terça-feira, 15 de dezembro de 2009

NATAL É UMA BOSTA!

Não sei porque todo mundo fica contente com o Natal.

Pra mim o Natal consegue ser a pior época do ano, em disputa acirrada com a época dos impostos arrombadores do começo do ano (IPVA, IPTU, IPQP, IFDP etc).

Natal é uma bosta. Gente fedorenta e suada correndo com sacolas e se espremendo feito animais de teta em lojas de tudo por R$ 1,99, gente torrando o décimo terceiro em presentes imbecis, minhas tias idiotas me dando meias e gravatas chinesas como presente de natal, correios e serviços públicos emendando feriados e mandando o povo cagar... como isso pode ser bom?

Vou ESMAGAR agora os argumentos pró-natal que me dão sempre que demonstro meu ódio por essa época escrota. Nem vou entrar no mérito religioso pois todo mundo só se lembra de Jesus nessa época quando olha algum presépio mal montado e esquecido. Aliás Natal não tem nada a ver com Jesus. Pois ele não tinha a barba branca, não carregava sacos de presentes e muito menos fazia propaganda da Coca-Cola.

Sendo assim vou começar pela maior mentira propagada no Natal.

"O NATAL É BOM POR CAUSA DOS PRESENTES"

Mentira. O Natal é uma merda justamente por causa dos presentes.

A 25 de março nessa época por exemplo é uma vergonha. PAREM DE COMPRAR PRESENTES DA 25 DE MARÇO PORRA.

Ponha na sua cabeça que seu sobrinho NÃO VAI GOSTAR daquele pendrive Kingston de 32GB falsificado. Ele vai botar no PC, o bagulho não vai funcionar ou vai desmontar na mão dele e ele vai te detestar por ter você frustrado o Natal dele. Ele vai colar uma foto gigante sua no quarto para jogar dardos até que você resolva dar um presente decente.

Ah que bonito o clima de Natal. Todo mundo dando presentes pra quem ama. Mentira!

Amam tanto que dão coisas falsificadas, imitações chinesas e compradas na 25 de março, perfumes xing ling de imitação que dão irritações, roupas feias, manchas sinistras e se bobear até sarna na pele.

Como vou sentir amor por parte de alguém que me dá um pendrive de 500GB da 25 de Março que DESMONTA na minha mão ou só funciona 128MB? Como vou sentir amor natalino se me dão um perfume Ferrari Black falsificado que me dá sarna quando passo? Só posso é detestar alguém assim. PENSE NISSO ANTES DE DAR PORCARIAS PARA OS OUTROS NO NATAL.

Além disso, qual a graça de ganhar presentes quando SOU OBRIGADO A GASTAR DINHEIRO COMPRANDO UM PARA ALGUÉM?

E se eu dou um Nintendo Wii de presente e ganho UM PAR DE MEIAS DO BOB ESPONJA OU UM PACOTE PROMOCIONAL COM 3 CUECAS SAMBA CANÇÃO?

COMO FICA ISSO, BANDO DE RENAS DO PAPAI NOEL?

Não há lógica nos presentes de Natal.

"NATAL É ÓTIMO POR CAUSA DA REUNIÃO DE FAMÍLIA"

A reunião da sua família é tão agradável que só ocorre uma vez por ano, e mesmo assim por causa do Natal, pois se não fosse isso vocês só iriam se encontrar 50 anos depois naqueles quadros tipo "De Volta Para Minha Terra" e "Não Vejo Minha Irmã há 50 anos".

A reunião de família é tão importante que todos sempre combinam de passar o Natal na casa do parente que mora na praia, aquele que tem mais grana ou aquele tio legal que tem piscina e churrasqueira. Ninguém vai passar o Natal na casa dos avós que moram no meio do sertão sem água tendo que andar de jegue. Todo mundo quer viajar, dar despesa e torrar o décimo terceiro alheio.

Realmente muito mágico isso, imbecis.

"ADORO O NATAL POR CAUSA DO FERIADO"

Nada compensa o estresse que você passa no Natal por causa de 2 meros feriados.

Filas enormes, multidões de tias gordas cheia de sacolas esbarrando em você na rua, gente entupindo os correios com encomendas natalinas imbecis de última hora, atrasando a vida de quem pede encomendas pelo correio sempre, serviço público paralizado, Receita Federal segurando suas encomendas na alfândega pra meter TAXA em cima, PREFEITURAS EMENDANDO DUAS SEMANAS INTEIRAS E ATRASANDO TODA A MINHA VIDA.

PORRA EMENDAR DUAS SEMANAS SEUS INÚTEIS? VAMOS TRABALHAR BANDO DE INCOMPETENTES. Tem gente que está adiantando o trabalho pra ter que descansar, fazendo horas extras, abandonando a academia, chegando de madrugada em casa... isso é legal pra você? Por causa de 2 dias? Sua saúde deve estar ótima com essa correria.

Engraçado que depois volta todo mundo correndo com o trabalho e estressado no começo de Janeiro. Multidões de pessoas mau humoradas no banco, filas CRETINAS no correio, funcionários públicos com cara de CU, encomendas paradas na alfândega e extraviadas... nossa que maravilha é o Natal. Cadê o espírito Natalino dos funcionários públicos em Janeiro?

"ADORO O NATAL E ANO NOVO PORQUE FICA UM CLIMA LEGAL"


O clima é uma merda. Televisão só passa especiais nojentos do Roberto Carlos que dizem ser inédito a cada ano mas é a mesma merda gravada de sempre.

Sempre o Roberto Carlos. Sempre aquela roupa branca. Sempre as mesmas músicas da época em que minha vó era gostosa. "QUANDO EU ESTOOOOOOU AQUI..." "DETAAAALHES DE NÓS DOOOIS". Puta que pariu.

Mas que bosta, como alguém pode gostar disso? É UMA ETERNA REPRISE BURROS!

Ivete Sangalo e shows ridículos de axé e micaretas idiotas. Nossa que legal.

E aquele bando de gente amontoada na praia pra ver fogos? Tenho uma notícia pra vocês: FOGOS É A MESMA COISA TODO ANO. E pra quê ficar amontoado num bando de gente FEDORENTA e BÊBADA num ângulo terrível correndo riscos se você pode ver o show de fogos na televisão em diversos países ao mesmo tempo?

Depois ficam lá pulando ondinhas e SUJANDO AS PRAIAS COM PEDAÇOS DE FRANGO, RESTOS DE ALIMENTOS, GARRAFAS VAZIAS, CAMISINHAS USADAS e outras palhaçadas. Que divertido pular ondas. PQP.

Ah, e não posso esquecer daquelas pessoas que ficam desejando "próspero ano novo" umas para as outras, sendo que isso nada mais é que uma versão modificada do DEUS LHE PAGUE, ou seja, em termos práticos não quer dizer merda alguma, não vai lhe ajudar em porra alguma.

PRÓSPERO ANO NOVO É O KCT, ME DÊ UMA NOTA DE CINQUENTA REAIS PORRA.

Agora deixa eu ir porque tenho que ir na 25 de Março comprar um perfume falsificado pra dar de presente à minha tia. Quem sabe assim ela me odeie, ME ESQUEÇA e pare de ficar lembrando micos da minha infância na frente dos outros.

EU ODEIO NATAL.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Conto de verão nº 2: Bandeira Branca (Luis Fernando Veríssimo)

Ele: tirolês. Ela: odalisca; Eram de culturas muito diferentes, não podia dar certo. Mas tinham só quatro anos e se entenderam. No mundo dos quatro anos todos se entendem, de um jeito ou de outro. Em vez de dançarem, pularem e entrarem no cordão, resistiram a todos os apelos desesperados das mães e ficaram sentados no chão, fazendo um montinho de confete, serpentina e poeira, até serem arrastados para casa, sob ameaças de jamais serem levados a outro baile de Carnaval.
Encontraram-se de novo no baile infantil do clube, no ano seguinte. Ele com o mesmo tirolês, agora apertado nos fundilhos, ela de egípcia. Tentaram recomeçar o montinho, mas dessa vez as mães reagiram e os dois foram obrigados a dançar, pular e entrar no cordão, sob ameaça de levarem uns tapas. Passaram o tempo todo de mãos dadas.
Só no terceiro Carnaval se falaram.
- Como é teu nome?
- Janice. E o teu?
- Píndaro.
- O quê?!
- Píndaro.
- Que nome!
Ele de legionário romano, ela de índia americana.
Só no sétimo baile (pirata, chinesa) desvendaram o mistério de só se encontrarem no Carnaval e nunca se encontrarem no clube, no resto do ano. Ela morava no interior, vinha visitar uma tia no Carnaval, a tia é que era sócia.
- Ah.
Foi o ano em que ele preferiu ficar com a sua turma tentando encher a boca das meninas de confete, e ela ficou na mesa, brigando com a mãe, se recusando a brincar, o queixo enterrado na gola alta do vestido de imperadora. Mas quase no fim do baile, na hora do Bandeira Branca, ele veio e a puxou pelo braço, e os dois foram para o meio do salão, abraçados. E, quando se despediram, ela o beijou na face, disse - Até o Carnaval que vem - e saiu correndo.
No baile do ano em que fizeram 13 anos, pela primeira vez as fantasias dos dois combinaram. Toureiro e bailarina espanhola. Formavam um casal! Beijaram-se muito, quando as mães não estavam olhando. Até na boca. Na hora da despedida, ele pediu:
- Me dá alguma coisa.
- O quê?
- Qualquer coisa.
- O leque.
O leque da bailarina. Ela diria para a mãe que o tinha perdido no salão.


***


No ano seguinte, ela não apareceu no baile. Ele ficou o tempo todo à procura, um havaiano desconsolado. Não sabia nem como perguntar por ela. Não conhecia a tal tia. Passara um ano inteiro pensando nela, às vezes tirando o leque do seu esconderijo para cheirá-lo, antegozando o momento de encontrá-la outra vez no baile. E ela não apareceu. Marcelão, o mau elemento da sua turma, tinha levado gim para misturar com o guaraná. Ele bebeu demais. Teve que ser carregado para casa. Acordou na sua cama sem lençol, que estava sendo lavado. O que acontecera?
- Você vomitou a alma - disse a mãe.
Era exatamente como se sentia. Como alguém que vomitara a alma e nunca a teria de volta. Nunca. Nem o leque tinha mais o cheiro dela.

Mas, no ano seguinte, ele foi ao baile dos adultos no clube - e lá estava ela! Quinze anos. Uma moça. Peitos, tudo. Uma fantasia indefinida.
- Sei lá. Bávara tropical - disse ela, rindo.
Estava diferente. Não era só o corpo. Menos tímida, o riso mais alto. Contou que faltara no ano anterior porque a avó morrera, logo no Carnaval.
- E aquela bailarina espanhola?
- Nem me fala. E o toureiro?
- Aposentado.
A fantasia dele era de nada. Camisa florida, bermuda, finalmente um brasileiro. Ela estava com um grupo. Primos, amigos dos primos. Todos vagamente bávaros. Quando ela o apresentou ao grupo, alguém disse -Píndaro?! - e todos caíram na risada. Ele viu que ela estava rindo também. Deu uma desculpa e afastou-se. Foi procurar o Marcelão. O Marcelão anunciara que levaria várias garrafas presas nas pernas, escondidas sob as calças da fantasia de sultão. O Marcelão tinha o que ele precisava para encher o buraco deixado pela alma. Quinze anos, pensou ele, e já estou perdendo todas as ilusões da vida, começando pelo Carnaval. Não devo chegar aos 30, pelo menos não inteiro. Passou todo o baile encostado numa coluna adornada, bebendo o guaraná clandestino do Marcelão, vendo ela passar abraçada com uma sucessão de primos e amigos de primos, principalmente um halterofilista, certamente burro, talvez até criminoso, que reduzira sua fantasia a um par de calças curtas de couro. Pensou em dizer alguma coisa, mas só o que lhe ocorreu dizer foi - pelo menos o meu tirolês era autêntico - e desistiu. Mas, quando a banda começou a tocar Bandeira Branca e ele se dirigiu para a saída, tonto e amargurado, sentiu que alguém o pegava pela mão, virou-se e era ela. Era ela, meu Deus, puxando-o para o salão. Ela enlaçando-o com os dois braços para dançarem assim, ela dizendo - não vale, você cresceu mais do que eu - e encostando a cabeça no seu ombro. Ela encostando a cabeça no seu ombro.


***


Encontraram-se de novo 15 anos depois. Aliás, neste Carnaval. Por acaso, num aeroporto. Ela desembarcando, a caminho do interior, para visitar a mãe. Ele embarcando para encontrar os filhos no Rio. Ela disse - quase não reconheci você sem fantasias -. Ele custou a reconhecê-la. Ela estava gorda, nunca a reconheceria, muito menos de bailarina espanhola. A última coisa que ele lhe dissera fora - preciso te dizer uma coisa -, e ela dissera - no Carnaval que vem, no Carnaval que vem - e no Carnaval seguinte ela não aparecera, ela nunca mais aparecera. Explicou que o pai tinha sido transferido para outro estado, sabe como é, Banco do Brasil, e como ela não tinha o endereço dele, como não sabia nem o sobrenome dele e, mesmo, não teria onde tomar nota na fantasia de falsa bávara -
- O que você ia me dizer, no outro Carnaval? - perguntou ela.
- Esqueci - mentiu ele.
Trocaram informações. Os dois casaram, mas ele já se separou. Os filhos dele moram no Rio, com a mãe. Ela, o marido e a filha moram em Curitiba, o marido também é do Banco do Brasil - E a todas essas ele pensando: digo ou não digo que aquele foi o momento mais feliz da minha vida, Bandeira Branca, a cabeça dela no meu ombro, e que todo o resto da minha vida será apenas o resto da minha vida? E ela pensando: como é mesmo o nome dele? Péricles. Será Péricles? Ele: digo ou não digo que não cheguei mesmo inteiro aos 30, e que ainda tenho o leque? Ela: Petrarco. Pôncio. Ptolomeu...

10 coisas que você aprende na adolescencia..

1-Se seu irmão se machuca..Você é o culpado..

2-Se seu irmão está chorando..Você ainda é o culpado..

3-Sabe aquela garota..A mais linda da sua escola..?Pois é..Ela não está afim de você..

4-Espinhas machucadas...Se espreme-las..Vem sangue de brinde..

5-Garotas..Tem traseiros..Belos traseiros..

6-Nunca fale com uma garota...Na epoca da TPM..So se for para elogia-la ou dar um presente..Fora isso corra muito..

7-Se atirar na cabeça é HeadShot..(Counter Strike)

8-Se peidar..Não se cubra com a coberta..Pode ser fatal..

9-Quer dinheiro..?Vá trabalhar..!Quer trabalhar..?Vai estudar..!Quer estudar..?Mentira!!!!

10-Ultima e principal..Se com a direita cansar..Tente com a esquerda...Não pense em malicia..!!Estou falando do Guitar Hero....

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

PELO FIM DO FAIR PLAY: QUERO PORRADA NOS GRAMADOS

A primeira pancadaria no estádio a gente nunca esquece. A frase me ocorreu ao assistir as cenas de pugilato entre os times do Fluminense e do Cerro Porteño no jogo da semana passada pela copa sulamericana de futebol. Afirmo que a garotada tricolor que foi ao estádio nunca mais esquecerá do furdunço no gramado.

Assisti ao jogo pela televisão e depois escutei as resenhas das mesas redondas. Ouvi dezenas de comentários sobre o absurdo que foi o arranca-rabo: Um péssimo exemplo, mancha o futebol, é uma mácula no jogo limpo e quejandos.

Não sei não, mas quando eu era moleque, e não havia essa frescura politicamente correta, a torcida adorava quando o pau quebrava entre os jogadores dos dois times. Era só começar o qüiproquó que as arquibancadas gritavam:

- Porrada! Porrada!

E digo mais, no tempo em que os jogadores saiam com mais freqüência na porrada dentro de campo eram raríssimas as brigas nas arquibancadas. Alguém há de concordar comigo: A violência nas arquibancadas cresceu na medida oposta ao afrescalhamento do jogo nas quatro linhas. Quem quiser que explique as razões e faça suas sociologias; eu só constato isso.

Jogo de futebol não é espetáculo de ópera ou coisa parecida. É drama, epopéia, catarse coletiva e o escambau. Arquibancada é o melhor divã do mundo. Eu, se fosse dar um conselho a algum psicanalista, diria com absoluta convicção:

- Queres conhecer o inconsciente do fulano de tal ? Observe o comportamento dele numa arquibancada. A arquibancada é o único espaço do mundo que não comporta mentiras - o sujeito mostra efetivamente o que é. E o psicanalista, que no campo de futebol provavelmente deve se sentir tão confortável quanto um judeu ortodoxo na Faixa de Gaza, há de zombar da irrefutável verdade.

Sou, por isso, a favor de uma campanha contra o fair play da dona FIFA. Acho que precisamos incentivar a volta do conflito generalizado em campo - melhor estratégia para acalmar as coisas na arquibancada. Um gol escandalosamente ilegal como o da França contra a Irlanda na última quarta feira é muito mais nocivo ao jogo e incitador de violência que o telecatch Montilla que Flu e Cerro protagonizaram no fim da peleja - que aos olhos da garotada, podem crer, pareceu mais um espetáculo de circo.

Fiz essas observações todas para, na verdade, confessar algo que só pretendia depois de morto, a uma médium de mesa branca durante sessão de psicografia: Nunca esqueci a sensação de euforia - e alegria genuína - que experimentei ao assistir a uma pancadaria entre os jogadores de Brasil e Uruguai em um jogo pela Taça do Atlântico, disputado no Maracanã em 1976.

Estava no maraca, eu e meus oito anos, com o avô e o pai. Ganhamos dos grigos de 2 X1 , mas não me lembro dos gols. Jamais me esqueci, porém, das cenas de pugilato envolvendo jogadores, comissões técnicas, imprensa, gândulas, funcionários da SUDERJ e o diabo.

No auge da confusão, o lateral uruguaio Ramirez - que já tinha caçado Zico em campo - saiu correndo feito touro bravo em direção a Rivelino, que em desabalada carreira deu um elástico sem a bola no gringo e acabou descendo de bunda a escadaria de acesso ao vestiário, num dos maiores tombos da história do futebol. Eu aplaudi com o mesmo vigor com que aplaudia as fanfarronices do palhaço Carequinha. Meu pai e meu avô imediatamente entraram no coro de porrada que a massa, afinadíssima, começou a entoar. E eu, delirante, também comecei a gritar porrada - feliz como pinto no lixo [apud Jamelão] .

A nossa dupla Jairo [goleiro] e Orlando Lelé [lateral direito] estava possuída - os dois devem ter batido mais em uruguaios do que todo o exército brasileiro na malfadada Guerra da Cisplatina. Jairo, aos meus olhos de menino, parecia o King Kong em fúria dando sopapos em aviões no alto do Empire State; virou meu herói imediato.

Um ano depois dessa quizumba, o Ramirez foi contratado pelo Flamengo. Muitíssimo bem recebido na Gávea, jogou ao lado do Zico, brincou com o Rivelino e deu a lição: A briga foi só dentro de campo - depois fica tudo em paz, como deve ser.

Ouso afirmar categoricamente o seguinte: Naquele noite, ao assistir a confusão generalizada que o escrete canarinho e a celeste olímpica protagonizaram no Mário Filho, me tornei uma criança absolutamente pacífica - naqueles gritos de porrada descarreguei oito anos de agressividade e meus avós e pais economizaram fortunas em psicólogos. Sou hoje um professor de história que não vê graça nenhuma em estudar ou falar de guerras e nunca saí no tapa com ninguém.

Descobri em um estádio de futebol, e nisso acredito até hoje, que só há dignidade e honra nas pancadarias travadas dentro das quatro linhas. Fora dali, vira coisa de otário ou bandido.

Assistam abaixo a um compacto do jogo, nas imagens inesquecíveis do Canal 100, e reparem o furdunço nos segundos finais. O mais bonito: O texto do Canal 100, ao contrário do discurso desses carolas de hoje que ficam achando que gramado é sacristia, diz apenas o seguinte: Brasil dois, Uruguai um; com mais uma briguinha, para manter a tradição!

Retirado do Blog do Simas

O mesmo assunto de sempre…

E-mail que recebi hoje de um torcedor do Sport, que não me permitiu identificação, portanto, nào o farei.

Mas, em relação ao conteúdo do e-mail, que é comum na minha caixa postal, responderei.

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Caro RicaPerrone,

Na condição de jornalista respeitável e conhecedor de futebol que é, tendo até como marca registrada a imparcialidade, não consigo entender porque você cita o Flamengo como pentacampeão e fala do título de 87 como se fosse legítimo.

Sou de Recife, conselheiro do Sport e conheço a história de perto. Talvez você seja um dos jornalistas do sudeste que a ignorem em troca de ibope, mas não acredito nisso por ser seu leitor há algum tempo.

Confiando no seu bom senso, espero que faça um post se retratando do equivoco que cometeu dizendo ser o Flamengo o legítimo campeão de 1987.


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Caro amigo,

Essa discussão é aquela que toda vez que alguém começa surge outro pra dizer: “Porra, de novo?!”.

Porque ela já deixou de ser uma discussão lógica e passou a ser uma discussão sustentada por paixão, não por razão. Até porque, por razão, outros tantos envolvidos sairiam manchados também, inclusive o meu time de coração, o São Paulo.

Mas, a verdade é a verdade. Não precisamos nos esquivar dela a troco de um rótulo da CBF ou da FIFA. São apenas entidades que oficializam papeis, mas não a emoção e a legitimidade de uma conquista.

Em 1987 os clubes brasileiros fizeram tudo aquilo que sonhamos até hoje que façam: Se uniram, mandaram a CBF passear, arrecadaram mais dinheiro e fizeram sua liga, igual fazem na Europa e em qualquer país de melhor nível profissional que o nosso.

Mas, para agradar esse ou aquele, a CBF resolveu se meter e assumiu o controle do que seria a segundona, módulo amarelo, como queiram. Inventaram um cruzamento dos campeões da série A com os da série B, o que não faz o menor sentido.

Dirão: Mas que absurdo os não rebaixados de 86 estarem na serie B!

Sim, tão absurdo quanto dezenas de campeonatos brasileiros que contaram com mudanças de formulas e não rebaixaram os times do ano anterior, ou quando mudavam de 4 pra 8 classificados faltando 10 rodadas, entre outros. Ou seja, o argumento é valido, mas anula a legitimidade de 70% dos campeonatos já disputados aqui.

Com um argumento: Era a criação de uma liga, e portanto não havia ligação com a última disputa de Brasileiro. Era por convite, e pra se iniciar um novo projeto, uma nova liga, convida quem pode, obedece quem tem juizo. Afinal, hipocrisia as favas, sem os 12 (mais Bahia) clubes que organizaram isso o futebol brasileiro não existe. Inclusive o Sport.

Se é bonito ou não, não sei. Mas a vida é assim. Quando algo começa, quem começou é quem dita as regras. E quem organizou aquilo tudo foram os 12 clubes (mais Bahia) capazes de bater de frente com a CBF. Como se amanhã a F-1 perder 3 equipes e fundarem uma nova categoria, a Ferrari vai ditar as regras e não a Force India, porque quem dá importancia pra aquele novo projeto é a Ferrari.

Enfim, vamos facilitar o basicão.

Se os clubes da série A (modulo verde) se recusaram a jogar com o da série B fizeram bem. Seria patético uma decisão de titulo entre duas divisões, sejam elas criadas pelo criterio que foram. Se o Sport e Guarani acharam tão absurdo assim, deviam ter feito o chororô antes de começar, não depois.

Os 13 clubes disseram que não jogariam com os times do modulo amarelo, portanto a decisão não foi do Flamengo ou do Inter, mas sim dos clubes que a enorme maioria do país torce. Eles optaram por isso e avisaram que não fariam jogo extra com ninguém. Diga-se de passagem, decisão maravilhosa a de bancar o que foi feito no começo e não mudar DURANTE o campeonato pra agradar dirigentes de clubes que votam na CBF. É exatamente aquilo que pede o torcedor e a mídia: Coerencia.

O Sport foi considerado campeão e muita gente argumenta dizendo que foi o legítimo, que não teve “asterisco”, etc.

Ok, mas então, algumas perguntas:

É mais correto dar o titulo ao vencedor da série A, que cumpriu o que os clubes parceiros decidiram, ou ao time que NÃO VENCEU A SERIE B?

Porque omitem a noticia de que o Sport nÃO VENCEU O GUARANI nos penaltis na final do módulo amarelo? Ficou 11×11, e acabou empatado.

Aí, a CBF ignorou o “acordo” dos dois clubes, absolutamente anti-ético e fora de qualquer regra do futebol, e o título foi pro Sport na decisão do quadrangular.

É legitimo?

Porque o Flamengo, pelo menos, venceu a decisão do seu modulo. E o Sport?

Sejamos razoaveis. Aquele campeonato foi um passo fantastico pro futebol brasilero crescer, mas a CBF e clubes menores não aceitaram, deu no que deu. Somado a isso a covardia de alguns grandes, que abriram as pernas por outros interesses e deixaram a CBF ser co-organizadora do torneio.

O Sport é um grande time, tem uma grande torcida e não precisa de um papel pra ser campeão brasileiro. Até porque, sabe que não é. Pois se o Flamengo é questionado por não ter encarado o campeão da série B naquele ano, o que dirá do time que não venceu a série B ser campeão brasileiro sem enfrentar nenhum dos 16 maiores clubes do país naquele ano?

Quem tem o caneco mais contestavel?

Acho que o não campeão da B, que não jogou contra nenhum time da A, que nem sequer venceu o seu módulo, poderia e deveria ser bem mais questionado do que o titulo daquele que cumpriu o acordo entre os clubes, que se recusou a fazer o que a CBF queria e que manteve o combinado.

Some isso ao lamentavel erro do meu SPFC em 2007, quando fez uma camisa “Penta Unico” e desmereceu um titulo de um rival pra vender camisa. Ignorou o que assinou, ignorou o campeonato que ajudou a criar, e passou por cima de um documento assinado pelo proprio Juvenal em 87, em nome do SPFC, dizendo que legitimava o Flamengo campeao de 87.

O que é verdade tem que ser dito. Eu reconheço que o meu clube fez algo bem feio e anti-ético, não tem problema.

MAs acho que tá na hora do torcedor do Sport e dos anti-rubro-negros espalhados por ai buscarem argumentos mais solidos e menos incoerentes.

Porque a coisa mais comum que existe nesse pais é contestar a CBF e pedir que os clubes controlem o futebol.

Quando fazem… não vale. E aí os mesmos que pedem por isso, enchem o peito e dizem: “O Sport foi o legitimo campeão”.

Desculpa irmao. Eu agradeço seu email e espero não passar por mal educado. Mas ao meu ver, se tem alguem que tem uma taça e não foi campeão em 87 é o Sport, que sequer bateu o Guarani na final do seu módulo.

Blog do Rica

sábado, 5 de dezembro de 2009

DELENDA DEZEMBRO

Dezembro é um mês chato pra burro. Tenho umas mil e duzentas razões para querer despachar o mês feito um ebó na encruza. Dezembro é urucubaca na veia. Faço uma breve lista:

1- Toda família que se preza tem pelo menos uma tia que, no auge da festa de Natal, cai em prantos, anuncia que morrerá em breve e estraga a ceia. A frase é um clássico: Eu quero dizer pra vocês que esse é meu último Natal; ano que vem eu não estou mais aqui ... No ano seguinte lá está ela, vivinha da silva, anunciando a morte próxima.

2- Já caí na besteira de ser apresentado aos familiares da namorada numa noite natalina. Durante a ceia meti na boca um pedaço de bacalhau cheio de espinhas. Imaginei três alternativas: Comer o bacalhau e morrer engasgado; simular uma queda de pressão, cair debaixo da mesa e cuspir o pedaço; pegar o guardanapo de linho finíssimo - que só é usado uma vez por ano -, cuspir candidamente o bacalhau e colocar o pedaço mastigado ao lado do prato. Escolhi a terceira opção, causei horror aos comensais e percebi que era melhor ter ido à Missa do Galo.

3- A primeira música de Natal que aprendi foi Boas Festas, do Assis Valente. Linda. É aquela do eu pensei que todo mundo fosse filho do Papai Noel. A conclusão é a de que ou o Papai Noel morreu ou a felicidade é um brinquedo que não tem. Animador, de qualquer modo.

4- Dezembro é o mês em que aqui no Rio de Janeiro um banco faz propaganda montando uma árvore de Natal iluminada no meio da Lagoa Rodrigo de Freitas. Motoristas românticos reduzem a velocidade dos carros e chegam a parar no meio da rua para ver o balde colorido de cabeça pra baixo flutuando. O trânsito entra em colapso, com efeitos sentidos até em Duque de Caxias. O jogo de luzes da tal árvore é parecido com o letreiro luminoso do Motel Palácio do Rei, na Tijuca.

5- O futebol para em Dezembro. Não há campeonatos no Brasil. As tardes de domingo sem uma partidinha pra justificar a cerveja são tão emocionantes quanto uma corrida de cágados sob efeito de Lexotan.

6- Os adultos realmente acham que as crianças gostam de tirar fotos com Papai Noel. Os moleques abrem o berreiro, os pais insistem, o Papai Noel tá doido pra enfiar a porrada no capeta mas tem que manter a pose para garantir os caraminguás da santa ceia. Dezembro é o mês em que acho, como diria o poetinha, Herodes natural.

7- Acabaram com a festa de Iemanjá que marcou durante décadas a virada do ano no Rio. As praias não tem mais terreiros na noite do dia 31. Periga o sujeito querer bater cabeça pra rainha do mar e acabar se deparando com um show do Lulu Santos com participação especial da bateria da Grande Rio e de algum dj moderninho e antenado com o cenário musical inglês. Eu quero de novo macumba na areia, com direito a Praianinha, charuto Índio, perfume de alfazema, leite de rosas pra mamãe sereia, cidra de macieira e barquinho comprado no Mercadão de Madureira.

8- Em dezembro os casais se sentem mais a vontade para trocar juras de amor em público; geralmente com vozes infantis de erês de umbanda. Dá vontade de chegar junto e cantar pra criança subir o andorinha que vôa, vôa, manda as crianças pro céu.

9 - Não dá pra ir com tranquilidade a restaurantes em dezembro. O perigo é encontrar uma festa de encerramento de ano do pessoal de alguma empresa ou repartição. Em meia hora os bêbados amadores - os bêbados de dezembro - chamam urubu de meu louro e começam a gritar. A funcionária padrão, que passou o ano todo tímida, solta a franga, enche a cara e ameaça fazer striptease pro chefe do almoxarifado. No ápice do fuzuê, alguém diz que vai começar o amigo oculto. Não satisfeitos com a troca de presentes em público, os participantes ficam - aos berros - dando palpites sobre quem fulaninho tirou.

10- Dezembro é o mês em que TODAS as lojas do mundo colocam o cd que a Simone gravou com músicas natalinas [que reputo como um dos piores momentos do cancioneiro popular mundial] . O destaque é Então é Natal , a versão em português de uma música do John Lennon mais desagradável que tratamento de canal no dentista e mais melosa que pudim de guaraná Jesus. Eu até hoje só cogitei dar cabo à vida comendo Neocid [ e pretendia revelar isso apenas depois de morto, a um médium de mesa branca] em dois momentos: Quando o Brasil perdeu o jogo para a Itália na Copa de 1982 e quando ouvi pela quinta vez seguida Então é Natal numa fila das Lojas Americanas. Vejam abaixo os que forem corajosos e concordem comigo: Janeiro já!

Escrito pelo Simas.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Marido carinhoso..

Uma noite, depois de quase 30 anos de casados, o casal está na cama quando a mulher sente que seu marido começa a acariciá-la como não fazia há muito tempo.

Ele começa no pescoço, desce pelo dorso até as nádegas; volta ao pescoço, ombros, seios e para na barriga; coloca a mão na parte interna do braço esquerdo, passa no seio, nas nádegas. Vai da perna esquerda até o pé, sobe pela parte interna da coxa e para bem em cima da perna. Faz a mesma coisa na perna direita e, de repente, vira as costas e não fala uma palavra.

A esposa, já “acesa”, lhe diz carinhosamente:

- Querido, estava maravilhoso, por que parou?

E ele, resmungando:

- JÁ ENCONTREI O CONTROLE REMOTO…

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

As rimas mais manjadas da música nacional

Só de bater o olho na lista já se percebe que a música romântica é quem manda.: das 3073 rimas pesquisadas, 87% falavam de amor. A campeã de popularidade é a dupla "assim/mim", por ser um par de palavras bastante comum, e também porque a canção de amor popular é quase sempre um diálogo entre o narrador e a pessoa amada - não por acaso, a palavra mais recorrente em toadas as combinações de rima é "você".

1- Assim/mim
58 ocorrências
"Se eu não te amasse tanto assim/ Talvez não visse flores dentro de mim"
Se eu não te amasse tanto assim, Ivete Sangalo

2- Coração/Paixão
38 ocorrências
"Me leva aonde quero ir/ Se quiser, também pode vir/ Escuta meu coração/ Que bate no compasso da zabumba da paixão."
Xote dos Milagres, Falamansa

3- Dizer/você
27 ocorrências
"Eu tenho tanto pra lhe falar/ Mas, com palavras, não sei dizer/ Como é grande o meu amor por você".
Como é Grande o Meu Amor por Você, Roberto Carlos.

4- Fim/mim
24 ocorrências
"Vou deixar o coração bater/ Na madrugada sem fim/ Deixar o sol se pôr/ Ajoelhada por mim"
Vou Deixar, Skank

5- Esquecer/você
22 ocorrências
"Deitei no banco da praça/ tentando te esquecer/Adormeci e sonhei com você"
Dormi na Praça, Bruno e Marrone

6- Coração/Solidão
18 ocorrências
"Tenho tanto pra dizer/ dentro do meu coração/ Eu não fiz por merecer tanta solidão"
Altas horas, Grupo Revelação

Top 10 habilidades que todo homem deve ter!

Algumas tarefas parecem estar associadas ao mundo masculino: são "habilidades de macho" que, desde crianças, os meninos são estimulados pela família a desenvolver.

1.Trocar pneu de carro
Obrigatório saber fazer isso rapidamente e sem sujar muito a roupa. Os dedos pretos impressionam as donzelas em perigo e te fazem o herói do momento, mas lembre-se que um bom trocador de pneus sabe onde colocar o macaco, que é melhor desparafusar antes de tirar a roda do chão e sabe ainda que o cara que inventou o estepe embutido fora do porta-malas não tinha mãe.

2.Dar nó de gravata
Seja um simples ou duplo, ou cruzado ou francês ou inglês, o verdadeiro cavalheiro dispensa a gravata com nó pronto, porque maneja a tira de pano com maestria, fazendo com que o acessório esteja sempre com as pontas sobre a fivela da calça - nunca a la Oliver Hardy (no meio do peito) ou como a famosa gravata Cordilheira dos Andes (aquela que vai até o Peru).

3.Fazer uma pipa/papagaio
Se você já foi criança, saberá pegar varetas de bambu, papel de seda, cola branca e linha e fazer uma bela pipa (ou papagaio) no estilo "maranhão", "arraia", "asa delta" ou "carambola". Para os mais competitivos, só a idéia de passar cerol na linha (proibido por ser perigoso) já faz com que seu instinto de caçador aflore para disputar os céus com outros aventureiros.

4.Usar uma furadeira
Ah, a arte de destruir uma parede para se colocar uma gravura! O poder de ter uma máquina destruidora na mão. A escolha das brocas, o barulho insuportável, o pó se espalhando, a bucha, o parafuso e pronto! Você testou e provou sua masculinidade em um momento único. Você é senhor do seu castelo. E nenhuma mulher pode lhe tirar isso.

5.Passar uma camisa
Isso é imprescindível. Pelo menos a camisa amarrotada você deve saber passar, especialmente se viaja muito a trabalho ou se mora sozinho. Se você tiver algum preconceito, imagine a tábua de passar como uma bancada de trabalho. Aí, comece pelo colarinho, depois os ombros, mangas (punhos primeiro), costas e frente, contornando os botões. E use spray de água fria para melhorar o serviço.

6.Trocar uma fralda
Essa é válida para casados, separados e aqueles solteiros que não querem perder a chance de impressionar a namorada que tem filhos. É fácil, indolor, divertido e, por favor, seja macho o bastante para não fazer careta quando vir o resultado da papinha de nenê com mamão no centro do tecido.

7.Engraxar sapatos
Sim, meu amigo, um bom sapato arrumado requer escovadas certeiras, pouca graxa, um pouquinho de água para o brilho e uma flanela limpa para lustrar. E lembre-se de ter uma escova para sapatos marrons e outra para pretos, porque, do contrário, o resultado pode ser catastrófico.

8.Encerar o carro
Assim como o pisante, um carro apresentável e brilhante impressiona a todos mesmo que seja um Fusca 1971 vermelho. O ideal é fazer isso na sombra com o carro limpo e seco. Passe a cera em movimentos circulares e use uma flanela limpa para dar o brilho. Não saia com o carro no mesmo dia, porque inevitavelmente vai chover.

9.Fazer baliza
Isso diferencia meninos de homens. Estacionar sem pegar o meio-fio ou encostar nos carros da frente e de trás mostram sua segurança e domínio sobre a máquina. E nas vagas de shopping centers evite parar torto. Sua mulher ou namorada pode até dizer que lhe perdoa, mas se sentirá aliviada em saber que não é só ela que faz essa besteira. E você não vai dar essa chance a ela, não é?

10.Saber programar um DVD
O vídeo já acabou faz tempo, mas nos dava aquela supremacia sobre as damas ao saber gravar o programa favorito sem se perder na programação. Agora, com os DVDs graváveis, podemos mais uma vez jogar na cara delas essa habilidade oculta e dar um jeito para impedir a sessão de replay da novela.

BÔNUS

11.Assistir mesa redonda de futebol
Não, você não precisa fazer isso, mesmo porque, segundo o sempre brilhante José Simão, os quatro bilhões de neurônios a mais que temos servem para conseguirmos prestar a atenção nas bobagens ditas pelos "especialistas" na pelota que povoam quase todos os canais de TV. Só para isso.

domingo, 29 de novembro de 2009

52 Fatos interessantes

1 – O atual logotipo da Shell foi criado em 1971 pelo artista Raymond Loewy. Esse cara também é responsável por criar o desenho da garrafa da Coca-Cola e o logo da Lucky Strike.

2 – A Ray-Ban criou os dois mais populares modelos de óculos do mundo: o Ray-Ban Aviator, seguido pelo Ray-Ban Wayfarer.

3 – Uma garrafa de Perrier chega a produzir 50 milhões de bolhas.

4 – Adolf Dassler começou uma fábrica de tênis com o irmão. Depois de décadas trabalhando juntos, os dois brigaram e cada um seguiu seu caminho. Adolf abriu uma nova empresa, a qual ele batizou usando seu apelido (adi) e as três primeiras letras de seu sobrenome (das), criando a Adidas. Já o irmão dele, Rudolf…

5 – ….abriu uma fábrica também. Pensou em batizar de Ruda, no mesmo esquema da empresa do irmão, unindo as duas primeiras letras de seu nome e sobrenome. No entanto, achou que a marca não soava bem e resolveu trocá-la por Puma.

6 – As fábricas japonesas destruíram a produção de motocicletas norte-americana. Com o Japão vendendo produtos mais baratos e confiáveis, em poucos anos já não havia uma fábrica americana sequer funcionando, exceto uma: a Harley-Davidson. A tática deles? Enquanto o Japão produzia “motinhas” econômicas e baratas, a Harley-Davidson optou por segmentar seus produtos, fabricando motos “de verdade”, com motores cromados e potentes, guidons inovadores e pinturas que encantavam os olhos dos consumidores.

7 – A Pepsi foi a primeira a vender seu refrigerante em garrafas de dois litros e a oferecer ao consumidor uma versão diet da bebida.

8 – A GlaxoSmithKline, proprietária do famoso Sonrisal, não sabe explicar a origem do nome da marca do antiácido. Depois de uma extensa pesquisa, com a ajuda dos internautas, o DM concluiu que o nome seria a mistura das palavras em espanhol sonrisa (sorriso) e sal. Uma óbvia combinação para expressar a idéia de que tomar o antiácido (sal de frutas) faria o consumidor voltar a sorrir, deixando a incômoda indigestão no passado.

9 – O nome da CVC vem das iniciais de um dos sócios fundadores da empresa, Carlos Vicente Cerchiari. No entanto, Cerchiari nunca viu a companhia fazer sucesso. Ele saiu da sociedade apenas dois anos depois, vendendo sua parte para o outro sócio.

10 – A Johnnie Walker sempre fabricou excelentes uísques, mas foi a propaganda que mostrou a marca ao mundo. A primeira ação foi diferenciar o produto. Já no lançamento do Black Label eles introduziram uma garrafa quadrada, a qual não levava um rótulo reto como os outros uísques, porém um rótulo colado com 24 graus de inclinação.

11 – A marca Maizena surgiu de maíz, palavra espanhola que significa milho e que por sua vez tem origem num idioma falado por indígenas do sul do México.

12 – O inventor do champanhe, o monge beneditino Pierre Perignon, o qual também inspirou o nome da marca Dom Perignon, foi na verdade contratado pelos vinicultores franceses para achar um modo de impedir que o vinho “estragasse” e virasse espumante. Ao contrário das expectativas, Perignon ignorou os pedidos e percebeu que a bebida tinha potencial.

13 – A Motorola fez fortuna vendendo aparelhos eletrônicos para automóveis. O mais conhecido deles deu nome à empresa. Era um rádio de carro, batizado com um nome que pretendia associar os conceitos de carro (motorcar, em inglês) e Victrola, uma marca de aparelhos de som muito famosa à época.

14 – A grande sacada dos irmãos Clemens e August Brenninkmeyer, fundadores da C&A, foi apostar numa mudança dos hábitos dos consumidores. Antigamente as lojas vendiam os tecidos inteiros aos clientes, como era tradição. Depois os panos eram levados a um alfaiate ou costureira. Os Brenninkmeyer acharam por bem mudar um pouco as coisas e resolveram vender roupas já prontas, quando a idéia de ter roupas com tamanhos padronizados ainda parecia absurda.

15 – O fundador do Hotmail investiu 300 mil dólares para criar o site, o primeiro a oferecer acesso a uma caixa de e-mails de qualquer computador. Dois anos mais tarde ele venderia sua criação por 400 milhões de dólares, pagos pela Microsoft de Bill Gates.

16 – A Xerox, além de inventar a fotocopiadora, foi responsável por criar o primeiro software com interface gráfica (com ícones e janelas) e o mouse. Infelizmente para eles, os diretores da empresa não acharam a idéia boa. Foi então que um cara chamado Steve Jobs entrou em cena…

17 – …Jobs comprou o software da Xerox e investiu em seu desenvolvimento. Pouco tempo depois ele lançaria o revolucionário Macintosh e seu software com interface gráfica chamado Mac OS. No entanto, o dono da Apple cometeria um erro grave. Entre os especialistas que o ajudaram o desenvolver o novo software estava um rapaz chamado William Gates…

18 – …Gates se integrou ao projeto e aprendeu tudo o que podia sobre a interface gráfica. Aprendeu tanto que no dia em que Jobs lançou oficialmente o Macintosh soube que a Microsoft já estava vendendo versões piratas do Mac OS no Japão, batizadas com o nome Windows.

19 – A General Motors foi a líder em vendas de veículos no mundo durante 77 anos, apesar da Ford ter inventado esse mercado. Seu diferencial era vender carros para segmentos específicos de clientes, enquanto a maior concorrente vendia veículos iguais.

20 – O Red Bull que tomamos é baseado numa bebida inventada na Tailândia, chamada de krating daeng (touro vermelho).

21 – A Minnesota Mining and Manufacturing Corporation, conhecida como 3M, é responsável pela invenção do Post-it e do Durex, entre outros. Estima-se que 25% da população mundial use pelo menos um de seus produtos por dia.

22 – O senhor José Balbino Siqueira fundou um banco para atender as necessidades de agricultores que atuavam nas proximidades do município de Pratápolis. Batizou seu empreendimento de Banco Itaú, em referência a uma antiga denominação dada pelos índios àquela região. Em tupi-guarani, a palavra itaú significa pedra preta. Os nativos deram esse nome à área por encontrarem ali muitas rochas de cor escura.

23 – A Ford não é apenas uma fábrica de carros. A marca será lembrada sempre por ter popularizado a linha de produção, processo de fabricação que mudou completamente o sistema capitalista.

24 – O Comandante Rolim, fundador da TAM, fez seu primeiro vôo solo tendo estudado apenas 9 horas.

25 – King C. Gillette inventou o barbeador seguro: não precisava amolar e não oferecia o perigo da navalha. A idéia era boa, no entanto os homens estavam acostumados a freqüentar a barbearia. Dotado de um senso comercial extraordinário, Gillette enviou gratuitamente um de seus aparelhos de barbear para cada soldado americano durante a I Guerra Mundial. Como King sabia, os militares precisam estar bem barbeados sempre e sua invenção poderia proporcionar isso de um modo mais rápido e eficaz. Depois de terminado o conflito, os soldados que voltavam tinham adquirido o hábito de barbear-se em casa, ao invés de irem ao barbeiro. A novidade logo se espalhou e o mercado da nova invenção cresceu de um modo surpreendente.

26 – A Colt colocou no mercado as primeiras armas com tambor, capazes de disparos consecutivos. Baratas, fáceis de usar e letais eram as armas Colt. Por isso que muitos dizem que Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.

27 – Jesus Norberto Gomes, criador do famoso Guaraná Jesus, era ateu.

28 – O nome do cigarro Marlboro é uma referência à rua na qual ficava a sede da empresa em Londres, a Great Marlborough Street.

29 – No início do século XX a empresa americana Converse criou um modelo de tênis destinado a jogadores de basquete. Para divulgar a marca, eles contrataram um jogador chamado Chuck Taylor para desenvolver o calçado e participar das propagandas. Nascia o Converse All Star Basketball Boots – Signed by designer Chuck Taylor. Conhecido aqui simplesmente como All Star, o tênis da Converse fez o maior sucesso nos EUA, tendo ficado famoso até no Japão…

30 – …Na terra do sol nascente, o All Star chamou a atenção do empresário Kihachiro Onitsuka. Num primeiro momento ele copiou descaradamente o modelo do tênis americano. Porém, o tempo foi passando e ele desenvolveu vários aspectos do projeto, especialmente o solado. Rapidamente ele já fazia calçados melhores que os da Converse, em geral voltados para a prática de esportes. Surgia a Anima Sana In Corpore Sano, mais conhecida pelas iniciais ASICS. Fazendo o movimento contrário, os tênis da ASICS passaram a ser exportados para os EUA…

31 – …Dois desses importadores eram Phil Knight e Bill Bowerman. Fascinados com a qualidade dos tênis da ASICS, eles venderam muito para o mercado americano. Depois de dez anos, decidiram que deveriam fabricar calçados também. Ao batizar a nova empreitada, eles escolheram o nome da deusa grega da vitória, Niké.

32 – Duas teorias explicam o nome da Pizza Hut. A primeira diz que os fundadores não tinham muita grana quando resolveram abrir a empresa. O jeito foi alugar uma loja mais em conta. Escolheram então um prédio esquisito e meio abandonado, em forma de cabana. Essa aparência serviu para compor a marca da empresa, que uniu o nome do principal produto (pizza) à palavra inglesa hut (cabana). Outra teoria afirma que o nome da marca Pizza Hut surgiu de um problema com o letreiro da loja. A pouca grana fez com que os dois irmãos só pudessem comprar um letreiro pequeno para a primeira pizzaria. Depois de escreverem a palavra “pizza”, só sobrou espaço para um nome com três letras. Daí entrou o termo hut, para dar a idéia de “cabana da pizza”.

33 – Existem 70 tipos diferentes de Fanta, muitas delas baseadas no gosto específico do consumidor local. A mais famosa é a de laranja. Porém ela muda de país para país, variando a porcentagem de suco natural diluído na bebida. No Brasil, onde mais se consome a de laranja, a quantidade de suco natural na bebida é a maior do mundo (10%). Em alguns países a concentração é de 2%.

34 – A morte de Jack Daniel, criador da marca Jack Daniel’s, teria sido assim. Certo dia ao chegar no escritório bem cedo, ele tentou abrir seu cofre, no entanto não lembrava da combinação. Puto da vida, Jack teria dado um belo chute no cofre e arrebentado o dedão do pé. O machucado virou uma ferida maior e ele teria morrido de infecção generalizada. Segundo o site da Jack Daniel’s, a lição que se tira dessa história é “não vá trabalhar cedo”.

35 – A Philips esteve envolvida diretamente nas invenções da fita K7, do CD e do DVD.

36 – O inventor da arma AK-47, Mikhail Timofeevich Kalashnikov, nunca ganhou um tostão pela invenção do rifle, apesar dos russos terem vendido cerca de 100 milhões de armas como essa.

37 – Ferruccio Lamborghini era um rico empresário, dono de uma fábrica de tratores. Adorava carros de corrida e os colecionava. Sua marca preferida era a conterrânea Ferrari, apesar de achar que o câmbio desses carros não eram lá essas coisas. Certo dia Ferruccio resolveu dizer isso diretamente a Enzo Ferrari. O dono da escuderia respondeu secamente: “senhor Lamborghini, não acho que alguém que fabrica tratores tenha autoridade para criticar meus carros”. Com raiva, Ferruccio prometeu fazer seus próprios carros. Surgia a Lamborghini.

38 – O logotipo da Bic foi criado pelo artista Raymond Savignac. O desenho, feito para atrair a atenção das crianças, é de um menino com uma esfera no lugar da cabeça e segurando uma caneta nas costas.

39 – O relógio da Omega modelo Speedmaster continua a ser o primeiro e único relógio a ter sido usado num corpo celeste além da Terra.

40 – De onde vem o termo Nokia? Na verdade esse é o nome de um pequeno mamífero que habitava a região na qual passa o rio, uma espécie de marta. O curso d’água acabou ganhando o mesmo nome, assim como a cidade que foi construída em suas margens. Então temos, por ordem, um bicho chamado Nokia, que deu a um rio o seu nome. O rio, por sua vez, batizou a cidade. A cidade batizou a empresa.

41 – Diz a lenda que o sistema de busca criado por Page e Brin, o Google, foi esnobado pela Yahoo, na época dona do maior buscador da internet.

42 – O logotipo da Ferrari tem uma origem inusitada. Em 1923, após ganhar uma corrida, Enzo Ferrari conheceu uma senhora. Ela era mãe de Francesco Baracca, um piloto italiano que tinha lutado na I Guerra Mundial. Muito bom de mira, Baracca era mestre em derrubar os aviões inimigos. Para dar sorte, ele costumava pintar um cavalo empinado num lado da aeronave. A mãe dele quis que Enzo compartilhasse dessa mesma sorte e pediu a ele para também pintar o cavalo em seu carro de corrida. Uma vez que Enzo também tinha lutado na I Guerra, ele aceitou o conselho da dona Baracca e pintou o cavalinho, desenho que mais tarde se tornaria o logotipo de sua empresa.

43 – O inventor do isqueiro Zippo era apaixonado por engenharia. Uma das coisas que mais o fascinava era o projeto do zíper. Ele gostava tanto que na hora de batizar sua própria criação se inspirou no termo zipper.

44 – E por que o sobrenome dos fundadores é Toyoda e da fábrica é Toyota? Mais um caso de termo mudado para que a pronúncia no exterior ficasse mais simples e fácil de lembrar.

45 – Cotonete é um termo inventado pela Johnson & Johnson. Ele une cotton (sem um dos t’s) ao sufixo ete (cotonete), muito usado no diminutivo de diversas palavras.

46 – Quando chegou ao Brasil, o Volkswagen ainda levava esse nome. Acontece que a palavra volkswagen não é fácil de falar na nossa língua. Então logo arranjaram um apelido para o carro, que passou a ser chamado de volks (folks, na pronúncia em alemão). Porém, caro leitor, a língua e dinâmica e bem sabem os lingüistas que ela busca a facilidade. Por isso logo o volks foi aportuguesado, transformando-se em fusca.

47 – Em 1955, ao encontrar dificuldades para escoar sua produção para São Paulo, a Sadia arrendou um avião para levar os produtos para lá. O transporte ajudou muito a companhia, mas também chamou a atenção do consumidor comum, interessando em comprar passagens de avião. Vendo aí uma boa oportunidade, a diretoria criou a Sadia S.A. Transportes Aéreos. Inicialmente levando passageiros de municípios catarinenses para a capital paulista, a companhia cresceu e logo ganhou mercado em outras regiões. Na década de 70 já era uma das maiores linhas aéreas do país. Nessa altura os donos resolveram desvincular a palavra Sadia (alimentos) e criar uma nova marca para a companhia aérea. Surgia assim a tão conhecida Transbrasil, que infelizmente veio a falir em 2001.

48 – A palavra sucrilho é uma mistura entre o termos sugar (açúcar), crisp (crocante) e milho. Só é usada no Brasil. Nos países da América que falam espanhol Sucrilhos se chama Zucaritas. O nome do tigre é Toño.

49 – A marca Blue Tree é a tradução para o inglês do sobrenome da fundadora da empresa, Chieko Aoki.

50 – Em 1905 a Faber-Castell lançou o lápis Castell 9000. Esse produto praticamente criou todos os padrões de material, tamanho e maneira de produção dos lápis fabricados dali para frente.

51 – O logotipo da Batavo, empresa fundada por imigrantes holandeses, é composto pela figura de uma garota de tranças e chapéu, caracterização adotada pelas holandesas do início do século XX durante festas rurais.

52 – Pemberton vendeu os direitos de comercialização da Coca-Cola cinco anos depois de criar a bebida. Quem comprou foi um empresário chamado Asa Griggs Candler. Muita gente diz que Pemberton fez besteira ao vender a fórmula. No entanto, quem entende do assunto, sabe que o sucesso não vem do sabor da bebida em si, mas sim do marketing. Por isso Candler é considerado o grande gênio por trás da Coca-Cola. Foram suas táticas agressivas de propaganda popularizaram a marca. Mesmo assim, Candler não era infalível. Até 1894 a Coca-Cola era vendida somente em copos abertos de 237 mililitros, diretamente em pontos comerciais. Nesse mesmo ano um comerciante chamado Joseph Biedenharn propôs a Candler vender a bebida em garrafas. Candler achou que não faria sucesso e, cinco anos depois, vendeu os direitos de engarrafamento por apenas um dólar.