intenções (ou não). Poderíamos simplesmente agradecer e retomar a atividade, mas sabemos que nossa reação a um elogio não é das mais simples. Talvez por conta da vaidade ou "auto-rejeição".

Existem pessoas que rejeitam um elogio tão forte quanto rejeitam seus próprios méritos. Não aceitam sequer um parabéns por grandes conquistas ou mesmo pelo aniversário. São pessoas que dizem não se importar com opiniões alheias e que tomam um elogio quase como uma ofensa. Não se achar merecedor de uma palavra bacana demonstra que existe um excesso de auto-suficiência, simplicidade ou rejeição a si mesmo?!

O mais engraçado de tudo isso é que muitas vezes não só negamos o elogio, como também a pessoa que o fez. Repare quantas vezes já aconteceu de alguém te dizer uma coisa boa sobre você e sua resposta é sempre a mesma: "Ah, mas vindo de você não vale né..."

Tiramos todo o valor que, com certeza, são os que muito nos estimam. Sim, porque você diz isso para seus pais, tios, amigos, amigas, irmãs, ... , (?)
Não entendo... se "vindo de você não vale", então o que e/ou de quem vale?!

Receber um elogio sincero, sem intenções e feito de coração não implica em se tornar fútil, vaidoso ou arrogante. É simples assim: com um boa dose de humildade, todo mundo é capaz de ouvir, agradecer a atenção prestada e aceitar a palavra como se aceita um presente.

sábado, 31 de maio de 2008

ESCOLA sob um novo prisma

ESCOLA é a institucionalização do ensino para fins de massificação e, certamente, alienação. Trata-se, porém, de uma das muitas instituições de ensino, pois, além da escola propriamente dita, existem outros chiqueiros de ensino. Centro de socialização, formação de rebanhos e mão-de-obra mal-remunerada com futuros impossíveis, destarte os sonhos que portam, a escola tenta inutilmente desenvolver a personalidade dos idiotas, treinar o lado profissional dos coagidos e manter a ordem ideológica invisível através do ensino insensato de ninharias que nunca serão usadas.

sábado, 17 de maio de 2008

Eu sou o profeta Nostragamos

O que será do futuro de uma geração que cresce dentro de uma cadeia de “fast-food” universitário? Onde uma criança de seis anos passa no vestibular de uma instituição que se diz apropriada a ensinar nossos jovens uma profissão.
Quem serão nossos profissionais do futuro?
Uma geração que decora a matéria para não ser reprovada na escola, que não se interessa por literatura, que desconhece a situação política de sua cidade, de seu país, que despreza sua cultura, que ri da própria ignorância e bate no peito ostentando com orgulho um belo e pomposo: “Não estou nem ai”.
A geração “não estou nem ai”.
E lhes mostre como se importar com um futuro que promete catástrofes naturais, guerras por todos os continentes, epidemias, falta de água, super populações, poucos espaços, poucas oportunidades.
Onde a tecnologia é um paradoxo entre a evolução e o desemprego.
Onde a única coisa que importa é uma maneira de que pelo menos eu não seja o prejudicado com os acontecimentos. Onde o outro é somente um degrau para minha escalada. Como o estudante popular da classe, como político “gente boa”, o empresário de sucesso, o bandido do momento ou a celebridade do ano. Pouco importa.
Eu sou sinônimo de “dane-se” o outro.
Seja com a ultrapassagem pelo acostamento, o troco não devolvido, a verba desviada, a fraude escondida, o papel jogado pela janela, a guimba de cigarro atirada para o ar.
O que será de uma geração que não se importa com a influência de suas atitudes no futuro das próximas gerações? Que não consegue perceber sua importância no elo de construção de uma sociedade mais justa, mais honesta, mais inteligente, mais viável.
O que será do futuro de uma juventude que não espera um futuro?
Quem é o jovem brasileiro? Quais são seus sonhos, seus desejos ?
A utopia morreu e deixou de herança um legado de crentes onde o Deus é a Televisão, a bíblia são as revistas de fofocas e o paraíso é dinheiro no bolso.
Bunda ou cérebro?
Ibope alto.
Submissão.

Pode pular esta parte se não lhe interessar.
Vá direto para o final.

abelha - enxame, cortiço, colméia
abutre - bando
acompanhante - comitiva, cortejo, séqüito
alho - (quando entrelaçados) réstia, enfiada, cambada
aluno - classe
amigo - (quando em assembléia) tertúlia
animal - (em geral) piara, pandilha, (todos de uma região) fauna, (manada de cavalgaduras) récua, récova, (de carga) tropa, (de carga, menos de 10) lote, (de raça, para reprodução) plantel, (ferozes ou selvagens) alcatéia
anjo - chusma, coro, falange, legião, teoria
apetrecho - (quando de profissionais) ferramenta, instrumental
aplaudidor - (quando pagos) claque
arcabuzeiro - batalhão, manga, regimento
argumento - carrada, monte, montão, multidão
arma - (quando tomadas dos inimigos) troféu
arroz - batelada
artigo - (quando heterogêneo) mixórdia
artista - (quando trabalham juntos) companhia, elenco
árvore - (quando em linha) alameda, carreira, rua, souto, (quando constituem maciço) arvoredo, bosque, (quando altas, de troncos retos a aparentar parque artificial) malhada
asneira - acervo, chorrilho, enfiada, monte
asno - manada, récova, récua
assassino - choldra, choldraboldra
assistente - assistência
astro - (quando reunidos a outros do mesmo grupo) constelação
ator - elenco
autógrafo - (quando em lista especial de coleção) álbum
ave - (quando em grande quantidade) bando, nuvem
avião - esquadrão, esquadria, flotilha
bala - saraiva, saraivada
bandeira - (de marinha) mariato
bandoleiro - caterva, corja, horda, malta, súcia, turba
bêbado - corja, súcia, farândola
boi - boiada, abesana, armento, cingel, jugada, jugo, junta, manada, rebanho, tropa
bomba - bateria
borboleta - boana, panapaná
botão - (de qualquer peça de vestuário) abotoadura, (quando em fileira) carreira
brinquedo - choldra
bugio - capela
burro - (em geral) lote, manada, récua, tropa, (quando carregado) comboio
busto - (quando em coleção) galeria
cabelo - (em geral) chumaço, guedelha, madeixa, (conforme a separação) marrafa, trança
cabo - cordame, cordoalha, enxárcia
cabra - fato, malhada, rebanho
cadeira - (quando dispostas em linha) carreira, fileira, linha, renque
cálice - baixela
cameleiro - caravana
camelo - (quando em comboio) cáfila
caminhão - frota
camundongo - (quando nascidos de uma só vez) ninhada
canção - (quando reunidas em livro) cancioneiro, (quando populares de uma região) folclore
canhão - bateria
cantilena - salsada
cão - adua, cainçalha, canzoada, chusma, matilha
capim - feixe, braçada, paveia
cardeal - (em geral) sacro colégio, (quando reunidos para a eleição do papa) conclave, (quando reunidos sob a direção do papa) consistório
carneiro - chafardel, grei, malhada, oviário, rebanho
carro - (quando unidos para o mesmo destino) comboio, composição, (quando em desfile) corso
carta - (em geral) correspondência, (quando manuscritas em forma de livro) cartapácio, (quando geográficas) atlas
casa - (quando unidas em forma de quadrados) quarteirão, quadra.
castanha - (quando assadas em fogueira) magusto
cavalariano - (de cavalaria militar) piquete
cavaleiro - cavalgada, cavalhada, tropel
cavalgadura - cáfila, manada, piara, récova, récua, tropa, tropilha
cavalo - manada, tropa
cebola - (quando entrelaçadas pelas hastes) cambada, enfiada, réstia
cédula - bolada, bolaço
chave - (quando num cordel ou argola) molho penca
célula - (quando diferenciadas igualmente) tecido
cereal - (em geral) fartadela, fartão, fartura, (quando em feixes) meda, moréia
cigano - bando, cabilda, pandilha
cliente - clientela, freguesia
coisa - (em geral) coisada, coisarada, ajuntamento, chusma, coleção, cópia, enfiada, (quando antigas e em coleção ordenada) museu, (quando em lista de anotação) rol, relação, (em quantidade que se pode abranger com os braços) braçada, (quando em série) seqüência, série, seqüela, coleção, (quando reunidas e sobrepostas) monte, montão, cúmulo
coluna - colunata, renque
cônego - cabido
conta - (quando miúdas) conta, miçanga
copo - baixela
corda - (em geral) cordoalha, (quando no mesmo liame) maço, (de navio) enxárcia, cordame, massame, cordagem
correia - (em geral) correame, (de montaria) apeiragem
credor - junta, assembléia
crença - (quando populares) folclore
crente - grei, rebanho
depredador - horda
deputado - (quando oficialmente reunidos) câmara, assembléia
desordeiro - caterva, corja, malta, pandilha, súcia, troça, turba
diabo - legião
dinheiro - bolada, bolaço, disparate
disco - discoteca
disparate - apontoado
doze - (coisas ou animais) dúzia
ébrio - V bêbado
égua - V cavalo
elefante - manada
empregado - (quando de firma ou repartição) pessoal
erro - barda
escola - (quando de curso superior) universidade
escravo - (quando da mesma morada) senzala, (quando para o mesmo destino) comboio, (quando aglomerados) bando
escrito - (quando em homenagem a homem ilustre) poliantéia, (quando literários) analectos, antologia, coletânea, crestomatia, espicilégio, florilégio, seleta
espectador - (em geral) assistência, auditório, concorrência, (quando contratados para aplaudir) claque
espiga - (quando atadas) amarrilho, arregaçada, atado, atilho, braçada, fascal, feixe, gavela, lio, molho, paveia
estaca - (quando fincadas em forma de cerca) paliçada
estado - (quando unidos em nação) federação, confederação, república
estampa - (quando selecionadas) iconoteca, (quando explicativas) atlas
estátua - (quando selecionadas) galeria
estrela - (quando cientificamente agrupadas) constelação, (quando em quantidade) acervo, (quando em grande quantidade) miríade
estudante - (quando da mesma escola) classe, turma, (quando em grupo cantam ou tocam) estudantina, (quando em excursão dão concertos) tuna, (quando vivem na mesma casa) república
facínora - caterva, horda, leva, súcia
fazenda - (quando comerciáveis) sortimento
feijão - (quando comerciáveis) batelada, partida
feiticeiro - (quando em assembléia secreta) conciliábulo
feno - braçada, braçado
filhote - (quando nascidos de uma só vez) ninhada
filme - filmoteca, cinemoteca
fio - (quando dobrado) meada, mecha, (quando metálicos e reunidos em feixe) cabo
flecha - (quando caem do ar, em porção) saraiva, saraivada
flor - (quando atadas) antologia, arregaçada, braçada, fascículo, feixe, festão, capela, grinalda, ramalhete, buquê, (quando no mesmo pedúnculo) cacho
foguete - (quando agrupados em roda ou num travessão) girândola
força naval - armada
força terrestre - exército
formiga - cordão, correição, formigueiro
frade - (quando ao local em que moram) comunidade, convento, (quanto ao fundador ou quanto às regras que obedecem) ordem
frase - (quando desconexas) apontoado
freguês - clientela, freguesia
fruta - (quando ligadas ao mesmo pedúnculo) cacho, (quanto à totalidade das colhidas num ano) colheita, safra
fumo - malhada
gafanhoto - nuvem, praga
garoto - cambada, bando, chusma
gato - cambada, gatarrada, gataria
gente - (em geral) chusma, grupo, multidão, (quando indivíduos reles) magote, patuléia, poviléu
grão - manípulo, manelo, manhuço, manojo, manolho, maunça, mão, punhado
graveto - (quando amarrados) feixe
gravura - (quando selecionadas) iconoteca
habitante - (em geral) povo, população, (quando de aldeia, de lugarejo) povoação
herói - falange
hiena - alcatéia
hino - hinário
ilha - arquipélago
imigrante - (quando em trânsito) leva, (quando radicados) colônia
índio - (quando formam bando) maloca, (quando em nação) tribo
instrumento - (quando em coleção ou série) jogo, ( quando cirúrgicos) aparelho, (quando de artes e ofícios) ferramenta, (quando de trabalho grosseiro, modesto) tralha
inseto - (quando nocivos) praga, (quando em grande quantidade) miríade, nuvem, (quando se deslocam em sucessão) correição
javali - alcatéia, malhada, vara
jornal - hemeroteca
jumento - récova, récua
jurado - júri, conselho de sentença, corpo de jurados
ladrão - bando, cáfila, malta, quadrilha, tropa, pandilha
lâmpada - (quando em fileira) carreira, (quando dispostas numa espécie de lustre) lampadário
leão - alcatéia
lei - (quando reunidas cientificamente) código, consolidação, corpo, (quando colhidas aqui e ali) compilação
leitão - (quando nascidos de um só parto) leitegada
livro - (quando amontoados) chusma, pilha, ruma, (quando heterogêneos) choldraboldra, salgalhada, (quando reunidos para consulta) biblioteca, (quando reunidos para venda) livraria, (quando em lista metódica) catálogo
lobo - alcatéia, caterva
macaco - bando, capela
malfeitor - (em geral) bando, canalha, choldra, corja, hoste, joldra, malta, matilha, matula, pandilha, (quando organizados) quadrilha, seqüela, súcia, tropa
maltrapilho - farândola, grupo
mantimento - (em geral) sortimento, provisão, (quando em saco, em alforge) matula, farnel, (quando em cômodo especial) despensa
mapa - (quando ordenados num volume) atlas, (quando selecionados) mapoteca
máquina - maquinaria, maquinismo
marinheiro - maruja, marinhagem, companha, equipagem, tripulação, chusma
médico - (quando em conferência sobre o estado de um enfermo) junta
menino - (em geral) grupo, bando, (depreciativamente) chusma, cambada
mentira - (quando em seqüência) enfiada
mercadoria - sortimento, provisão
mercenário - mesnada
metal - (quando entra na construção de uma obra ou artefato) ferragem
ministro - (quando de um mesmo governo) ministério, (quando reunidos oficialmente) conselho
montanha - cordilheira, serra, serrania
mosca - moscaria, mosquedo
móvel - mobília, aparelho, trem
música - (quanto a quem a conhece) repertório
músico - (quando com instrumento) banda, charanga, filarmônica, orquestra
nação - (quando unidas para o mesmo fim) aliança, coligação, confederação, federação, liga, união
navio - (em geral) frota, (quando de guerra) frota, flotilha, esquadra, armada, marinha, (quando reunidos para o mesmo destino) comboio
nome - lista, rol
nota - (na acepção de dinheiro) bolada, bolaço, maço, pacote, (na acepção de produção literária, científica) comentário
objeto - V coisa
onda - (quando grandes e encapeladas) marouço
órgão - (quando concorrem para uma mesma função) aparelho, sistema
orquídea - (quando em viveiro) orquidário
osso - (em geral) ossada, ossaria, ossama, (quando de um cadáver) esqueleto
ouvinte - auditório
ovelha - (em geral) rebanho, grei, chafardel, malhada, oviário, (quando ainda não deram cria e nem estão prenhes) alfeire
ovo - (os postos por uma ave durante certo tempo) postura, (quando no ninho) ninhada
padre - clero, clerezia
palavra - (em geral) vocabulário, (quando em ordem alfabética e seguida de significação) dicionário, léxico, (quando proferidas sem nexo) palavrório
pancada - data
pantera - alcatéia
papel - (quando no mesmo liame) bloco, maço, (em sentido lato, de folhas ligadas e em sentido estrito, de 5 folhas) caderno, (5 cadernos) mão, (20 mãos) resma, (10 resmas) bala
parente - (em geral) família, (em reunião) tertúlia
partidário - facção, partido, torcida
partido (político) - (quando unidos para um mesmo fim) coligação, aliança, coalização, liga
pássaro - passaredo, passarada
passarinho - nuvem, bando
pau - (quando amarrados) feixe, (quando amontoados) pilha, (quando fincados ou unidos em cerca) bastida, paliçada
peça - (quando devem aparecer juntas na mesa) baixela, serviço, (quando artigos comerciáveis, em volume para transporte) fardo, (em grande quantidade) magote, (quando pertencentes à artilharia) bateria, (de roupas, quando enroladas) trouxa, (quando pequenas e cosidas umas às outras para não se extraviarem na lavagem) apontoado, (quando literárias) antologia, florilégio, seleta, silva, crestomatia, coletânea, miscelânea.
peixe - (em geral e quando na água) cardume, (quando miúdos) boana, (quando em viveiro) aquário, (quando em fileira) cambada, espicha, enfiada, (quando à tona) banco, manta
pena - (quando de ave) plumagem
peregrino - caravana, romaria, romagem
pérola - (quando enfiadas em série) colar, ramal
pessoa - (em geral) aglomeração, banda, bando, chusma, colméia, gente, legião, leva, maré, massa, mó, mole, multidão, pessoal, roda, rolo, troço, tropel, turba, turma, (quando reles) corja, caterva, choldra, farândola, récua, súcia, (quando em serviço, em navio ou avião) tripulação, (quando em acompanhamento solene) comitiva, cortejo, préstito, procissão, séqüito, teoria, (quando ilustres) plêiade, pugilo, punhado, (quando em promiscuidade) cortiço, (quando em passeio) caravana, (quando em assembléia popular) comício, (quando reunidas para tratar de um assunto) comissão, conselho, congresso, conclave, convênio, corporação, seminário, (quando sujeitas ao mesmo estatuto) agremiação, associação, centro, clube, grêmio, liga, sindicato, sociedade
pilha - (quando elétricas) bateria
pinto - (quando nascidos de uma só vez) ninhada
planta - (quando frutíferas) pomar, (quando hortaliças, legumes) horta, (quando novas, para replanta) viveiro, alfobre, tabuleiro, (quando de uma região) flora, (quando secas, para classificação) herbário.
ponto - (de costura) apontoado
porco - (em geral) manada, persigal, piara, vara, (quando do pasto) vezeira
povo - (nação) aliança, coligação, confederação, liga
prato - baixela, serviço, prataria
prelado - (quando em reunião oficial) sínodo
prisioneiro - (quando em conjunto) leva, (quando a caminho para o mesmo destino) comboio
professor - (quando de estabelecimento primário ou secundário) corpo docente, (quando de faculdade) congregação
quadro - (quando em exposição) pinacoteca, galeria
querubim - coro, falange, legião
recipiente - vasilhame
recruta - leva, magote
religioso - clero regular
roupa - (quando de cama, mesa e uso pessoal) enxoval, (quando envoltas para lavagem) trouxa
salteador - caterva, corja, horda, quadrilha
saudade - arregaçada
selo - coleção
serra - (acidente geográfico) cordilheira
servical - queira
soldado - tropa, legião
trabalhador - (quando reunidos para um trabalho braçal) rancho, (quando em trânsito) leva
tripulante - equipagem, guarnição, tripulação
utensílio - (quando de cozinha) bateria, trem, (quando de mesa) aparelho, baixela
vadio - cambada, caterva, corja, mamparra, matula, súcia
vara - (quando amarradas) feixe, ruma
velhaco - súcia, velhacada

O futuro não tem coletivo.

Tico Sta Cruz

quarta-feira, 14 de maio de 2008

É assim...

Você só vê a bondade nas pessoas falsas, demagogas, e, por isso, adora tanto as instituições.

Você não vê virtudes na sinceridade, nos desejos confessados, na vontade dita.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Depende de nós..

O homem razoável adapta-se ao mundo. O homem irrazoável insiste em tentar adaptar o mundo a ele mesmo. Todo progresso, portanto, depende do homem irrazoável.

George Bernard Shaw

terça-feira, 29 de abril de 2008

Independência ou Morte

... mas não para as mesmas pessoas ao mesmo tempo.

O Brasil é o oitavo país em desigualdade social, na frente apenas da latina-americana Guatemala, e dos africanos Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia.

De acordo com o documento, no Brasil 46,9% da renda nacional concentram-se nas mãos dos 10% mais ricos. Já os 10% mais pobres ficam com apenas 0,7% da renda.



Aqui há distribuição de tarefas: uns ficam com a independência, outros com a morte.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Desabafo

Viver de olhos cerrados é simples, interpretando errado tudo que fazem ao seu redor, tudo que não fazem, é cada vez mais difícil ser alguém que sempre está vivo. Viver é difícil, mas acho que tudo vai dar certo, no final. Não que isso importe muito, para mim.

Tenho minha fala disforme, o riso sincero, a idéia motivadora, o fogo nos olhos, os convites inusitados, tudo que você precisa pra ser feliz: meus traços intensos, sou a ponte... eu sou um bom amigo para algumas pessoas, mas quantas pessoas são bons amigos para mim?! Sou um colega legal para muitas pessoas, e muitas pessoas são legais comigo, mas não são esses que realmente importam... ou são?!

Falemos de efemeridade. Seguindo a lógica de que a amizade, como qualquer outro sentimento, é algo passageiro, eu não devia separar mais amigos de colegas, afinal, todos tem um único destino: perecer. E, assim, seria mais interessante tratar todos com o mesmo carinho, não?!

Não. Você sabe quantos buracos você precisa encher para preencher um dia em sua vida?!

Seria, realmente, a amizade um sentimento eterno?! Ou só vou saber isso quando estiver bem velho e, então, não faz sentido afirmar nada de nenhum dos meus amigos?! Acredito que não, estaria baseando a teoria na desconfiança, não faça isso. Confio, então, que há o amor amizade é um sentimento perene e, assim, posso concluir que o amor tem mesmo muitas formas, porque o amor paixão, sim, se vai. É levado fácil como a fumaça da vela é carregada pela vento.

A fumaça do fogo que nunca apaga.