sábado, 14 de novembro de 2009

Juca Kfouri sobre o Brasileirão de 87

Juca Kfouri esculacha torcedor do Sport
VEJAM O QUE UM TORCEDOR DO SPORT POSTOU NO BLOG DO JUCA KFOURI

"O BRASILEIRÃO DE 1987
Em primeiro lugar, o país inteiro não comemorou aquela farsa do Flamengo. Você se esquece que a torcida do Sport comemorou sim o campeonato do leão. Está nos anais da CBF e da FIFA! Aquele engodo que você diz ter sido organizado pelo clube dos treze, foi na verdade organizado pela Rede Globo, que tinha na época você, Juca Kfouri, como comentarista e um dos integrantes da editoria de esportes. Assinaram o documento, todos os representantes das equipes que participaram da competição, e depois não cumpriram o que acordaram: O cruzamento com o módulo amarelo. A verdade é uma só: Tanto Flamengo quanto Inter, amarelaram, tremeram, e temeram perder posição para Guarani e Sport, ou o senhor não se lembra dos dois jogos finais entre Inter e Flamengo? Duas partidas fraquíssimas técnicamente, com dois times no bagaço.
Cesar Rosatti | carc2005@bol.com.br
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Resposta do Kfouri
RESPOSTA DO JUCA KFOURY EM RESPOSTA AO BLOGUEIRO CÉSAR ROSSATI SOBRE O TÍTULO BRASILEIRO DE 1987:
VOCÊ ERRA, NO MÍNIMO, 10 VEZES;
1. QUEM ORGANIZOU A COPA UNIÃO FOI O CLUBE DOS 13, COM APOIO DA GLOBO;
2. EU SÓ FUI PRA GLOBO EM 1988 E A COPA UNIÃO FOI EM 1987;
3. O CLUBE DOS 13 REJEITOU O CRUZAMENTO ASSIM QUE A CBF O ANUNCIOU, DEPOIS QUE O REGULAMENTO DA COPA UNIÃO JÁ ESTAVA PRONTO E ANUNCIADO;
4. O INTER NADA TERIA A PERDER EM DISPUTAR O CRUZAMENTO, JÁ QUE TINHA FICADO EM SEGUNDO LUGAR;
5. O PAÍS INTEIRO ACOMPANHOU A DECISÃO FLA X INTER, QUE FOI EM DEZEMBRO DE 1987, ENQUANTO A "DECISÃO" ENTRE SPORT E GUARANI SÓ ACONTECEU EM 1988;
6. A DECISÃO DO "MÓDULO AMARELO", ESSA EM 1987, FOI "REPARTIDA" ENTRE SPORT E GUARANI QUANDO AMBOS EMPATAVAM 11 A 11 NOS PÊNALTIS E "RESOLVERAM" PARAR DE BATÊ-LOS (!!!!!!!);
7. ERAM DA SELEÇÃO BRASILEIRA EM 1987 OS SEGUINTES JOGADORES DE FLA E INTER: JORGINHO, LEANDRO, EDINHO, LEONARDO, ANDRADE, ZICO, RENATO GAÚCHO E BEBETO, PELO FLAMENGO E TAFFAREL, LUIS CARLOS WINCK E PAULO ROBERTO, PELO INTER;
8. SABE QUANTOS DO SPORT?N E N H U M!!!!!!!!!!!
9. FINALMENTE, EM 1988, O CONSELHO NACIONAL DOS DESPORTOS RECONHCEU COMO LEGÍTIMA A CONQUISTA CARIOCA, ALGO QUE A CBF DE OTÁVIO PINTO GUIMARÃES E NABI ABI CHEDID NÃO ACATOU, TANTO QUE SPORT E GUARANI REPRESENTARAM O BRASIL NA LIBERTADORES.
10. EM RESUMO, O CAMPEÃO LEGÍTIMO É MESMO O FLAMENGO. O LEGAL ACABOU SENDO O SPORT.EM TEMPO: E NÃO ME VENHAM COM ESSA BOBAGEM QUE O TÍTULO DO SPORT NÃO É RESPEITADO PORQUE TRATA-SE DE UM TIME DO NORDESTE. PORQUE NINGUÉM CONTESTA A CONQUISTA DO BAHIA EM 1988.

Local da Fundação do Flamengo



O Flamengo foi fundado em 15/11/1895, numa precária casa situada na Praia do Flamengo nº 22, hoje nº 66.

Em 1920 o terreno foi definitivamente comprado e, em 1933, a casa original foi substituída pela primeira sede, que se vê na foto acima (esta sede resistiu até 1979, quando foi vendida para a Servenco, em troca do 4º andar do futuro bloco B do edifício, além da participação de 12,5% em uma loja comercial do térreo).

Parabéns, Flamengo!

FLAMENGUISTA – O nativo deste time tem o rei na barriga. Fenômeno típico dos torcedores que já presenciaram esquadrões fantásticos vestindo o uniforme do clube. Carregam certa nostalgia desta época. O Flamenguista possui argumentos velhos, porém eficientes, para ganhar discussões. No Rio, basta falar “campeão do mundo”, no Brasil, basta falar “todo mundo tenta, mas só o Mengão é penta”. É um empolgado de primeira hora. Mesmo na fase ruim, duas boas vitorias bastam para bradar “rumo a Tóquio”. É o time mais popular do país. É o torcedor mais democrático do país também. Gostam também de dizer que todos nascem Flamengo, e alguns degeneram. Nutrem a verdade absoluta que a massa, muitas vezes, é mais importante que o time. E são seguidores de um caso raro de experiência genética. O Flamengo, para ser Flamengo, precisa ser raça e talento. E uma coisa não exclui a outra. Veste com orgulho a camisa rubro-negra, na vitória ou na derrota. E não são monoteístas. Para eles, Zico também é Deus.

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A oposição não se conforma, mas não pode fazer nada: o Flamengo é um caso de amor entre milhões e o Brasil. Um dia, quando se mergulhar de verdade nos fatores que, historicamente, ajudaram a consolidar a integração nacional, o Flamengo terá de ser incluído. Durante todo o século XX, ele uniu gerações, raças e sotaques em torno de sua bandeira. Ao inspirar um rubro-negro do Guaporé a reagir como um rubro-negro do Leblon (com os mesmo gestos e expletivos, e no mesmo instante), o Flamengo ajudou a fazer do Brasil uma nação.
Mas o Flamengo não é uma abstração histórica. É um complexo de carne, ossos, tendões, músculos. Quando se fala nele, vêm à mente os heróis que, no decorrer das décadas, têm vestido sua camisa e formado times de sonho. Homens como Abelha; Bigu, Onça, Ronaldão e Tinteiro; Manteiga e Dendê; Sapatão, Foguete, Bujica e Beijoca. Epa! Desculpe, peguei a lista errada! Esse é o time do pesadelo. A lista
certa é: Raul; Leandro, Domingos da Guia, Reyes e Júnior; Carlinhos e Zizinho; Joel, Leônidas da Silva, Zico e Dida.
Falando sério, poucas instituições serão tão abrangentemente nacionais quanto o Flamengo - a Igreja Católica, sem dúvida, é uma delas, e, talvez, o Jogo do Bicho. E olhe que o Flamengo não promete a vida eterna nem o enriquecimento fácil. Ao contrário, às vezes mata de enfarte e, quase sempre, só dá despesa. Mas uma coisa ele tem em comum com a religião e o bicho: a fé. Esta é a matéria-prima de que as três instituições se alimentam. Mas com vantagem para o Flamengo, porque a igreja só paga dividendos depois da morte e o bicho tanto pode dar quanto não dar - já o Flamengo costuma pagar seus dividendos espirituais toda quarta e domingo. Em termos de alcance dos agentes dessa fé, então, não há comparação possível: o padre e o bicheiro são personagens locais, ao passo que os jogadores do Flamengo, via rádio ou TV, cobrem todo o território e são heróis (ou vilões) nacionais.
Daí ele ser onipresente. O Rio foi seu berço, mas sua casa é o Brasil. Sua camisa vermelha e preta viaja de canoa pelos igarapés; galopa pelas coxilhas; caminha pelos sertões; colore todas as praias; está nos barracos das favelas e nas coberturas tríplex. Suas cores vestem famosos e anônimos, bandidos e vítimas, corruptos e honestos, pobres e grã-finos, idosos e crianças, os muito feios e as muito bonitas. De repente, materializam-se nos lugares mais inesperados: já estiveram nas mãos de Frank Sinatra, no papamóvel de João Paulo II, nos peitos de Madonna. Mas, principalmente, tomam os estádios, em tantas tardes e noites quantas o Flamengo entrar em campo, não importa onde.
Donde talvez não seja cientificamente exata a frase que, de tão usada, logo se tornaria clichê: a de que "o Flamengo é uma nação" - frase criada pelo deputado federal cearense Walter Bezerra de Sá há mais de trinta anos. Mais exato, talvez, seria dizer que, ao contrário, a nação é que é Flamengo. Segundo pesquisas veiculadas por órgão insuspeitos, o Flamengo é o clube de maior torcida do Brasil por qualquer categoria que se queira estudar. Você escolhe: região, sexo, faixa de idade, nível de renda, cor da pele, plumagem política, grau de escolaridade, QI ou quantidade de dentes - é maioria entre os desdentados e os que nunca tiveram uma cárie. Sua presença no Rio é esmagadora: 42% dos cariocas são Flamengo. O restante se divide entre os que se repartem pelos outros clubes e os que, por esnobismo ou enmui, não se interessam por futebol.
Mas sua torcida não se espreme entre a montanha e o mar. Ao transbordar para todos os estados do Brasil, muitas vezes supera a dos próprios times locais.
No norte e no nordeste, é esmagadora. Em Brasília, é, proporcionalmente, maior até do que no Rio. Em SP, é mais numerosa do que a da tradicional Portuguesa. É forte até mesmo no sul, onde os times de fora não costumam ter vez. E existem quase cem clubes, profissionais ou amadores, de todos os estados do Brasil, chamados Flamengo.
Bolas, por que não dizer logo? É, disparado, a maior torcida de futebol do mundo. Quando se pensa que, na Espanha, o clube mais popular é o riquíssimo, sério e bem administrado Barcelona, tem-se vontade de chorar. A torcida do Flamengo não é apenas maior que a do Barcelona - é quase igual a toda a população da Espanha! E só por isso deveria ser sagrada para os indivíduos que uma minoria transforma em presidentes do clube.

"Flamengo, o vermelho e o negro" Ruy Castro - Ediouro - 2004


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O torcedor - Carlos Drummond de Andrade

Um conto onde o grande Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas da literaura brasileira, fala da emoção de ser Flamengo. Um reforço para os poemas e poesias que falam do Flamengo

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O torcedor

No jogo de decisão do campeonato, Eváglio torceu pelo Atlético Mineiro, não porque fosse atleticano ou mineiro, mas porque receava o carnaval nas ruas se o Flamengo vencesse. Visitava um amigo em bairro distante, nenhum dos dois tem carro, e ele previa que a volta seria problema.

O Flamengo triunfou, e Eváglio deixou de ser atleticano para detestar todos os clubes de futebol, que perturbam a vida urbana com suas vitórias. Saindo em busca de táxi inexistente, acabou se metendo num ônibus em que não cabia mais ninguém, e havia duas bandeiras rubro-negras para cada passageiro. E não eram bandeiras pequenas nem torcedores exaustos: estes pareciam terem guardado a capacidade de grito para depois da vitória.

Eváglio sentiu-se dentro do Maracanã, até mesmo dentro da bola chutada por 44 pés. A bola era ele, embora ninguém reparasse naquela esfera humana que ansiava por tornar a ser gente a caminho de casa.

Lembrando-se de que torcera pelo vencido, teve medo, para não dizer terror. Se lessem em seu íntimo o segredo, estava perdido. Mas todos cantavam, sambavam com alegria tão pura que ele próprio começou a sentir um pouco de flamengo dentro de si. Era o canto? Eram braços e pernas falando além da boca? A emanação de entusiasmo o contagiava e transformava. Marcou com a cabeça o acompanhamento da música. Abriu os lábios, simulando cantar. Cantou. Ao dar fé de si, disputava à morena frenética a posse de uma bandeira. Queria enrolar-se no pano para exteriorizar o ser partidário que pulava em suas entranhas. A moça, em vez de ceder o troféu, abraçou-se com Eváglio e beijou-o na boca. Estava batizado, crismado e ungido: uma vez Flamengo, sempre Flamengo.

O pessoal desceu na Gávea, empurrando Eváglio para descer também e continuar a festa, mas Eváglio mora em Ipanema, e já com o pé no estribo se lembrou. Loucura continuar flamengo a noite inteira à base de chope, caipirinha, batucada e o mais. Segurou firme na porta, gritou: "Eu volto, gente! Vou só trocar de roupa" e, não se sabe como, chegou intacto ao lar, já sem compromisso clubista.

(ANDRADE, Carlos Drummond. De conto em conto, v. 2. São Paulo: Ática, 2001.)

domingo, 8 de novembro de 2009

Bêbados praticam Yoga










Beber cerveja regularmente reduz o estresse, diz estudo


O consumo regular e responsável de cerveja diminui o estresse e melhora a eficiência do metabolismo (conjunto de reações químicas que ocorrem no nosso corpo) em dietas ricas em gordura. A informação é de um estudo apresentado nesta sexta-feira (6) no Chile.

O estudo demonstra que ratos de laboratório que tomaram quantidades de cerveja de acordo com os padrões internacionais de “consumo responsável” ficam menos estressados e metabolizam melhor os carboidratos. Segundo os pesquisadores, para uma pessoa adulta o consumo responsável é de duas latas ou 0,7 litro por dia.

A pesquisa, desenvolvida entre agosto de 2008 e agosto de 2009, foi realizada em Santiago do Chile pelo Instituto de Ciências da Faculdade de Medicina Clínica Alemã-Universidade do Desenvolvimento, liderada por sua diretora, Paulette Conget.

Para avaliar o efeito do estresse sobre os ratos, os pesquisadores deram a um grupo de animais dez gotas diárias de cerveja durante três meses e meio, enquanto outro grupo teve sua dieta normal mantida. Ao passarem por um estresse controlado depois desse período, os ratos que tinham consumido cerveja apresentaram menores níveis de excitação emocional que os que não haviam consumido.

Já para analisar o efeito sobre o metabolismo, alguns ratos foram alimentados com uma dieta normal e outros com uma dieta rica em gordura, e a metade dos indivíduos de cada grupo recebeu dez gotas diárias de cerveja. Os ratos que consumiram a dieta rica em gordura e cerveja subiram menos de peso que aqueles que foram submetidos à mesma dieta, mas não ingeriram essa bebida alcoólica – apesar de o acesso a água e comida ser livre e sua atividade física ser a mesma.

Ok, não era preciso nenhum estudo pra provar que cerveja reduz o stress, mas porra, usaram ratos? Por que ninguem me ligou?!