quinta-feira, 28 de agosto de 2008

10 MOTIVOS PARA SER FLAMENGO

1- Ter a maior torcida do mundo, desde 1927 reconhecida pela FIFA.
2- Tricampeão do mundo - Basquete (1966) - Futebol (1981) - Tiro (1999).
3- Ser o único com 215 títulos no Futebol.
4- Ser o único a vencer as Seleções Brasileira e Mundial.
5- Ser o único onde jogaram praticamente todos os cracaços do Brasil, e onde revelou grandes craques, e tivemos Zico como ídolo.
6- Ter o recorde nacional de invencibilidade, 52 jogos.
7- Ter os 18 maiores públicos pagantes na história do futebol.
8- Nunca caiu pra 2° Divisão no futebol.
9- Todos do Rio são fregueses do Flamengo.
10- Humilhou o Vice da Gama, que obteve hexa vices.


( Esse post é uma continuação de um outro )

domingo, 24 de agosto de 2008

Sapatos para Índia

Um dia, um grande fabricante de calçados resolveu exportar sapatos para a Índia. E para verificar a viabiliade do negócio, contratou dois consultores e os enviou à capital daquele país.

Depois de alguns dias de estudo, um dos consultores enviou o seguinte fax para a direção da industria:

"Senhores, cancelem imediatamente o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos."

Sem saber desse fax, alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu:

"Senhores, tripliquem, quadrupliquem, quintupliquem o projeto da exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos, ...AINDA!"

Moral da História: Enquanto os pessimistas encontram somente impossibilidades; os otimistas, encontram oportunidades.

E você? Vai exportar sapatos para a Índia?

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Em função da larga superioridade do Flamengo no futebol Brasileiro, só admitimos gozação de torcedores cuja o time tenha o seguinte retrospecto:

Ter a maior torcida do Mundo, desde 1921.
Ser o único no Brasil com todos os títulos, desde 1990.
Ter o recorde nacional de invencibilidade, 52 jogos sem perder.
Ter os 18 maiores públicos pagantes na história do futebol mundial.
Ter superioridade de vitórias sobre todos os clubes do próprio Estado.
Ser o único clube no Mundo a vencer as Seleções Brasileira e Mundial.
Ser o único clube onde jogou praticamente todos os grandes craques do Brasil.
Ser o clube mais velho do Brasil dentre os grandes, desde 1895.
Ser o único com mais de 200 títulos no Futebol.
Ser o 9° maior clube de todos os tempos eleito pela FIFA.

Alias, seu clube figura na lista da FIFA por acaso ?
Seu clube tem a maior torcida do Mundo ?
Seu clube nasceu antes de 1895 ?
Pelé e Garrincha já vestiram a camisa do seu time ?
Seu clube já venceu as Seleções Brasileira e Mundial ?

Se não for o seu caso, por favor, disfarce, abaixe a cabeça, saia de fininho, e torça para que seu clube chegue ao nível.
CRF, não é, Clube de Regatas do Flamengo, é Cansado de Receber Faixa.

Os mais de 35 Milhões de Torcedores e 5 Milhões de Urubus em todo o Mundo agradecem ao clube Mais Querido do Brasil!

Rodrigo Mandarine: Jornalista do LANCE

"Antes de jornalista, sou Rubro-Negro"
Opinião e Notícia: Desde quando você é flamenguista e o que te levou a escolher o Flamengo? Teve influência familiar?
Rodrigo Mandarini: Eu não sou flamenguista, eu sou Flamengo. Há uma enorme diferença: flamenguista torce pelo time do Flamengo; Flamengo vive o Flamengo. Eu não torço nos jogos apenas, eu sou Flamengo 24 horas por dia. O Flamengo é minha religião, o Maracanã é meu templo, Zico, Júnior e Petkovic são meus deuses, os jogadores são os santos e os gols são milagres.
ON: Você se considera um fanático por futebol? Por quê?
RM: Não sou fanático por futebol. Sou fanático pelo Flamengo.

Texto de Sérgio Cabral, torcedor vascaíno

"Adeus, Zico. Nós vascaínos, tricolores, botafoguenses etc., dormiremos mais tranquilos sabendo que uma falta cometida nas proximidades de nossa área não será tão perigosa assim. Que não teremos de enfrentar os seus dribles, seus lançamentos, suas soluções inteligentíssimas para as jogadas mais difíceis, a sua movimentação que o levava, em frações de segundo, da intermediária à porta do gol e aos gritos de 'Zico!Zico!Zico!' quando você fazia uma das suas e chutava aquelas bolas que tocavam na rede e batiam em cheio em nossos corações. Em compensação , nós, que tanto amamos nossos clubes quanto o futebol, estaremos com as nossas tardes de domingo mais pobres. E, aí, veja que ironia, teremos saudades de você."

A História do Fla X Flu - Texto Imperdível!

Foi dose. Nós fomos até lá. Estávamos lá dentro, naquele calor infernal!
Ontem o meu filho Daniel começou a descobrir que existem duas coisas nesse mundo. Uma, é o futebol. A outra, é o Fla-Flu. Descobriu que esse adversário odiado é mais do que um simples time de futebol, são seguidores por uma orda de loucos fanáticos, que se agrupam e fazem gol. É jogo para quem tem o coração tingido dessas cores. De grená, verde, preto, vermelho e do branco que acompanha esse arco -íris. Tudo muda quando você chega na Praça da Bandeira ou cruza a Zona da Leopoldina em direção àquela maçaroca de concreto. O ar que se respira no estádio é diferente, a atmosfera é diferente.
Numa única tacada ele descobriu o respeito que se deve ter dessa instituição e desse jogo, clássico de apelido garboso, colorido interminável e lotado de almas fanáticas. É coisa para gente grande.
Um aglomerado velho e obsoleto, sem conforto ou segurança. Mas que vicia. Nos deixa dependentes dele e de seus mistérios e dogmas. É. O Maracanã tem dogmas. E não são poucos. São sérios o suficiente para fazerem de seus jogos eternos eventos com ares de seita. Com rituais próprios, cânticos específicos, liturgia, e consagração.
Lá a gente aprende desde cedo que o jogo só termina quando acaba (it is not over until it is over, dizia o astro do baseball, Yogi Berra). E eu andava meio esquecido disso...
Logo na chegada, quando descíamos o Oduvaldo Cozzi a pé, com o calor escorchante se despregando do asfalto, eu senti a atmosfera oblíqua.
Olhei pelo viaduto abaixo, me desviando de cambistas e flanelas, e enxerguei o capitão Belini erguendo a taça. Sempre cercado pelo burburinho da esperança. A meia hora do pontapé inicial, cada um nós se aproxima do portão com esperança saltando pelos poros. O menino de sete anos beijava o seu cordão sagrado, com a camisinha tricolor dependurada num barbante preto sebento. Olhávamos um tumulto nas bilheterias e a Raça Rubro Negra chegando pelo lado da Radial Oeste.
Gente por todos cantos. O gesto dos punhos cerrados e cruzados ao alto e o prenúncio de arrastão. Esse é o grande contraste dessa minha vida de pequeno burguês. Pequeno burguês até na escolha do time de coração. Time que provoca fila nos restaurantes da Zona Sul depois dos seus jogos.
É só nesse dia de Fla-Flu que eu enxergo o contraste que existe entre as patricinhas sem sutiã da torcida tricolor e a tropa de marginais guerreiros da Raça Rubro Negra e da Torcida Jovem. Um abismo social. Do ambiente de clubinho direto para a vida-como-ela-é. Um pânico de mais de trinta anos. A língua incha dentro da boca e o medo me surrupia a nesga de esperança. A baixa-estima da elite quando se perde em meio ao nada. Ir a esse clássico é estar perdido no meio do nada. Subir a rampa nos Fla-Flus é sempre um constrangimento. Um exercício de mau gosto. Mudar de lado por ser menos numeroso. Por ter sido invadido em priscas eras, quando tomaram nosso lugar à força e nos mandaram para o lado direito das cabines de rádio.
Explicar para um menino o porquê de naquele dia - só naquele dia, em mais nenhum outro - ter que virar para a esquerda, no sentido horário, é sempre uma pequena revolta. Ter que ver o jogo sentando naquelas faixas de concreto que abrigam bundas vascaínas é falta de higiene. Um desgosto que me acompanha desde criança, quando fui rampa acima ver o meu primeiro Fla-Flu, em 1977 (1x1).
Ontem, os deuses desse jogo se alojaram naquelas arquibancadas desde cedo.
Pintaram e bordaram com as duas nações. Com 19 minutos do segundo tempo eu estava trepado na divisória entre as cadeiras amarelas e as brancas (o módulo central, que mistura as duas torcidas), fazendo o sinal de acabou com os braços, chamando um cara do outro lado de corno e entoando o famoso "ela, ela, ela, silêncio na favela". Era o terceiro gol do gigante Rodolfo.
Doze minutos depois, a favela vinha abaixo com seus gritos de guerra.
E eu descia a rampa em ritmo acelerado, com um nó na garganta, cumprimentava o grande Belini e entrava no primeiro táxi que vi pela frente.
O menino pedia para ficar. Se lembrava de um jogo com o Santos em que saímos
1 minuto antes e o time cavou um empate fantasma aos 48 do segundo tempo. Eu olhava fixo para a Avenida Maracanã de dentro daquele Santana velho.
O taxista insistia em dizer que achava o estádio muito perigoso e que não gostava de futebol. Mas pedia detalhes do jogo e mantinha dialogo com a frustração escancarada do meu pequeno Daniel. Eu nunca tive medo dessa trupe. Nunca mesmo. Mas que é diferente, é. Os outros sempre foram fregueses. Sempre foram engolidos. Mas esses não. Peguei os piores momentos da história desse jogo, quando tínhamos que ir a campo ver Artur Antunes, Leovegildo, Leandro, Tita & Cia. Chegamos a enfrentar isso aí com times absolutamente medíocres, de zezés, galaxes e robertinhos. E eu nunca tive medo.
Mas sempre existiu uma coisa que me deixa perambulando entre o mistério e o pânico. Aliás, não é "coisa" coisa nenhuma. É metafísica. É o Sobrenatural de que tratava Nélson Rodrigues. É perturbante. É aquela massa uniforme pulando do outro lado. 23 minutos, 1x3, e eles não paravam de pular; ninguém saía do seu aperto; ninguém ia embora. Eles nunca vão embora. Eles nunca arredam o pé.
Eles não se sentam, não param de gritar. Eles não sossegam. Me perseguem, me sufocam, me habitam os pesadelos e me causam pânico. Quando eu olho para o outro lado é isso que eu sinto. Eles acreditam mais do que os outros. Mais do que eu e todos os outros juntos. E disso, meus caros, eu tenho que reconhecer, chega dá medo. Eles jogam com 12. E jogar com 12 deveria ser proibido.
Deixar seus ingênuos meninos andando de um lado para o outro, desfilando o seu repertório de categoria e classe, só porque vestem um manto, como eles costumam se referir, foi uma imprudência. E esse foi mais um Fla X Flu para a história.
Dentro do táxi, uma frase de uma criança de sete anos ficou estalada no meu tímpano: "Papai, eu tenho nojo deles".
- Eu também tenho filho... É só o que posso dizer hoje. Mas se não fossem eles essa mágica não existiria.

Por Claudio Lampert ( Ilustre Torcedor Tricolor ).

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

15 Modos de Enlouqucer um Dentista

1 - Antes da consulta, coma bastante alho, cebola, mastigue balas grudentas e diga que não teve tempo de escovar os dentes.

2 - Leve seus filhos, sobrinhos e amiguinhos para a consulta e diga que não teve com quem deixá-los. Combine com eles de mexerem em todos os objetos da bancada e de brincarem de pique-pega lá dentro.

3 - Mostre o dente que dói colocando o dedo bem em cima.

4 - Tenha pavor de agulhas. Se puder grite, esperneie e segure a mão do seu dentista na hora da anestesia. E exija sempre a "pomadinha" antes.

5 - Não economize seu vocabulário. Chame gengiva de "gingiba", raio X de "raio X" e extração de "distração". Insista, mesmo que seu dentista lhe corrija.

6 - Diga que na sua opinião todo plano de saúde médico deveria ter tratamento odontológico grátis.

7 - Diga sempre que a anestesia não pegou!

8 - Mexa-se na hora do Raio X.

9 - Tenha sustos enormes toda vez que seu dentista acionar o motor.

10 - Diga para o especialista em ortodontia que você conhece excelentes dentistas que colocam aparelho de graça e com manutenção bem baratinha e ao final do seu tratamento ortodontico diga que preferia seus dentes como eram antes.

11 - Diga que não tomou o remédio que seu dentista lhe passou porque o "cara da farmácia achou melhor você tomar um outro.

12 - Faça cara de que vai vomitar cada vez que seu dentista encostar o espelhinho em sua língua.

13 - Interrompa a lua-de-mel ou as férias na praia de seu dentista, ligando para dizer que seu provisório caiu.

14 - Tente falar alguma coisa toda vez que seu dentista for colocar algo em sua boca.

15 - E por fim, na hora do pagamento, faça cara de susto e diga que em frente à sua casa tem uma clínica que só cobra cinco reais pelo mesmo procedimento.

27 Dicas Para Escrever Bem

1 - Vc. deve evitar abrev., etc.

2 - Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

3 - Anule aliterações altamente abusivas.

4 - "não esqueça das maiúsculas", como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

5 - Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

6 - O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7 - Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8 - Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

9 - Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa porcaria.

10 - Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

11 - Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12 - Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".

13 - Frases incompletas podem causar.

14 - Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

15 - Seja mais ou menos específico.

16 - Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17 - A voz passiva deve ser evitada.

18 - Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

19 - Quem precisa de perguntas retóricas?

20 - Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21 - Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

22 - Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23 - Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24 - Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

25 - Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26 - Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.

27 - Seja incisivo e coerente, ou não.

COISAS PARA SE FAZER NA FILA DO BANCO

1. Teste o extintor de incêndio da agência.
2. Leve um aparelho de som e coloque pagode nas caixas.
3. Barbeie-se / depile-se.
4. Imite o ruído de fogos de artifício quando o caixa atender alguém.
5. Conte uma piada sem graça e ria sozinho.
6. Insinue que a grávida que está na fila do Caixa Preferencial usa barriga postiça.
7. Compre um saco de pururucas e mastigue.
8. Venda rifa.
9. Leia em voz alta os folhetos de propaganda do banco.
10. Use um dos balcões para fazer abdominais, repetindo: "um, dois!"
11. Toda vez que o painel de senha mostrar um número, repita-o em voz alta.
12. Peça dinheiro emprestado ao vizinho.
13. Mantenha-se de costas para a pessoa à sua frente.
14. Peça para guardarem seu lugar e, ao voltar, passe na frente de quem guardou.
15. Toque o jingle do banco com a boca, imitando um trombone.
16. Sempre que o caixa validar um documento, imite o ruído de uma máquina registradora.
17. Leve um apito e toque-o sempre que a fila andar.
18. Informe as horas, minuto a minuto, seguido do slogan do banco.
19. Quando alguém não conseguir fazer uma operação no caixa eletrônico, murmure: "OSTRA".
20. Duble, em voz alta, o caixa dizendo a um cliente que o saldo dele está negativo.
21. Quando a fila andar, finja que está cochilando.
22. Faça "din-don" sempre que uma pessoa entrar na fila.
23. Encoste o dedão à esquerda das costas da pessoa à sua frente. Quando ela se voltar, vire bruscamente a cabeça para a direita.
24. Brinque de puxa-cueca com o colega da frente.
25. Cante uma música da Jovem Guarda e diga: TODO MUNDO COMIGO, SHA-LÁ-LÁ-LÀ!
26. Passe um abaixo-assinado contra a política de juros altos.
27. Minta que há um caixa disponível e sem fila no andar de cima.
28. Espalhe que a senhora gorda, lá do fundo, tem uma arma na bolsa.
29. Pergunte se alguém quer ser sua testemunha num processo contra o banco.
30. Coma uma fatia de melancia e saia da fila toda hora para cuspir os caroços.
31. Veja com o segurança se ele deixa você dar uma olhadinha no revólver dele.
32. Pergunte ao caixa por que eles cospem no dinheiro quando vão contá-lo.
33. Conte histórias de assalto a banco.
34. Pergunte a um atendente aonde fica o caixa-forte.
35. Acenda um cigarro de palha.
36. Promova uma ola.
37. Monte um aviãozinho de papel e jogue na mesa do gerente.
38. Se um carro forte chegar, cantarole o tema de "Os Intocáveis".
39. Ensine um colega de fila a fazer massagem cardíaca.
40. Pergunte se alguém quer ser seu fiador.
41. Escreva numa folha de papel: " IDIOTA NÚMERO 107 " e fique segurando.
42. A cada cliente atendido, puxe uma salva de palmas para o caixa.
43. Ria descontroladamente das pessoas que ficam presas na porta giratória.
44. Lembre aos outros o que poderiam estar fazendo se não estivessem ali.
45. Pergunte em voz alta, por que bancos gastam tanto com propaganda e nada com caixas?
46. Leve uma marmita e almoce.

EM DEFESA DO MANTO SAGRADO

"Pense no Clube de Regatas do Flamengo por alguns segundos antes de continuar a leitura deste texto. Pensou? Pronto. Bastam alguns segundos para ligar o nome Flamengo ao Maracanã lotado, aos gols de Zico, à paixão de uma torcida tão grande que é chamada de Nação. Mas poderíamos apostar sem medo de errar que todas essas lembranças foram precedidas de uma única, primordial e insubstituível, a partir da qual nasceram todas outras.

Falamos da camisa do Flamengo. A veste que abrigou Domingos da Guia, Valido, Índio, Dida, Fio, Doval, Zico, Júnior, Leandro, Rondinelli e Petkovic. A camisa que vestiu nossos avós, nossos pais, que veste a nós e aos nossos filhos, e que vestirá os filhos de nossos filhos. O Manto Sagrado.

A camisa de listras horizontais rubro-negras é um símbolo maior do que Zico porque foi fundamental para que o menino Arthur Antunes Coimbra se apaixonasse pelo time que também era o time de seu pai. Arthurzico nasceu em lar flamengo respirando vermelho e preto por todos os lados. A camisa do Flamengo é um símbolo mais significativo do que Júnior porque sem ela Júnior seria Leovegildo, um nome difícil perdido na multidão. Por isso Júnior diz: - Esta camisa é a minha segunda pele.

Façamos um acordo: se há, na história do Flamengo, um símbolo mais importante do que Zico e Júnior juntos, este há de ser o símbolo maior do clube. Nelson Rodrigues disse que para os clubes a camisa vale tanto quanto uma gravata, mas ressalvou: menos para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Tudo.

E quando qualquer um pensa na camisa do Flamengo, mesmo aquele que não tem a ventura de torcer pelo rubro-negro, a imagem que lhes vêm à cabeça é de uma camisa simples, de listras horizontais alternadas em vermelho e preto e bordadas sobre o coração, em letras brancas, as iniciais CRF.

E assim são as nossas camisas, panos rubro-negros com iniciais em branco, como se fossem dez escudos se espalhando pelo gramado em permanente defesa territorial.

A camisa mudou ao longo dos anos, é verdade. Precisou render-se ao patrocínio, não é mais de pano pesado, os números não são mais costurados e o CRF foi trocado pelo escudo, formando uma absurda composição de escudo sobre escudo. Sobrevive no nosso imaginário, porém, sempre do mesmo modo: listras rubro-negras e CRF no lado esquerdo do peito.

A verdade é que a nós, flamenguistas, apavora a possibilidade de que o nosso fornecedor de material esportivo, a Nike, faça com o Manto Sagrado o mesmo que fez com a camisa da seleção brasileira, transformada em um artigo fashion como outro qualquer, pois teve seu conceito original distorcido com o deslocamento do escudo da CBF da sua posição original, sobre o coração, para o meio da camisa. Não nos parece que o atual modelo possua a aparência e a dignidade que merece uma camisa cinco vezes campeã do mundo. Mas deixemos a seleção de lado e vamos agir enquanto é tempo.

Presidente Márcio Braga, todos os poderes para preservar essa instituição mundial que é o nosso Manto Sagrado repousam em suas mãos. Que seu bom senso, equilíbrio e respeito às nossas mais caras tradições se manifeste, ainda que, inexplicavelmente, em sua gestão tenha sido extinta uma de suas mais tradicionais vice-presidências, a do Patrimônio Histórico.

Como comandante dos poderes constituídos de uma Nação, o Presidente sabe melhor que ninguém que a aparência da nossa camisa não pode ser decidida pela visão inconstante e desapaixonada dos movimentos da moda. A camisa do Flamengo é um monumento. Um patrimônio pertencente à Nação e que deve ser preservado por cada um de nós.

As listras rubro-negras horizontais e as letras brancas foram tombadas pela nossa paixão.

São sagradas. E pedem socorro.

Antes que seja tarde demais."

Mauricio Neves e Arthur Muhlenberg