A teoria literária já determinou que o único componente fundamental de uma narrativa é o conflito.
O esqueleto fundamental ao redor do qual cresce a carne de todas as histórias é o mesmo: (1) no primeiro momento, está tudo bem; (2) no segundo, surge um conflito; (3) no terceiro momento, o conflito é resolvido ou não.
Nesse intervalo cabem todas as histórias da Terra, contadas ou não, das tragédias gregas à novela mais recente da televisão.
O conflito é uma tensão que surge na história para apertar a vida do protagonista. Romeu e Julieta se amavam, mas suas famílias se odiavam. Indiana Jones queria paz, mas os nazistas estavam querendo colocar suas mãos na Arca Perdida. Jack e Rose estavam dispostos a investir tudo no seu amor, mas no meio do caminho tinha um iceberg. Frodo era um hobbit pacato, mas em seu caminho havia um Anel.
O conflito não apenas faz a história avançar: ele é a sua razão de ser. O conflito é o sopro de vida da narrativa – para a história, o conflito é uma graça paradoxal.
Sem conflito não haveria história.
Indiretamente da fonte, Bacia das Almas
domingo, 23 de setembro de 2007
VERDADE: revelar ou não?!
"Acredito que cada um deva saber o quanto custa ignorar a verdade, seja ela sobre nós, ou seja ela sobre qualquer outra pessoa. Isso é um preço muito caro que teríamos de pagar.
Talvez eu não seja a pessoa certa para comentar a respeito, mesmo porque tenho minha opinião a respeito. Sou do tipo que prefere sempre revelar a verdade (em toda sua essência) mesmo acreditando que, em algumas vezes, o silêncio talvez seria uma decisão mais sensata.
São raras as vezes que me omito, e quando isto acontece, não é por uma questão de comprometimento. Minha decisão está fundamentada nos 3 estágios por onde a verdade costuma passar.
No primeiro, ela é ridicularizada, principalmente por aqueles que não conseguem aceitá-la em toda a sua essência. No segundo, ela sofre com a oposição, que muitas vezes vem de uma forma violenta. No terceiro, ela é, de fato, aceita e, a partir daí, passa a ser clara e evidente.
O sofrimento e a disputa nos dois primeiros estágios são imensuráveis. Através deles, podemos entender a opção daqueles que preferem não revelar nada, até porque, nem todas as verdades são para todos os ouvidos, e no meio de muitas disputas, ela pode até se perder de vez.
A verdade sempre existiu e ela só vem à tona, quando uma determinada mentira é inventada. Lembro-me de uma frase de Mahatma Gandhi; que dizia mais ou menos assim: “A verdade é dura como o diamante e delicada como a flor do pessegueiro”.
Sim, enquanto a verdade é dura como o diamante, é a mentira fraca quanto um fio da mais fina linha. Enquanto ela é delicada como a flor do pessegueiro, a ausência dela é tão complicada quanto o mais complexo teorema.
Aqueles que vivem na mentira, passam pela vida, sempre angustiados, enquanto que aqueles que se convencem que amam a verdade, despertam para a possibilidade de viverem livres.
Ninguém precisa sair por ai à procura da verdade; ela está e sempre esteve ao nosso lado. Basta cada um acatar aquele terceiro estágio e aceitá-la como uma fonte de riquezas, de caráter, responsabilidades e nobreza.
Temos que expor a verdade para produzirmos nossos principais tesouros, mas não podemos nos esquecer que é necessário saber revelá-la, para que ela não se transforme numa enorme mentira."
Tiago Illan
Talvez eu não seja a pessoa certa para comentar a respeito, mesmo porque tenho minha opinião a respeito. Sou do tipo que prefere sempre revelar a verdade (em toda sua essência) mesmo acreditando que, em algumas vezes, o silêncio talvez seria uma decisão mais sensata.
São raras as vezes que me omito, e quando isto acontece, não é por uma questão de comprometimento. Minha decisão está fundamentada nos 3 estágios por onde a verdade costuma passar.
No primeiro, ela é ridicularizada, principalmente por aqueles que não conseguem aceitá-la em toda a sua essência. No segundo, ela sofre com a oposição, que muitas vezes vem de uma forma violenta. No terceiro, ela é, de fato, aceita e, a partir daí, passa a ser clara e evidente.
O sofrimento e a disputa nos dois primeiros estágios são imensuráveis. Através deles, podemos entender a opção daqueles que preferem não revelar nada, até porque, nem todas as verdades são para todos os ouvidos, e no meio de muitas disputas, ela pode até se perder de vez.
A verdade sempre existiu e ela só vem à tona, quando uma determinada mentira é inventada. Lembro-me de uma frase de Mahatma Gandhi; que dizia mais ou menos assim: “A verdade é dura como o diamante e delicada como a flor do pessegueiro”.
Sim, enquanto a verdade é dura como o diamante, é a mentira fraca quanto um fio da mais fina linha. Enquanto ela é delicada como a flor do pessegueiro, a ausência dela é tão complicada quanto o mais complexo teorema.
Aqueles que vivem na mentira, passam pela vida, sempre angustiados, enquanto que aqueles que se convencem que amam a verdade, despertam para a possibilidade de viverem livres.
Ninguém precisa sair por ai à procura da verdade; ela está e sempre esteve ao nosso lado. Basta cada um acatar aquele terceiro estágio e aceitá-la como uma fonte de riquezas, de caráter, responsabilidades e nobreza.
Temos que expor a verdade para produzirmos nossos principais tesouros, mas não podemos nos esquecer que é necessário saber revelá-la, para que ela não se transforme numa enorme mentira."
Tiago Illan
sábado, 22 de setembro de 2007
As 3 peneiras
Um rapaz procurou Sócrates e lhe disse que precisava contar algo.
Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou ?
O que você vai me contar já passou pelas 3 peneiras ?
Três peneiras ???
Sim. A primeira peneira é a Verdade. O que você quer contar dos
outros é um fato ? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer
pôr aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade. Deve então
passar pela segunda peneira: A Bondade. O que você vai contar
é coisa boa ? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do
próximo ? Se o que você contar é verdade, é coisa boa, deverá
passar ainda pela terceira peneira: Necessidade. Convém contar ?
Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade ? Pode melhorar
o planeta ?
E arremata Sócrates: Se passar pelas 3 peneiras conte ! Tanto eu,
você, seu irmão irão se beneficiar. Em caso contrário, esqueça e
enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o
ambiente e levar discórdia entre irmãos, colegas do planeta.
Moral: Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer
comentário infeliz.
Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou ?
O que você vai me contar já passou pelas 3 peneiras ?
Três peneiras ???
Sim. A primeira peneira é a Verdade. O que você quer contar dos
outros é um fato ? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer
pôr aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade. Deve então
passar pela segunda peneira: A Bondade. O que você vai contar
é coisa boa ? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do
próximo ? Se o que você contar é verdade, é coisa boa, deverá
passar ainda pela terceira peneira: Necessidade. Convém contar ?
Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade ? Pode melhorar
o planeta ?
E arremata Sócrates: Se passar pelas 3 peneiras conte ! Tanto eu,
você, seu irmão irão se beneficiar. Em caso contrário, esqueça e
enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o
ambiente e levar discórdia entre irmãos, colegas do planeta.
Moral: Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer
comentário infeliz.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Quase
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom Dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Mais uma do Tiago Illan
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom Dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Mais uma do Tiago Illan
domingo, 19 de agosto de 2007
A Vida e a Morte | Equilíbrio
"Você sabe por quê o mar é tão grande?! Tão imenso?! Tão poderoso?!
É porque eles tiveram a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro (centímetros acima de todos os rios), não seria mar, mas sim uma ilha. Toda sua água iria para os outros e estaria isolado. A perda faz parte. A queda faz parte. A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente. Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer. Impossível ganhar sem saber perder. Impossível andar sem saber cair. Impossível acertar sem saber errar. Impossível viver sem saber morrer. Se você assimilar a perder, a cair, a errar, ninguém mais vai controlar você. O máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder, mas isso você já sabe...
Desejável você receber com a mesma naturalidade, o ganho e a perda... o acerto e o erro... o triunfo e a queda... a vida e a morte.
... escrito entremeio conversa com minha amiga Carol, adoro!!"
Fonte: Outra do blog do Tiago.
É porque eles tiveram a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro (centímetros acima de todos os rios), não seria mar, mas sim uma ilha. Toda sua água iria para os outros e estaria isolado. A perda faz parte. A queda faz parte. A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente. Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer. Impossível ganhar sem saber perder. Impossível andar sem saber cair. Impossível acertar sem saber errar. Impossível viver sem saber morrer. Se você assimilar a perder, a cair, a errar, ninguém mais vai controlar você. O máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder, mas isso você já sabe...
Desejável você receber com a mesma naturalidade, o ganho e a perda... o acerto e o erro... o triunfo e a queda... a vida e a morte.
... escrito entremeio conversa com minha amiga Carol, adoro!!"
Fonte: Outra do blog do Tiago.
No dia que eu morrer..
No dia que eu morrer, não quero tristezas. Também não quero que ninguém chore por mim, por favor, deixem as lamentações de lado e façam uma festa!!
Sim, uma festa... isso transparece alegria!! Quando eu morrer quero alegria, afinal, todas as pessoas que estarão presentes em meu enterro foram pessoas, em pelo algum momento da minha vida, pessoas importantes para mim. Quero que estas fiquem felizes por terem me conhecido, porque pode ter certeza, eu estarei muito feliz por ter conhecido vocês!!
Outra coisa... nada de roupas todas pretas... usem roupas mais felizes, repleta de desenhos, coloridas, porque saiba que é exatamente dessa forma que eu gostaria de ver vocês!!
Peço que junto comigo se vá algo que guardaram de mim, sei lá, fotos, textos, bilhetinhos, mensagens no celular, escritos neste blog ou qualquer outra lembrancinha minha...
Olha, podem ter certeza que quando a morte bater à minha porta, quero que saibam que isso foi porque eu já passei por tudo que devia na vida, mas que ainda existirei no coração de algumas pessoas...
Simplesmente aproveite sua vida!! Aprenda a USAR as coisas e a AMAR as pessoas, e nunca AMAR as coisas nem USAR AS PESSOAS... você é livre para amar, para correr atrás de seu sonho, mas não esqueça de quem está ao seu lado. Sabe, a vida é bela, só depende de cada um saber aproveitá-la da melhor forma possivel, amando, respeitando, sendo livre para pensar, sonhar e agir.
Sabe... eu sentirei saudades, apesar de estar feliz... e é assim que quero ver vocês quando eu morrer.
Fonte: Blog do Tiago Souza, meu camarada.
Sim, uma festa... isso transparece alegria!! Quando eu morrer quero alegria, afinal, todas as pessoas que estarão presentes em meu enterro foram pessoas, em pelo algum momento da minha vida, pessoas importantes para mim. Quero que estas fiquem felizes por terem me conhecido, porque pode ter certeza, eu estarei muito feliz por ter conhecido vocês!!
Outra coisa... nada de roupas todas pretas... usem roupas mais felizes, repleta de desenhos, coloridas, porque saiba que é exatamente dessa forma que eu gostaria de ver vocês!!
Peço que junto comigo se vá algo que guardaram de mim, sei lá, fotos, textos, bilhetinhos, mensagens no celular, escritos neste blog ou qualquer outra lembrancinha minha...
Olha, podem ter certeza que quando a morte bater à minha porta, quero que saibam que isso foi porque eu já passei por tudo que devia na vida, mas que ainda existirei no coração de algumas pessoas...
Simplesmente aproveite sua vida!! Aprenda a USAR as coisas e a AMAR as pessoas, e nunca AMAR as coisas nem USAR AS PESSOAS... você é livre para amar, para correr atrás de seu sonho, mas não esqueça de quem está ao seu lado. Sabe, a vida é bela, só depende de cada um saber aproveitá-la da melhor forma possivel, amando, respeitando, sendo livre para pensar, sonhar e agir.
Sabe... eu sentirei saudades, apesar de estar feliz... e é assim que quero ver vocês quando eu morrer.
Fonte: Blog do Tiago Souza, meu camarada.
As mulheres resistem a 1 cantada de 100 homens, mas não 100 cantadas de 1 homem só
As mulheres resistem a 1 cantada de 100 homens, mas não 100 cantadas de 1 homem só.
- Oi.
- Oi.
- Eu estava te olhando de longe... Você vem sempre aqui?
- Só quando eu estou com vontade de fazer xixi. Quem te deixou entrar no banheiro das mulheres?
- Entrei escondido... Queria falar com você.
- Não podia esperar eu terminar primeiro?
- É que eu sou muito ansioso... Não é sempre que se encontra a mulher da nossa vida numa festa de formatura.
- Mulher da vida de quem?
- Da minha vida.
- Que espécie de maluco é você?
- O homem da sua vida!
- Como é que é?
- Sou o cara que nasceu pra casar e ter filhos com você.
- Essa é a sua melhor cantada?
- É sério...vamos conversar.
- Quer fazer o favor de fechar essa porta? Eu ainda não terminei.
- Desculpe. Um homem sabe quando avistou a mulher ideal. Geralmente ela é bonita, sexy, tem gostos refinados e inteligência suficiente para ignorar suas gracinhas. É fina, detesta vulgaridades.
- Me deixa vomitar em paz?
- Achei que você só estivesse apertada.
- O que eu faço no banheiro não é da sua conta.......
- Eu me importo com você.
- Socorro, tem um homem aqui dentro.
- Psiuuuuu, não grita, eu só quero saber seu nome.
- Eu tô bêbada demais pra saber meu nome.
- Também estou um pouco tonto, confesso.Viu como a gente combina?
- Sai daqui e fecha essa porta antes que eu te jogue esse balde de lixo na cabeça.
- Algumas pessoas passam a vida toda procurando por um amor perfeito. Alguém que te complete e ajude no que for preciso, faça companhia em todos os momentos.
- Cara, como você é chato.
- Melhorou?
- Não acredito que você me assistiu fazendo aquilo.
- Foi a coisa mais linda que eu já vi.
- Acorda, seu idiota. Eu botei um pão de batata pra fora.
- Eu também adoro pão de batata com tequila.
- Espirrou em você, seu porco.
- Eu não ligo. Seu vômito é o meu vômito.
- O que eu fiz pra merecer um maluco desses atrás de mim?
- Tem coisas que só o destino pode explicar.
- De que planeta você veio? Larga do meu pé, chulé.
- Só você não percebeu que isso tudo não foi por acaso.
- Você me seguiu, eu pedi ajuda, ninguém te tirou do banheiro, eu te dei um banho de bolo de chocolate e cerveja.
- Nosso primeiro encontro...
- Nada disso é um encontro. Sai da minha frente.
- Não posso abandonar a mulher da minha vida.
- Que papo é esse? Deixa-me ver o que colocaram no seu whisky?
- É sério, nunca ouviu falar nisso?
- Whisky com bolinha alucinógena? É claro que sim. Nunca aceite o copo de um estranho.
- Nós somos o casal ideal. Nascemos um pro outro. Sabe quais são as chances disso acontecer numa festa de formatura? Uma em cada 150 milhões.
- Bem menores do que as chances de eu te dar uma porrada.
- Você não faria isso com seu futuro marido.
- Vamos do começo... Um: eu já tenho namorado. Dois: você não faz meu tipo. Três: isso não é uma festa de formatura. É a festa de 15 anos da Maria de Fátima. O segredo da relação perfeita está na identificação de sua alma-gêmea. Geralmente ela é loira, alta e tem um piercing no nariz. Pode também não ser nada disso. Não importa. O grande lance é perceber se essa alma combina com a sua, tem gostos iguais, beijo bom e, de preferência, um cabelo sem gel.
- Quer apostar que nós nascemos um pro outro?
- Ridículo... vou ficar com peso na consciência.
- Por que não tenta? Fala uma cor.
- Preto.
- A ausência de todas as cores... A minha preferida também.
- Que bobagem.
- Um filme.
- "101 Dálmatas".
- O mesmo que o meu... Quer prova mais definitiva?
- Eu nunca vi esse filme na minha vida.
- Roubar não vale.
- Que papinho mais furado... Se toca, eu não fui com a sua cara.
- Última chance. Fala uma música.
- Ai que saco... Qualquer uma do Daniel.
- Daniel? Tem certeza?
- Absoluta.
- Então você tem razão... minha mulher ideal não gosta de música sertaneja.
- É mesmo? E que som ela curte?
- Rock, alguma coisa de Jazz... dependendo do dia,MPB.
- O que tem de errado com Leandro e Leonardo, KLB, é o Tchan?
- Nada, só não é mulher pra mim. De qualquer forma, foi um prazer. Todo mundo erra. Quem nunca pensou ter encontrado o grande amor e depois descobriu que ele roncava, tinha caspa e não era muito chegado a banho no inverno? Se fosse fácil não teria graça. O importante é não desanimar, e, se não foi dessa vez, artir pra outra. Tente declamar seu poema predileto em praça pública e espere alguém completá-lo. Se ninguém se manifestar, saia correndo. Podem ter chamado a polícia.
- Espera.
- O que foi?
- Eu também gosto de MPB. Minha mãe ouve Chico Buarque o dia inteiro.Tecnicamente, se eu estou em casa, também ouço.
- Não sei.... Acho que foi um engano.
- Como você pode saber?
- Olhando bem... você é mais alta do que eu imaginava. A mulher da minha vida tem 1, 60 de altura.Foi um prazer.
- Espera, eu estou de salto. Olha só... fiquei mais baixa.
- Você não tem nada a ver comigo.
- Tenho sim.
- Que interesse repentino pela minha pessoa... Até um minuto atrás você queria que eu fosse embora.
- Também não sei o que me deu.
- Você tomou do meu whisky, foi isso?
- Não... quer dizer, não lembro.
- Cadê seu namorado?
- Está na minha frente, com uma coisa esquisita na camisa...
- Que nojo... o que mais você comeu, hein?
- Miojo, antes de sair de casa.
- Eu não posso ser seu namorado, você já tem um.
- Eu menti.
- Só pra me dar o fora? Conseguiu. Tchau.
- Volta aqui, meu amor. Pega uma vodka pra mim.
- Sai de perto de mim, sua louca.
- Só saio daqui casada.
- Socorro.
- Achei o homem da minha vida !!!"
- Oi.
- Oi.
- Eu estava te olhando de longe... Você vem sempre aqui?
- Só quando eu estou com vontade de fazer xixi. Quem te deixou entrar no banheiro das mulheres?
- Entrei escondido... Queria falar com você.
- Não podia esperar eu terminar primeiro?
- É que eu sou muito ansioso... Não é sempre que se encontra a mulher da nossa vida numa festa de formatura.
- Mulher da vida de quem?
- Da minha vida.
- Que espécie de maluco é você?
- O homem da sua vida!
- Como é que é?
- Sou o cara que nasceu pra casar e ter filhos com você.
- Essa é a sua melhor cantada?
- É sério...vamos conversar.
- Quer fazer o favor de fechar essa porta? Eu ainda não terminei.
- Desculpe. Um homem sabe quando avistou a mulher ideal. Geralmente ela é bonita, sexy, tem gostos refinados e inteligência suficiente para ignorar suas gracinhas. É fina, detesta vulgaridades.
- Me deixa vomitar em paz?
- Achei que você só estivesse apertada.
- O que eu faço no banheiro não é da sua conta.......
- Eu me importo com você.
- Socorro, tem um homem aqui dentro.
- Psiuuuuu, não grita, eu só quero saber seu nome.
- Eu tô bêbada demais pra saber meu nome.
- Também estou um pouco tonto, confesso.Viu como a gente combina?
- Sai daqui e fecha essa porta antes que eu te jogue esse balde de lixo na cabeça.
- Algumas pessoas passam a vida toda procurando por um amor perfeito. Alguém que te complete e ajude no que for preciso, faça companhia em todos os momentos.
- Cara, como você é chato.
- Melhorou?
- Não acredito que você me assistiu fazendo aquilo.
- Foi a coisa mais linda que eu já vi.
- Acorda, seu idiota. Eu botei um pão de batata pra fora.
- Eu também adoro pão de batata com tequila.
- Espirrou em você, seu porco.
- Eu não ligo. Seu vômito é o meu vômito.
- O que eu fiz pra merecer um maluco desses atrás de mim?
- Tem coisas que só o destino pode explicar.
- De que planeta você veio? Larga do meu pé, chulé.
- Só você não percebeu que isso tudo não foi por acaso.
- Você me seguiu, eu pedi ajuda, ninguém te tirou do banheiro, eu te dei um banho de bolo de chocolate e cerveja.
- Nosso primeiro encontro...
- Nada disso é um encontro. Sai da minha frente.
- Não posso abandonar a mulher da minha vida.
- Que papo é esse? Deixa-me ver o que colocaram no seu whisky?
- É sério, nunca ouviu falar nisso?
- Whisky com bolinha alucinógena? É claro que sim. Nunca aceite o copo de um estranho.
- Nós somos o casal ideal. Nascemos um pro outro. Sabe quais são as chances disso acontecer numa festa de formatura? Uma em cada 150 milhões.
- Bem menores do que as chances de eu te dar uma porrada.
- Você não faria isso com seu futuro marido.
- Vamos do começo... Um: eu já tenho namorado. Dois: você não faz meu tipo. Três: isso não é uma festa de formatura. É a festa de 15 anos da Maria de Fátima. O segredo da relação perfeita está na identificação de sua alma-gêmea. Geralmente ela é loira, alta e tem um piercing no nariz. Pode também não ser nada disso. Não importa. O grande lance é perceber se essa alma combina com a sua, tem gostos iguais, beijo bom e, de preferência, um cabelo sem gel.
- Quer apostar que nós nascemos um pro outro?
- Ridículo... vou ficar com peso na consciência.
- Por que não tenta? Fala uma cor.
- Preto.
- A ausência de todas as cores... A minha preferida também.
- Que bobagem.
- Um filme.
- "101 Dálmatas".
- O mesmo que o meu... Quer prova mais definitiva?
- Eu nunca vi esse filme na minha vida.
- Roubar não vale.
- Que papinho mais furado... Se toca, eu não fui com a sua cara.
- Última chance. Fala uma música.
- Ai que saco... Qualquer uma do Daniel.
- Daniel? Tem certeza?
- Absoluta.
- Então você tem razão... minha mulher ideal não gosta de música sertaneja.
- É mesmo? E que som ela curte?
- Rock, alguma coisa de Jazz... dependendo do dia,MPB.
- O que tem de errado com Leandro e Leonardo, KLB, é o Tchan?
- Nada, só não é mulher pra mim. De qualquer forma, foi um prazer. Todo mundo erra. Quem nunca pensou ter encontrado o grande amor e depois descobriu que ele roncava, tinha caspa e não era muito chegado a banho no inverno? Se fosse fácil não teria graça. O importante é não desanimar, e, se não foi dessa vez, artir pra outra. Tente declamar seu poema predileto em praça pública e espere alguém completá-lo. Se ninguém se manifestar, saia correndo. Podem ter chamado a polícia.
- Espera.
- O que foi?
- Eu também gosto de MPB. Minha mãe ouve Chico Buarque o dia inteiro.Tecnicamente, se eu estou em casa, também ouço.
- Não sei.... Acho que foi um engano.
- Como você pode saber?
- Olhando bem... você é mais alta do que eu imaginava. A mulher da minha vida tem 1, 60 de altura.Foi um prazer.
- Espera, eu estou de salto. Olha só... fiquei mais baixa.
- Você não tem nada a ver comigo.
- Tenho sim.
- Que interesse repentino pela minha pessoa... Até um minuto atrás você queria que eu fosse embora.
- Também não sei o que me deu.
- Você tomou do meu whisky, foi isso?
- Não... quer dizer, não lembro.
- Cadê seu namorado?
- Está na minha frente, com uma coisa esquisita na camisa...
- Que nojo... o que mais você comeu, hein?
- Miojo, antes de sair de casa.
- Eu não posso ser seu namorado, você já tem um.
- Eu menti.
- Só pra me dar o fora? Conseguiu. Tchau.
- Volta aqui, meu amor. Pega uma vodka pra mim.
- Sai de perto de mim, sua louca.
- Só saio daqui casada.
- Socorro.
- Achei o homem da minha vida !!!"
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Eu gosto tanto de vc...
Acho que não precisa de muitas explicacoes.
;]
Apenas Mais Uma De Amor Lulu Santos
-Lulu Santos -
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito
Isso de ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
;]
Apenas Mais Uma De Amor Lulu Santos
-Lulu Santos -
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito
Isso de ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
domingo, 29 de julho de 2007
Luis Fernando Veríssimo (crônica)
Uma surpresa para Daphne
Daphne mal podia acreditar nos seus ouvidos. Ou no seu ouvido esquerdo, pois era neste que chegava a voz de Peter Vest-Pocket, através do fone.
- Daphne, você está aí? Sou eu, Peter.
Quando finalmente conseguiu se refazer da surpresa, a pequena e vivaz Daphne - era assim que a legenda da sua foto como debutante no "Tattler" a descrevera, anos atrás - esforçou-se para controlar a voz.
- Você quer dizer o sujo, tratante, traidor, nojento, desprovido de qualquer decência ou caráter, estúpido e desprezível Peter Vest-Pocket?
- Esse mesmo. É bom saber que você ainda me ama.-
Seu, seu...
- Tente porco.
- Porco!
- Foi por isso que eu deixei você, Daphne. Você sempre faz o que eu mando. Era como viver com um perdigueiro. Agora acalme-se.
- Porco imundo!
- Está bem. Agora acalme-se. Pergunte por que é que eu estou telefonando pra você depois de dois anos.
- Não me interessa. E foram dois anos, duas semanas e três dias.
- Eu preciso de você, Daphne.
- Peter...
- Preciso mesmo.
Eu sei que fui um calhorda, mas não sou orgulhoso.
Peço perdão.
- Oh! Peter. Não brinque comigo...
- Daphne, você se lembra daquela semana em Taormina?
- Se me lembro.
- Do jasmineiro no pátio do hotel? Das azeitonas com vinho branco à tardinha no café da praça?
- Peter, eu estou começando a chorar.
- E daquela vez em que fomos nadar nus, ao luar, e veio um guarda muito sério pedir nossos documentos, e depois os três começamos a rir e o guarda acabou tirando a roupa também?
- Não. Isso eu não me lembro.
- Bom. Deve ter sido em outra ocasião. E a pensão em Rapallo, Daphne.
- A pensão! O velho do acordeão que só tocava "Torna a Sorriento" e "Tea for Two".
- E a festa de aniversário em que nós entramos por engano e eu acabei fazendo a minha imitação do Maurice Chevalier com laringite.
- Ah, Peter...
- Lembra o pimentão recheado da "signora" Lumbago, na pensão?
- Posso sentir o gosto agora.
- Qual era mesmo o ingrediente secreto que ela usava, e que só nos revelou depois que nós ameaçamos contar para o seu marido do caso dela com o garçom?
- Era... Deixa ver. Era manjericão.
- Você tem certeza?
- Tenho. Ah, Peter, Peter... Não consigo ficar braba com você.
- Ótimo Daphne. Precisamos nos ver. Tchau.
- Tchau?! TCHAU?! Você disse que precisava de mim, Peter!
- Precisava. Eu estou fazendo aquele pimentão recheado para uma amiga e não me lembrava do ingrediente secreto. Você me ajudou muito, Daphne, e...
- Seu animal! Seu jumento insensível! Seu filho...
- Daphne, eu já pedi desculpas. Você quer que eu me humilhe?
Daphne mal podia acreditar nos seus ouvidos. Ou no seu ouvido esquerdo, pois era neste que chegava a voz de Peter Vest-Pocket, através do fone.
- Daphne, você está aí? Sou eu, Peter.
Quando finalmente conseguiu se refazer da surpresa, a pequena e vivaz Daphne - era assim que a legenda da sua foto como debutante no "Tattler" a descrevera, anos atrás - esforçou-se para controlar a voz.
- Você quer dizer o sujo, tratante, traidor, nojento, desprovido de qualquer decência ou caráter, estúpido e desprezível Peter Vest-Pocket?
- Esse mesmo. É bom saber que você ainda me ama.-
Seu, seu...
- Tente porco.
- Porco!
- Foi por isso que eu deixei você, Daphne. Você sempre faz o que eu mando. Era como viver com um perdigueiro. Agora acalme-se.
- Porco imundo!
- Está bem. Agora acalme-se. Pergunte por que é que eu estou telefonando pra você depois de dois anos.
- Não me interessa. E foram dois anos, duas semanas e três dias.
- Eu preciso de você, Daphne.
- Peter...
- Preciso mesmo.
Eu sei que fui um calhorda, mas não sou orgulhoso.
Peço perdão.
- Oh! Peter. Não brinque comigo...
- Daphne, você se lembra daquela semana em Taormina?
- Se me lembro.
- Do jasmineiro no pátio do hotel? Das azeitonas com vinho branco à tardinha no café da praça?
- Peter, eu estou começando a chorar.
- E daquela vez em que fomos nadar nus, ao luar, e veio um guarda muito sério pedir nossos documentos, e depois os três começamos a rir e o guarda acabou tirando a roupa também?
- Não. Isso eu não me lembro.
- Bom. Deve ter sido em outra ocasião. E a pensão em Rapallo, Daphne.
- A pensão! O velho do acordeão que só tocava "Torna a Sorriento" e "Tea for Two".
- E a festa de aniversário em que nós entramos por engano e eu acabei fazendo a minha imitação do Maurice Chevalier com laringite.
- Ah, Peter...
- Lembra o pimentão recheado da "signora" Lumbago, na pensão?
- Posso sentir o gosto agora.
- Qual era mesmo o ingrediente secreto que ela usava, e que só nos revelou depois que nós ameaçamos contar para o seu marido do caso dela com o garçom?
- Era... Deixa ver. Era manjericão.
- Você tem certeza?
- Tenho. Ah, Peter, Peter... Não consigo ficar braba com você.
- Ótimo Daphne. Precisamos nos ver. Tchau.
- Tchau?! TCHAU?! Você disse que precisava de mim, Peter!
- Precisava. Eu estou fazendo aquele pimentão recheado para uma amiga e não me lembrava do ingrediente secreto. Você me ajudou muito, Daphne, e...
- Seu animal! Seu jumento insensível! Seu filho...
- Daphne, eu já pedi desculpas. Você quer que eu me humilhe?
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